The Walking Dead T.4

A separação do grupo após o ataque do Governador cria uma série de narrativas paralelas, que ocupam quase na totalidade esta quarta temporada. Essencialmente vamos acompanhar as várias personagens e testemunhar as mudanças inerentes ao instinto de sobrevivência.

Sem dúvida que esta foi uma das minhas temporadas preferidas, dado que apresenta um ritmo diferente e consegue levar algumas situações ao extremo. A parte mais complicada em falar acerca desta série é evitar os spoilers, motivo pelo qual evito entrar em pormenores. Mas posso adiantar que vamos ter desenvolvimentos nas relações pessoais, assim como desafios inesperados, que podem parecer isolados, mas que se interligam no final da temporada.

Os grupos acabam por se reencontrar no final, com a chegada a Terminus, uma cidade que não é o que aparenta ser. Pessoalmente, adorei a narrativa que envolve Carol/Tyreese, que é extremamente forte e demonstra o que seria efectivamente viver num mundo subjugado pelos zombies.

Vão existir novas adições ao grupo e a qualidade da narrativa continua a ser um dos pontos em destaque. A ida para Washington passa a ser o novo objetivo do grupo? Haverá esperança em salvar o que ainda existe da Humanidade? Estas e muitas outras questões serão respondidas na temporada 5, que já comecei a ver no sítio do costume (Netflix).

Guardians of the Galaxy T.1

A série de animação da Marvel acompanha as aventuras de Star-Lord, Gamora, Drax, Rocket e Groot, que conseguem obter um Spartaxian CryptoCube, um aparelho que está ligado ao ADN de Peter Quill e que permite localizar o paradeiro da Cosmic Seed, uma arma que disponibiliza poder ilimitado ao seu detentor.

Contem por isso com várias participações especiais, das quais destaco Thanos, Ronan the Accuser, Yondu, Inhumans e Loki. Os vinte e seis episódios da primeira temporada estão repletos de humor, com desenvolvimento constante das personagens, sendo possível conhecer a família de Rocket, o pai de Star-Lord e desvendar um segredo importante de Groot.

Os meus episódios preferidos são sem dúvida os que estão ligados a Asgard, com a presença de Loki e Thor mas no geral, esta série está muito bem conseguida e recomendo vivamente que invistam tempo nela.

A segunda temporada teve início em Março deste ano e promete continuar a surpreender, com a presença dos Vingadores e de Mantis, entre outras surpresas!

Logan

Sou um enorme fã dos X-Men, mas sobretudo de Wolverine, que é sem sombra de dúvida o meu super-herói preferido. A Marvel conseguiu criar uma personagem cativante, que apresenta uma história rica em mistério, nunca perdendo a sua vertente selvagem, associado à Weapon X.

O casting de Hugh Jackman foi absolutamente perfeito mas faltava, até agora, um filme a solo que captasse a essência do Wolverine. Pois muito bem, Logan cumpre essa premissa com distinção, apresentando-nos um anti-herói consumido pelo tempo e com graves problemas psicológicos e físicos.

A narrativa decorre em 2029, numa realidade em que os mutantes foram irradiados da face da Terra, salvo raras excepções. Logan vive escondido entre a população, ao volante de uma limusine, que utiliza como forma de subsistência. Charles Xavier encontra-se sob o cuidado médico de Caliban (Stephen Merchant), um albino que tem o poder de sentir outros mutantes.

Vamos igualmente conhecer Laura (Dafne Keen), uma menina que foi criada com o DNA de James Hewlett e cuja personagem é claramente inspirada em X-23, uma banda desenhada que teve muito sucesso no início de 2004. A abordagem utilizada por Mangold é soberba, focando a atenção no efeito que o envelhecimento teve em Xavier e Logan, conseguindo humanizar as personagens e garantir empatia com o espectador. Quem diria que gostaríamos de ver um Professor Xavier a lutar contra a demência e um Wolverine a morrer lentamente por exposição contínua ao adamantium?

A forma como vai evoluindo a relação de amizade e cumplicidade entre este trio é quase perfeita, culminando com um acto final repleto de emotividade mas que deixa uma sensação de dever cumprido. Aliás, diria que Logan é a homenagem que Wolverine merecia por parte da Marvel, apesar de ser essencialmente uma história de vida, em detrimento de um mero filme de acção.

O facto de não existir uma cena pós créditos finais torna o fecho deste capítulo como uma metáfora a roçar a perfeição, evitando uma saída fácil para algo que é um fim de ciclo para Hugh Jackman enquanto Wolverine.