Ant-Man and the Wasp

O envolvimento de Scott Lang em Civil War teve duras consequências a nível pessoal e o primeiro acto mostra-nos precisamente essa realidade. Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym são foragidos da Lei, perseguidos pela SHIELD e o nosso herói tenta equilibrar a sua vida familiar e profissional, sem a preciosa ajuda do seu fato.

No entanto, Scott permanece ligado à Quantum Realm, existindo a possibilidade de Janet Van Dyne estar ainda viva nessa dimensão. Esta é a premissa inicial do filme, que vai juntar novamente a equipa, na busca pela mãe de Hope. Ainda no primeiro acto, vai aparecer um novo vilão, de nome Ghost, que parece conseguir mover-se entre várias dimensões, tornando-se numa ameaça muito real, complementada com Sonny Burch, um criminoso interessado em vender tecnologia no mercado negro.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com perseguições épicas (Micromachines ftw) e coreografias de luta soberbas, sempre com muito humor, algo que se tornou numa característica de Ant-Man. Gostei particularmente da Quantum Realm, que vai ser importante na narrativa de Avengers: Endgame.

A dinâmica de Ruud e Lilly é evidente e contribui para que a narrativa seja mais fluída, sendo igualmente relevante destacar as interpretações de Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, David Peña e Walter Goggins. Numa nota menos positiva, esperava mais de Hannah John-Kamen e Laurence Fishburne.

Em conclusão, esta segunda aventura de Ant-Man é superior ao original, embora permaneça num patamar inferior aos mais recentes projetos da Marvel (Ragnarok, GOTG2, Infinity Wars e Black Panther).

Mas se procuram entretenimento puro, com alguma comédia à mistura, este pode ser o filme ideal para começar o ano de 2019.

Mediano
70%

The Predator

Após dois filmes verdadeiramente épicos, a saga Predador tem sido muito mal tratada, com filmes medíocres e que pouco acrescentam ao universo. No entanto, fui invadido por uma réstea de esperança quando li que Shane Black (actor do primeiro filme e consagrado argumentista) iria assumir a realização.

Optei por reduzir as minhas expectativas e tomei a decisão de investir 107 minutos, sendo agora importante partilhar a minha opinião. A premissa foca a manipulação de ADN e a necessidade de evolução da espécie, num enredo que faz pouco sentido. Aliás, a minha crítica principal aos últimos projetos (Predators, Alien Vs Predator) é precisamente a narrativa, que tenta ser demasiado elaborada. Relembro que os dois clássicos originais focam apenas a necessidade primária de caça, algo simples mas que funcionou de forma genial.

Ao longo do filme existem vários momentos de humor, assim como referências clássicas e até a presença de Keys (interpretado pelo filho de Gary Busey), que fazem o fan service necessário mas que se revela insuficiente para elevar este projecto a um nível aceitável.

O ritmo da narrativa é irregular, tirando muito pouco proveito dos actores escolhidos (Tom Jane, Sterling K. Brown, Olivia Munn e Boyd Holbrook), com a agravante de,  em certa altura, entrar numa espécie de caricatura de filme de série B.

Como sabem, evito sempre os spoilers, motivo pelo qual omito vários detalhes, mas posso assegurar-vos que a maldição do “Predador” mantem-se. O mais prudente nesta fase é deixar a franchise em paz durante alguns anos e apostar num regresso de qualidade, com a premissa dos dois primeiros filmes, que são um marco no género.

INSUFICIENTE
50%