O Bicampeonato

Jorge Jesus tem certamente um estilo único e é inegável que trouxe títulos para o Sport Lisboa e Benfica mas durante estes seis anos ainda não me tinha convencido a 100%. Passo a explicar: o seu primeiro ano foi de futebol espectáculo mas é importante relembrar que tinha uma das melhores equipas do Benfica a nível interno dos últimos 20 anos. Na temporada seguinte, fomos goleados no Dragão e eliminados de forma inglória da Taça de Portugal e da final da Liga Europa pelo FCP e Braga respectivamente. Seguiram-se dois anos em que entregámos os campeonatos a Vítor Pereira, com claro demérito do nosso treinador e equipa técnica.

A redenção foi alcançada na temporada transacta, com a vitória em todas as competições nacionais e mais uma final europeia perdida de forma indiscritível. E assim chegamos a 2014/2015, com a perda de seis titulares (Oblak, Siqueira, Garay, Enzo, Markovic e Rodrigo), entre outros jogadores importantes, uma pré-temporada repleta de derrotas e um início de campeonato complicado e sem futebol de qualidade. E é precisamente neste campo que dou total mérito ao treinador, dado que foi o grande responsável por este bicampeonato ao criar uma equipa forte, com personalidade e eficaz na maioria dos jogos. Jardel fez um temporada brilhante, Pizzi foi o joker que surgiu em 2015 e Jonas a peça que faltava para ligar a equipa ofensivamente. Pelo meio, fomos adicionando algumas pérolas para lapidar (Cristante, Mukhtar, Gonçalo Guedes, Jonathan Rodriguez) e integrando alguns talentos como Samaris e Talisca.

Em suma, com um plantel muito limitado, com claras carências a nível qualitativo em várias posições, conseguimos ser a equipa mais consistente, graças ao trabalho de Jorge Jesus. Não me esqueço que deveríamos estar a festejar o quarto título consecutivo mas aprendemos com os erros e o futuro é promissor. Nesta fase, espero que o treinador renove contrato, embora considere que a actual estrutura é capaz de suportar uma mudança sem grande danos. O mais importante é criar um plantel com mais soluções e garantir a permanência de referências como Maxi Pereira, Salvio e Gaitan.

No imediato, ainda existem dois jogos contra o Marítimo, sendo que um deles vale a vitória na Taça da Liga, competição que considero relevante e importante. Agora é tempo de festejar, descansar e manter a atitude competitiva nos 100%, sem facilitar ou menosprezar o adversário.

The Strain T.1

Baseado nos livros de Guillermo del Toro, The Strain conta a história de um demónio, apelidado de The Master, que visa lançar a Humanidade nas trevas, transformando quase lídtodos em vampiros. Esta primeira temporada narra os eventos do primeiro livro, estando confirmada uma segunda temporada para breve. A acção inicia-se num avião, que tem a bordo um estranho artefacto, que parece uma gigantesca caixa. Todos os passageiros aparentam estar mortos, o que cria as condições necessárias para que seja o CDC (Controlo Doenças Contagiosas) a entrar pela primeira vez no avião. O Dr. Goodweather, responsável pelo Departamento em questão, consegue encontrar quatro sobreviventes, que são colocados em quarentena.

Mas o que aparenta ser apenas um vírus, revela-se algo muito mais aterrador, o que desafia as crenças científicas de Goodweather, sobretudo após a chegada de Setrakian, um misterioso idoso, que tem um elevado grau de conhecimento acerca da “doença”. Vou evitar os spoilers, sobretudo para quem ainda não viu esta série, limitando-me a dizer que vai existir um blackout em termos de internet, o que permite a propagação do vírus, que infecta uma percentagem elevada da cidade. Pelo meio, emergem algumas facções que desconhecemos mas que estão aparentemente contra The Master e somos confrontados com várias escolhas difíceis e muitas mortes.

Fica apenas a nota que todos os que são transformados têm o impulso de voltar para casa, para junto dos seus entes queridos, no sentido de os converter em vampiros, ou strigoi, como são apelidados por Setrakian. Os “heróis” de The Strain são todos improváveis, com falhas de carácter graves, inseguranças e medos mas é exactamente esse ponto que me cativou durante os primeiros 14 episódios.

Como mencionei inicialmente, a série é baseada na trilogia, pelo que é expectável termos três temporada. Confesso que gostaria imenso que the Strain pudesse contar esta aventura na totalidade mas como em quase tudo hoje em dia, o sucesso das audiência ditará a sua continuidade. Para terminar, gostaria apenas de confirmar se algum de vós leu os livros e qual a opinião. Está fiel à obra literária? Gostam da adaptação? Digam de vossa justiça na caixa de comentários.

Avengers – Age of Ultron

A estreia dos Vingadores foi simplesmente épica, colocando a fasquia num patamar bastante elevado. Nesta segunda aventura, Josh Whedon traz-nos Ultron, um dos meus vilões preferidos, o que me deixou extremamente entusiasmado com o resultado final. Face à dificuldade em garantir a licença para Ant-Man (algo que levou tempo e impossibilitou a sua presença neste filme) foram obviamente realizadas algumas alterações na narrativa, o que não afecta de forma alguma a qualidade do filme mas cria claramente algumas limitações.

Age of Ultron é uma ponte para os vários filmes que se seguem (Capitão America – Civil War, Thor – Ragnarok e Avengers Infinity Wars), sendo necessário explicar alguns pontos, realizar alguns teasers e justificar a saída de algumas personagens. Como sempre, vou evitar os spoilers, mas podem contar com algumas menções a filmes como Black Panther e mensagens subtis ás lutas que se seguem, sobretudo quando Wanda Maximoff (Scarlet Witch/Red Scarlet) entra na cabeça dos membros dos Avengers.

As cenas de acção são excelentes, com destaque para a batalha inicial, a luta entre Hulk e IronMan e o combate final contra Ultron. No que diz respeito à narrativa, existem várias falhas, sobretudo porque duas horas e vinte minutos são insuficientes para condensar toda a informação necessária, na minha modesta opinião. Inicialmente Josh Whedon tinha três horas e meia de filme, que tiveram de ser editados e reduzidos para garantir o sucesso comercial nas salas de cinema e nota-se a ausência de certas cenas no produto final. Algum do humor continua a estar presente, nomeadamente nos debates entre os membros dos Vingadores, no sentido de decifrar o segredo para levantar Mjolnir. E no que diz respeito ao martelo… vai existir uma cena muito interessante no decorrer do filme.

No global, Age of Ultron cumpre o prometido mas não atinge o patamar do primeiro filme, muito provavelmente pelo facto de ser uma etapa para algo que será verdadeiramente épico (Infinity Wars). A personagem de Vision é interessante mas ainda não me convenceu por completo, apesar de me ter deixado entusiasmado para os próximos filmes. Existe uma cena final, que passa alguns minutos após os créditos e que envolve Thanos.

Segue-se Ant-Man na minha lista de filmes da Marvel e espero que seja uma agradável surpresa.