Halo: Nightfall

Halo é um das franchises de maior sucesso em todo o Mundo, fruto de uma narrativa envolvente e precisa, algo que marcou uma era e ainda hoje serve de referência a múltiplos estúdios de desenvolvimento de videojogos. Com uma base de fãs muito sólida, seria expectável a criação de uma série, algo que ocorreu precisamente em 2014 e que resolvi partilhar convosco neste espaço.

Estamos em pleno século XXVI, numa aparente fase de tréguas entre as duas facções, mas um ataque inesperado da Covenant no planeta Sedra, acaba por revelar uma conspiração que visa destruir a Humanidade. Uma equipa composta por elemento da ONI e militares da Sedra serão forçados a trabalhar em conjunto, numa missão que os irá levar ao que resta do Halo Ring, que foi destruído pelo Master-Chief.

Nem tudo aparenta ser o que parece e uma terrível ameaça vai colocar em risco o sucesso da missão. Como sempre, vou evitar spoilers e sugerir que vejam os cinco episódios que compõem esta mini-série. Para vossa conveniência, disponibilizo um link de Halo Nightfall, com todos os episódios compactados.

A minha selecção para o Euro 2016

Foi divulgada ontem a lista dos 23 escolhidos por Fernando Santos para o Europeu e sem grande espanto, a “velha guarda” continua a fazer parte do núcleo duro. Pessoalmente, considero que é fundamental iniciar a renovação da selecção, pelo que vou realizar as minhas escolhas com base nesse critério. Paralelamente, terei em conta a polivalência, forma evidenciada nos últimos meses e um esquema táctico de 4x3x3.

Tenho plena consciência que não existem escolhas consensuais, mas está na altura de preparar o futuro, deixando de lado os lobbies dos empresários, escolhendo os jogadores que mais probabilidades nos dão de realizar uma boa campanha.

Antes de divulgar os nomes, quero apenas fazer menção a alguns atletas (Cedric, Daniel Carriço, Paulo Oliveira, André Pinto, Ricardo Ferreira, Hugo Vieira, Orlando Sá, Marafona, Anthony Lopes, Ruben Neves e William Carvalho) que excluí pelos critérios que mencionei, mas que podiam perfeitamente integrar os 23 finais, face à boa época que desenvolveram. De realçar que por lesão, Fábio Coentrão e Bernardo Silva também fica fora dos 23.

  • GR – Beto, Rui Patrício, João Silva
  • DF – Vieirinha, André Almeida, Pepe, José Fonte, Luís Neto, Josué Sá, Ricardo Pereira, Raphael Guerreiro
  • MD – Renato Sanches, Danilo Pereira, João Mario, André Gomes, Adrien Silva, João Moutinho
  • AV – Cristiano Ronaldo, Rafa Silva, Nani, Pizzi, Diogo Jota, Bruno Moreira

Para terminar, vou partilhar o meu onze inicial  e convidar-vos a opinar acerca do tema. Força Portugal!

  • GR – Beto
  • DF – Vieirinha, Pepe, José Fonte, Ricardo Pereira
  • MD – Danilo Pereira, João Mário, André Gomes
  • AV – Cristiano Ronaldo, Rafa Silva e Pizzi

O Tricampeonato

Como certamente sabem, este espaço é dedicado a outros temas, mas ocasionalmente é importante fazer o balanço de mais uma época desportiva. O ano passado conquistámos o título, com muito mérito de Jorge Jesus, que teve à sua disposição o plantel mais limitado dos últimos anos.

O defeso foi inesperado, com a saída de Maxi Pereira para o FCP e de JJ para o SCP, criando as condições necessárias para que Rui Vitória assumisse o comando técnico da equipa. Na teoria, gostei da mudança, dado que sustenta aquilo que é o futuro do futebol em terras lusas: potenciar as camadas jovens e os talentos, aliando alguns veteranos de qualidade. Ficou claro com o escasso aproveitamento de Cancelo, Semedo, Lindelof, Bernardo Silva e Guedes, para citar apenas alguns,  que Jorge Jesus não seria a pessoa indicada para liderar este projecto.

Na minha opinião, a saída foi mal gerida por ambos os lados, com trocas de palavras que foram lamentáveis e desnecessárias. Parece-me importante agradecer os seis anos de conquistas, embora não esqueça os vários erros cometidos por JJ, que nos custaram campeonatos.

Dito isto, vou focar-me na era Rui Vitória, que iniciou com uma pré-temporada terrivelmente mal planeada, onde nos focámos em fazer receita, descurando a preparação física e o novo modelo de jogo. Saiu-nos bastante caro essa decisão, com a derrota na Supertaça, que deu a moral necessária ao rival de Lisboa.

A derrota com o Arouca agravou ainda mais a desconfiança dos adeptos, sobretudo pelo facto da equipa não apresentar um fio de jogo e ter muita dificuldade em definir um onze base. As jornadas foram passando, de forma penosa, culminando com uma derrota em casa por 3×0, frente ao SCP, que fazia antever uma temporada condenada ao insucesso. Do outro lado da segunda circular inicia-se um ataque constante ás capacidades de Rui Vitória, assim como a alguns dirigentes, que visam destabilizar ainda mais o balneário.

Em retrospectiva, acredito que este tenha sido o momento decisivo da temporada. Novembro traz um SLB que começa a apresentar um futebol de maior qualidade, tomando balanço na boa campanha na fase de grupos da Champions, surgindo igualmente um miúdo de nome Renato Sanches, que dá nova vida ao meio campo encarnado. As exibições começam a melhorar substancialmente, com várias goleadas e até Março temos um verdadeiro rolo compressor, que une adeptos e jogadores na missão de atingir o trigésimo quinto título.

São recuperados sete pontos ao líder, com a cereja no topo do bolo a ser a vitória (feliz) em Alvalade, que deixa a equipa de Rui Vitória isolada no comando da prova. Pelo meio, ficam as lesões de Luisão, Júlio César, Lisandro, Nélson Semedo, Gaitan e a recuperação de Sálvio, que nunca atingiu o nível competitivo que nos habituou. A equipa caiu em termos exibicionais, após a eliminatória com o Bayern, mas consegue sempre manter um espírito incrível, sobrevivendo a adversários extra motivados para nos retirar pontos.

A consagração ocorre em casa, com uma vitória por 4×1, originando mais uma festa épica, que se espalhou por Portugal e por vários cantos deste Mundo, como é apanágio. Quero terminar, felicitando os jogadores do rival de Lisboa, que foram extraordinários e mereciam ser igualmente campeões. No entanto, uma instituição como o SCP merece outros dirigentes, que não confundam rivalidade com ódio. Rui Vitória é sem dúvida o grande vencedor desta temporada, conseguindo ultrapassar a desconfiança de adeptos e sócios, cumprindo a promessa do tricampeonato, com o bónus de bater o record de José Mourinho, com 88 pontos.

Agora há que festejar, repor as energias e preparar mais uma final da Taça da Liga, que pode resultar no oitavo troféu em três temporadas. Como sempre, muito respeito pelo adversário e humildade na abordagem ao jogo. E PLURIBUS UNUM.

Como o SLB não se resume apenas ao futebol, os meus parabéns à equipa de hóquei, que se sagrou bicampeã nacional e reconquistou a Liga Europeia, a segunda da História.