Falling Skies T.1

Tom Mason é um combatente da Resistência Humana, que tenta a todo o custo garantir a sobrevivência do seu pelotão, assim como do contingente civil que o acompanha. Com o avançar dos episódios, compreendemos que o Mundo se encontra praticamente incapacitado e que os militares foram derrotados, restando apenas algumas células, espalhadas por vários Estados, que tentam sobreviver e encontrar forma de derrotar o inimigo.

Pouco sabemos acerca dos invasores, excepto que recolhem crianças, colocando-lhes um arnês, que injecta uma droga incapacitante e que lhes permite assumir o controlo. O ritmo da narrativa é adequada e temos um desenvolvimento de personagens interessante. Ficamos a conhecer o Capitão Weaver, o líder das tropas, assim como Pope, uma estranha personagem que acaba por ser fundamental na luta contra o inimigo.

Do lado dos extra-terrestres, pouco se sabe inicialmente (vou evitar os spoilers). Essencialmente temos os Mecs (robots) e os Skitters (infantaria) embora apareça uma terceira classe, que será importante para o futuro do enredo. Existem vários humanos que acabam por colaborar com o inimigo, o que acaba por consolidar a desconfiança e a constante luta pela sobrevivência.

A primeira temporada é cativante, embora esteja longe de ser brilhante. Gostei francamente da relação entre o Capitão Weaver e Tom Mason, dado que representam a perspectiva militar e a consciência civil. Igualmente interessante é o cliffhanger com que terminamos o último episódio, antevendo mudanças profundas para a segunda temporada.

Algum dos leitores do blog acompanha a série? Qual a vossa opinião?

Alien Covenant

A narrativa decorre em 2104, dez anos após os eventos de Prometheus, a bordo da nave colonizadora Covenant, que se encontra numa viagem de sete anos para Origae-6. A cena introdutória é muito interessante, destacando a personalidade de David, que demonstra pouca propensão em servir Peter Weyland, o seu criador.

Rapidamente, somos catapultados para o espaço sideral, onde uma explosão de neutrinos danifica significativamente a nave, matando o Capitão Branson no processo, que se encontrava em pleno sono criogênico. Assim sendo, Oram passa a assumir as funções de liderança e opta por responder a um estranho sinal que tem como origem um planeta inexplorado mas que tem potencial para colonização. A decisão é aceita pela tripulação, que demonstra pouca vontade em regressar ao estado de sono criogênico, com excepção do primeiro imediato, Daniels, que alerta para potenciais perigos.

Após uma aterragem complicada, a equipa divide-se em dois grupos, que tem como missão explorar e garantir que o planeta tem condições para ser habitável. Dois dos elementos são rapidamente contaminados por um agente tóxico, iniciando uma série de eventos que vai terminar em várias baixas e a explosão da nave.

Os sobreviventes acabam por ser resgatados por David, que se encontra no planeta desde os eventos de Prometheus. Ficamos a saber que a Dra Elisabeth Shaw faleceu na aterragem e que existiu um acidente, onde foi libertado o agente tóxico para a superfície, que está coberta de esporos.

Sem colocar spoilers, vamos ter batalhas com os xenomorfos e uma luta pela sobrevivência, em que nem tudo parece ser o que é. Covenant está longe de ser brilhante, padecendo de uma narrativa algo previsível e que pouco acrescenta ao universo Alien, sendo francamente inferior a Prometheus.