Young Justice League T.2

A segunda temporada de YJL decorre cinco anos após os eventos na Watchtower. Começamos de imediato com a presença de Lobo, que vem ao Planeta Terra para levar um Krolotean que se faz passar por Secretário Geral da ONU.

A equipa investiga esta ocorrência e consegue finalmente descobrir o que fizeram os membros da JL nas dezasseis horas que estiveram sob o comando de Vandal Savage. Sem colocar spoilers, posso adiantar que grande parte da temporada envolve a chegada de uma raça alienígena (Reach) ao planeta, que se vai interligar com a organização criminosa The Light, cuja agenda vai finalmente ser revelada.

Voltando um pouco atrás, a equipa sofreu alterações profundas, com a admissão de Batgirl, Batgirl, Lagoon Boy, Wonder Girl e Blue Beetle. O líder passa a ser Nightwing, após a deserção de Aqualad, que se juntou ao seu Pai, Black Manta.

Esta segunda temporada é mais sombria, com alguns sacrifícios e revelações que mudarão o rumo da narrativa. Continuamos a ter a presença de alguns membros da Liga, mais especificamente Black Canary, Shazam e Green Arrow, embora numa perspectiva mais secundária.

Contem com alianças inesperadas e o reaparecimento de heróis e vilões que convertem esta segunda temporada numa excelente experiência. Se são fãs da DC ou de animação em geral, tenho a certeza que não ficarão desiludidos.

Resta esperar que a terceira temporada fique disponível no Netflix.

The Meg

Jonas Taylor é um perito em resgates a grande profundidade, que se vê forçado a abandonar os seus amigos num submarino nuclear, após ter sido atacado por algo que não chega a ser identificado. Escusado será dizer que a sua versão não é corroborada pelos médicos, que insistem tratar-se de stress causado pela pressão da água.

Alguns anos após este evento, uma estação submarina de última geração lança um submergível para uma das zonas mais remotas do Pacífico, na esperança de comprovar que é ainda mais profunda do que a Fossa das Marianas. Essa embarcação, pilotada pela ex-esposa de Jonas, é atacada por uma estranha criatura, ficando numa situação precária e com menos de 24 horas de oxigénio. Esta é a premissa de The Meg, uma produção de Hollywood, que tenta elevar o nível a que ficámos habituados com os mais recentes projectos do Syfy.

É reunido um elenco impressionante, com destaque para Jason Statham, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Ruby Rose e Bingbing Li, para citar alguns. A narrativa tenta ser cientificamente credível, apesar de existirem algumas cenas completamente surreais, como seria de esperar. O humor tenta igualmente ser uma constante, com alguns clichés e decisões questionáveis.

Estamos perante o típico filme-pipoca, que tenta proporcionar entretenimento e que lança os alicerces para uma possível sequela. É evidente que não estamos perante um projecto memorável mas se pretendem dar uma gargalhada e são fãs de Statham, garanto-vos que ficarão satisfeitos no final das quase duas horas de filme.

Skyscraper

Este filme começa com um breve enquadramento da personagem de Will Sawyer, um antigo agente do FBI, especialista em infiltração e operações especiais, que se vê numa situação de reféns que corre da pior forma possível.

A narrativa avança alguns anos e mostra-nos um homem de família, que recuperou do incidente e que se dedica a fazer auditoria/assessoria de segurança para arranha-céus. O maior desafio da sua carreira ocorre na China, local onde se encontra a ser construído o maior edifício do Mundo, pelo magnata Zhao, que pretende torná-lo no mais mediático e seguro da História.

No topo desta obra de engenharia, foi criada uma estrutura, de nome Pearl, que alberga tecnologia de ponta e que se vai relevar fundamental na narrativa criada em redor de Skyscraper. Sem colocar spoilers, posso adiantar que Sawyer vai ser envolvido numa trama, que envolve crime organizado e que vai deixar a sua família presa num edifício em chamas.

Diria que há uma inspiração clara no clássico Towering Inferno, com uma pitada de Die Hard nalgumas ideias. Está longe de ser uma produção memorável mas consegue entreter-nos, apesar de ter uma narrativa algo previsível.

Dwayne Johnson volta a ser muito competente e foi interessante rever Neve Campbell, num filme que tem uma cena épica, com um salto monstruoso para o edifício, algo que devem ter constatado no trailer. Sugiro expectativas moderadas caso estejam interessados em ver Skyscraper.