Doctor Who T.9

A temporada de estreia de Peter Capaldi foi promissora, deixando antever episódios de qualidade. E é precisamente isso que temos no regresso de Doctor Who, com doze episódios repletos de momentos épicos e com o humor inconfundível.

Vamos finalmente conhecer a verdadeira identidade de Missy, assim como o destino de Clara Oswald, em aventuras repletas de surpresas e com o ressurgimento dos Daleks e Cybermen.

Estou em crer que esta é uma das melhores temporadas em termos de narrativa, dado que se torna complicado escolher um episódio que não esteja soberbo. Sem querer colocar spoilers, vamos ter igualmente a luta contra o Fisher King e o início da guerra contra os Zygon, que terá um desfecho inesperado.

A cereja em cima do bolo fica reservada para os dois últimos episódios, em que muito vai mudar e onde o Doutor acaba por regressar a um local que bem conhece, despoletando uma série de eventos que o vão levar ao Fim do Universo, como o conhecemos.

O especial de Natal tem a participação de River Song (whoho) e aparenta ser a derradeira aventura deste duo improvável, algo que parece estar em sintonia com a narrativa da série. Pessoalmente, antevejo alterações profundas para a décima temporada e não podia estar mais entusiasmado!

The Expanse T.1

A narrativa coloca-nos a bordo da Canterbury, uma nave-cargueiro que recolhe gelo nas imediações de Saturno. Após receberem um misterioso SOS da Scopuli, tudo muda para a tripulação sobrevivente, que se vê envolvida numa trama política e que envolve várias facções.

Paralelamente, vamos seguir outra narrativa, que tem como pano de fundo a estação espacial de Ceres, em que o Detective Miller investiga o desaparecimento de Julie Mao, a herdeira de uma fortuna colossal no Planeta Terra.

A série progride lentamente, desenvolvendo de forma muito detalhada as personagens, com o objetivo de as interligar no final da temporada. Essencialmente, acompanhamos três narrativas paralelas, que podem ditar o início de uma guerra entre a Terra e Marte, numa gigantesca conspiração que aparenta envolver as mais altas patentes.

O último episódio deixa-nos num gigantesco impasse com uma inesperada crise a bordo da estação de Eros.

Não contem com grandes cenas de acção, embora The Expanse tenha os seus momentos. Confesso que esta série foi uma agradável surpresa, prometendo ser uma referência no que diz respeito a ficção científica.

Como sempre, evito colocar grandes spoilers mas recomendo sem hesitação que invistam tempo nesta série, que já tem confirmada a segunda temporada.

John Wick 2

Confesso que o primeiro filme me apanhou completamente de surpresa, tornando-se num “instant classic”. Nesta sequela, acompanhamos a vida de John, quatro dias após os eventos da aventura original.

A primeira cena é absolutamente soberba, elevando Wick a uma categoria de badass que está somente reservada a Deuses como “John McClane, Dirty Harry ou John Rambo”. Depois dessa descarga inicial de testosterona, temos a premissa da narrativa: o pagar de uma promessa (marker) feita a um Mafioso, de nome Santino D’Antonio.

John é forçado a assassinar a líder da Camorra, que é irmã de D´Antonio, para evitar que o código de honra seja quebrado, o que colocaria a sua cabeça a prémio. Escusado será dizer que o vai fazer sem grande dificuldade, ficando reservado o resto do filme para a sua vingança, que assume proporções ÉPICAS.

Gostei francamente de rever Keanu Reeves e Laurence Fishburne a trabalhar em conjunto, assim como a presença de Common (Cassian) e Ruby Rose (Ares), que são dois dos antagonistas mais ferozes de John Wick 2.

Contem com cenas over the top, sempre com a serenidade habitual do nosso anti-herói, que parece ser imune a balas ou tentativas de assassinato. A sua relação com Winston, o gerente responsável pelo Hotel Continental, é igualmente abordada, sendo muito interessante a cena final, em que John fica a saber que foi banido do Hotel, por ter quebrado o código de conduta (sem spoilers).

Nessa altura, é lançado o enquadramento para o terceiro filme, com Wick a fugir por Nova Iorque, na companhia do seu fiel cão, após dizer a Winston o seguinte:

“Tell them, tell them all, whoever comes, whoever it is, I’ll kill them, l’ll kill them all…”