Finalmente… a Bartop!

Há sensivelmente seis anos e meio atrás, adquiri um iCade, para colmatar parte da minha nostalgia dos salões de jogos, embora tivesse consciência, de antemão que seria meramente uma solução provisória. Em consequência, desde essa altura que tenho procurado uma solução definitiva, que respeitasse o meu (limitado) orçamento.

Explorei a alternativa de um PiCade, após uma visita à LGW, assim como a Arcade 1Up e até a AT-Games Cabinet, mas acabei por não ficar totalmente convencido. Tendo em conta o espaço disponível, comecei a considerar seriamente uma bartop de 1 jogador, em detrimento do que tinha concebido inicialmente.

Há cerca de dois meses, de forma completamente aleatória, tomei conhecimento da Gamestation, uma loja que se dedica à compra e venda de jogos retro, assim como à criação/design de Arcade e Bartop. Após algum diálogo com Milton, o proprietário do espaço, realizei a encomenda de uma mini bartop (1jogador) e o resultado final é o que podem constatar na galeria abaixo.

O hardware utilizado é o Raspberry Pi 3, num écran de 9.4 polegadas e com o software Recalbox, que disponibiliza uma skin retro fantástica e que se adequa ao tema escolhido. Inicialmente estava direccionado para uma artwork que combinasse Milipede, Centipede e Donkey Kong mas optei pelo clássico Pac-Man, com uma aposta num design muito clean e simples, que resultou de forma fantástica, na minha opinião.

Estou extremamente satisfeito com o resultado final e posso finalmente afirmar que tenho a minha própria arcade em casa (mais um objetivo alcançado). A qualidade final do produto é extremamente satisfatória, permitindo horas de diversão com os 5000 jogos incluídos, distribuídos por uma panóplia de 14 consolas/handheld e MAME.

Tendo em conta que o sistema é open-source, há sempre espaço para upgrades, o que representa uma mais valia adicional. Confesso que estou muito satisfeito com o resultado final e gostaria imenso de ouvir a vossa opinião sobre este tema. São fãs de retro arcade? Sentem essa nostalgia ou fazem parte da geração que cresceu com as consolas?

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Consolas

Uma componente incontornável da minha vida tem sido sem dúvida os videojogos. Desde os meus onze anos que tenho tido a oportunidade de utilizar consolas e computadores das mais variadas origens, com destaque para a Famicon, Spectrum 128k e a Mega Drive.

Para além de me ter convertido num ser humano perfeitamente são e sem tendência para violência, acumulei inúmeras memórias de infância, que tento recriar em certa medida, com a reaquisição de alguns títulos que marcaram a minha juventude.

O passo seguinte passou por criar este espaço, em que sou o curador do meu modesto espólio. A lista que se segue está organizada por ordem cronológica e não contempla as mini consolas (NES, SNES e Mega Drive).

Caso tenham questões ou feedback que pretendam partilhar, convido-vos a utilizar a caixa de comentários criada para o efeito.

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Playing Hard

Sou um confesso entusiasta de documentários, o que me leva a investir frequentemente em conteúdos deste género via Netflix. O mais recente projeto é Playing Hard, que retrata o processo de criação de For Honor, um videojogo desenvolvido pela Ubisoft.

O espaço temporal é de aproximadamente cinco anos, em que Jason VandenBerghe (director criativo), Stéphane Cardin (produtor) e Luc Duchaine (marketing) vão passar por intensos períodos de stress, no sentido de garantir um ambiente colaborativo e cumprir os objetivos inerentes ao projeto que abraçaram.

O que começa por ser entusiasmante, rapidamente se converte num desafio, com prazos apertados e a necessidade de equilibrar a vida profissional com a pessoal. Ficamos igualmente a saber que For Honor é o jogo que Jason VandenBerghe sempre quis criar e que foi rejeitado por diversas vezes na última década. Vamos acompanhar a sua visão criativa e a euforia associada a criar algo com que sempre sonhou. Existem pormenores deliciosos, tais como o facto do jogo inicialmente se chamar Hero e ser algo que suscitou muitas dúvidas na fase inicial de desenvolvimento.

Igualmente positivo é a visão interna que temos da indústria dos videojogos, com destaque para a interação entre os vários departamentos, no sentido de oferecer o melhor produto final possível. É evidente que este documentário foca igualmente os aspectos negativos, dos quais se destaca a pressão e a necessidade de fazer lucros significativos, com o respetivo impacto na saúde dos membros da equipa.

Cardin é um pai divorciado, que se vê forçado a realizar um retiro terapêutico a dois meses do lançamento do jogo. VandenBerghe no final do projeto constata que foi afastado progressivamente das decisões e que não vai regressar para a sequela, algo para o qual não estava preparado. E Duchaine vê o seu estado de saúde piorar drasticamente com as constantes viagens de promoção.

Todos estes momentos são retratados na primeira pessoa, com desabafos e testemunhos que são poderosos e nos mostram o quão competitiva e destruidora é a actual indústria dos videojogos.  O documentário termina numa nota positiva, dado que o título se converte num sucesso comercial e os intervenientes acabam por aceitar e resolver a maior parte dos conflitos internos com quem se debateram neste período.

Altamente recomendado para quem se interessa pelo tópico dos videojogos e gestão de equipas no mundo moderno.