Gotham T.1

As prequelas têm tido uma vida complicada no que concerne a séries de TV mas desde o primeiro episódio que Gotham se tem revelado uma agradável surpresa. A narrativa inicia com a chegada de um jovem detective (Jim Gordon) à GCPD, uma instituição corrupta e repleta de vícios, numa cidade dominada por dois criminosos: Maroni e Falcone.

Rapidamente concluímos que Jim terá que se adaptar e encontrar forma de tomar as rédeas da cidade, subvertendo alguns dos seus princípios para o fazer. Paralelamente somos apresentados à tragédia que se abate sobre a família Wayne, que será o primeiro grande caso de Gordon e que terá consequências vitais para o surgimento de Batman.

Com o avançar dos episódios vamos conhecendo Catwoman, Penguin, The Riddler, Poison Ivy, Joker, Two Face, Scarecrow e muitos mais, numa fase embrionária, mas esse é precisamente o encanto da narrativa, que está muito bem estruturada e com mudanças inesperadas.

Existe igualmente um misto de acção, com tiroteios e perseguições constantes e um desenvolvimento de personagens como Bullock, Fish Mooney  e o inevitável Alfred. Pelo meio, a investigação de Bruce Wayne à morte dos pais vai decorrendo, apontando para uma conspiração que envolve elementos de topo na Wayne Industries.

Confesso que gostei imenso da primeira temporada, que me cativou pela narrativa densa e estruturada, que faz ligação a muito do que se irá passar mais tarde com o aparecimento de Batman. E ainda temos o bónus de ficar a conhecer a génese da maior parte dos vilões do “melhor detective do mundo”. Recomendo sem hesitação e preparem-se porque em Outubro teremos a segunda temporada disponível.

O Silo

Este espaço serve para divulgar projectos e hobbies do meu interesse mas curiosamente os livros têm sido colocados de parte. Está mais do que na altura de inverter esta tendência, falando-vos acerca do Silo, escrito por Hugh Howey. A versão que adquiri aborda várias histórias, que envolvem o Xerife Holston, a escolha do novo rosto da Lei, os tumultos no Silo e a limpeza falhada de Juliette (mais não digo para evitar spoilers).

Podem igualmente adquirir as histórias “soltas”, que estão divididas em três livros, mais concretamente Shift, Dust e Wool, para além da prequela Ordem. A narrativa ocorre num futuro pós-apocalíptico, em que se cria uma comunidade estratificada, que povoa um silo com 144 níveis. A criminalidade é reduzida, embora incida essencialmente em falar acerca do mundo exterior, culminando na pena (de morte) da limpeza, em que o meliante é forçado a vestir um fato hermético e deslocar-se para fora do Silo, limpando as clarabóias e cameras.

Com o passar do tempo surgem questões pertinentes, nomeadamente a razão pelo qual o Departamento de Informática necessita de tanta energia, assim como mortes misteriosas que visam encobrir uma conspiração profunda, que tem como objetivo vetar informação importante que pode explicar o que realmente se passou no exterior.

As 524 páginas correm de forma fluida, com surpresas constantes e uma narrativa envolvente, onde paira sempre o mistério e a incerteza. O Silo está longe de ser “apenas” um livro de ficção científica mas tem a minha humilde recomendação. Estou igualmente entusiasmado com o rumor que indica estar iminente uma adaptação a Hollywood, com realização de Ridley Scott.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.1

Nos últimos meses tenho conseguido dar um push significativo à minha queue de séries TV. Recentemente, terminei a primeira temporada do Agents of SHIELD , pelo que está na altura de dar a minha opinião. Posso começar por dizer que acompanhei esta série desde a estreia e não fiquei impressionado, o que me levou a parar no episódio 10. Os motivos principais foram a narrativa fraca e sem grande motivo de interesse, aliado a fracas interpretações e um desenvolvimento de personagens quase nulo. Coulson é uma figura imponente e carrega grande parte desta primeira temporada, que tem um segundo fôlego a partir do momento em que a timeline coincide com os eventos do filme Capitão America – Winter Soldier.

Com o aparecimento do “Vidente”, o ressurgimento da HYDRA e várias surpresas na narrativa, Agents of SHIELD atinge outro nível, tornando-se em algo interessante e que me trouxe de volta. Existem no entanto alguns pontos que me deixam reservas mas vou evitar spoilers, sobretudo porque dizem respeito à temporada 2, que comecei a ver no dia de ontem (21 Agosto 2015). Posso no entanto adiantar que vejo com alguma preocupação o lugar secundário que vai ser atribuído a Coulson, em detrimento de Skye, que será o grande foco da narrativa, o que faz sentido mas pode retirar interesse.

Para quem é fã do Universo Marvel, esta série é sem dúvida um ponto incontornável. Está longe de ser perfeita mas estou receptivo a dar-lhe uma segunda oportunidade, sobretudo pelos motivos que mencionei. Está confirmada a terceira temporada, pelo que está na altura de ver os restantes episódios e podem contar com um artigo acerca desta season.

Para terminar, convido-vos a opinar acerca deste tema. São fãs? Ficaram desiludidos? Que rumo gostavam que a série seguisse?