The Big Bang Theory T.10

Sou um enorme fã de TBBT, embora reconheça que a qualidade global tem vindo a decair substancialmente nas últimas duas a três temporadas. Mas passemos à minha opinião acerca da décima temporada e do que poderemos esperar para o futuro.

Ao longo destes vinte e três episódios, temos três premissas principais para a narrativa: a construção do sistema de navegação para o Governo, a vida a dois de Sheldon e Amy e o nascimento da filha de Howard e Bernardette. Continuam a existir episódios hilariantes, que intercalam com outros mais fracos, mas no geral a série continua a ter um humor fantástico.

Parece-me evidente que caminhamos para o final da série, que está em fase descendente, sobretudo com os mais recentes desenvolvimentos (sem spoilers). Acredito que tenhamos mais uma temporada para dar o final feliz que é mais do que previsível e fechar com chave de ouro uma série que marca uma era.

A expressão “nerd is the new cool” foi muito nem aproveitada pelos actores, que conseguiram criar uma empatia com o público, produzindo níveis de humor sensacionais. As primeiras temporadas são absolutamente soberbas e o desenvolvimento das personagens foi muito nem conseguido, face à evolução da própria série.

Sheldon permanece como o núcleo de TBBT, bem acompanhado por Amy, com destaque nesta temporada para Stewart, Raj e Bert, que conseguem ser hilariantes. Vou continuar a acompanhar as aventuras do grupo e espero que exista a coragem de terminar enquanto ainda existe qualidade no trabalho apresentado.

Solo: A Star Wars Story

Apesar de ser uma das minhas personagens favoritas do Universo Star Wars, este filme nunca me suscitou particular interesse. Os constantes adiamentos em termos de datas, a mudança de argumentista e de realizador ajudaram a fomentar a ideia que seria um projeto condenado ao insucesso. Por esse motivo, a minha expectativa era muito baixa, o que resultou no facto de ter gostado muito mais deste filme do que antecipava.

Saliento que a narrativa está longe de ser perfeita e lança muitas dúvidas (sem spoilers) mas a realidade é que consegue ilustrar a evolução de Han, um rapaz oriundo do planeta Corellia, que tem o sonho de se tornar num piloto e resgatar Qi´Ra, a sua grande paixão.

As circunstâncias levam-no a converter-se num fora da lei, juntando-se à equipa de Beckett, um mercenário que apresenta ligações ao sindicato Crimson Dawn, liderado por Dryden Vos. De forma a pagar uma dívida e garantir a sobrevivência, Han aceita ir ao planeta mineiro Kessel e roubar um carregamento de coaxium, um mineral muito valioso.

Ao longo do filme existem momentos deliciosos, dos quais destaco a forma como Han e Chewbacca se conhecem, passando pelo épico jogo de cartas com Lando e claro o robot L3-37, que tem alguns dos momentos mais hilariantes.

Gostei imenso da personagem de Emilia Clarke (Qi´Ra) e Woody Harrelson (Beckett), que conferem uma dinâmica fantástica, assim como aos maneirismos de Donald Glover (Lando), que consegue garantir essa ligação aos filmes originais. No entanto, a narrativa é francamente previsível e pouco ou nada acrescenta ao Universo Star Wars, apesar de retirar muita inspiração da série de animação Clone Wars (novamente, sem spoilers!).

Ron Howard realiza de forma competente esta nova aventura, que muito possivelmente terá uma sequela. Não estamos perante algo memorável mas face aos múltiplos entraves que foram sendo colocados, Solo: A Star Wars Story acabou por ser uma agradável surpresa para mim.