1000

E foi em Fevereiro de 2004 que resolvi iniciar a minha epopeia pela world wide web, com a divulgação de eventos e conteúdos do meu agrado. Este espaço sofreu muitas alterações em termos de layout, apresentação e informação disponibilizada, mas continua a ter a mesma magia que me levou a iniciar este projecto.

No passado dia 22 de Maio, atingi a fabulosa marca de mil artigos, doze anos depois de ter iniciado este desafio. Aos que ainda me acompanham desde o início, os meus sinceros agradecimentos. Para os restantes, espero continuar a merecer a vossa atenção e garanto-vos que o Portal Pessoal continuará a crescer e a partilhar tudo o que considero ser digno de relevo.

Porque Conversar Também É Importante! 🙂

O futuro dos “meus” Lakers

No dia 23 de Junho deste ano, vai decorrer o draft da NBA, em que os Lakers terão a segunda opção de escolha, à semelhança do que ocorreu o ano passado. A realidade em Los Angeles é muito diferente do habitual, sobretudo a partir do momento em que faleceu Jerry Buss, o lendário dono da equipa. Kobe Bryant retirou-se no final da época e os Lakers estão fora dos playoff há três anos, procurando reconstruir um plantel capaz de retomar a senda das vitórias.

Byron Scott, antiga glória, foi o treinador das duas últimas temporadas, que pouco deixam de lembranças positivas. Existe talento, embora ainda numa fase embrionária, sendo fundamental iniciar a reconstrução com a aquisição de um ou dois nomes sonantes no defeso. E é precisamente neste ponto que o cenário se complica: a realidade da NBA é bem diferente neste momento, com os grandes mercados (LA, NY ou Chicago) a perderem força face ás cidades mais pequenas.

O próprio jogou evoluiu, tornando-se mais rápido e menos dependente dos jogadores dominadores na posição de power forward ou poste. Dito isto, os Lakers optaram por Luke Walton para treinador, alguém que conhece muito bem o clube (membro de equipas campeãs) e que tem um percurso ascendente enquanto treinador adjunto dos Warriors, os actuais campeões da NBA.

Em termos de mercado de FA, fala-se em nomes como DeRozan, Hassan Whiteside ou mesmo Kevin Durant mas tudo não passa de especulação, sobretudo numa fase em que dois destes jogadores ainda estão envolvidos em competição. Sejamos francos, as probabilidades de DeRozan e Durant saírem das actuais equipas (Toronto e OKC) para ingressar nos Lakers são reduzidas. Estamos a falar de uma equipa que tem imenso potencial mas que poderá levar alguns anos a atingir o patamar desejado, sobretudo na Conferência Oeste, que é de longe a mais competitiva.

No draft deste ano, os Lakers deverão ficar com Brandon Ingram, um extremo de qualidade, com excelente jogo exterior. Confesso que estou entusiasmado com o futuro, embora reconheça a necessidade de adicionar um poste com capacidade defensiva (Hassan Whiteside) e alguns veteranos de qualidade. Temos actualmente muito talento em Russell, Clarkson, Randle, Larry Lance Jr, bem complementado pela experiência de Lou Williams e Marcelo Huertas, mas precisamos de muito mais para poder chegar aos playoffs.

Na minha opinião, estes são os melhores jogadores no mercado de FA sem restrições:

  • Hassan Whiteside – 14.2 ppg, 11.8 rpg, 3.7 bpg
  • Kevin Durant – 28.2 ppg, 8.2 rpg, 5.0 apg
  • DeMar DeRozan – 23.5 ppg, 4.5 rpg, 4.0 apg
  • Bradley Beal – 17.4 ppg, 3.4 rpg
  • Nicolas Batum – 14.9 ppg, 6.1 rpg, 5.8 apg

Realisticamente falando, acredito que os Lakers possam ficar com Whiteside e Beal, embora as prioridades sejam Durant e DeRozan. O mais importante é construir uma equipa competitiva e dar tempo a Walton para estabelecer um sistema ofensivo e defensivo moderno. Com o avançar do Verão, teremos certamente muitas movimentações e algumas surpresas.

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.