Mission Impossible: Fallout

Três anos após a estreia de Rogue Nation, Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta para mais uma missão. Desta vez, a CIA vai estar envolvida na operação, com a inclusão forçada de August Walker (Henry Cavill).

A narrativa assenta na necessidade de recuperar ogivas nucleares, que estão na posse dos Apóstolos, uma organização criminosa criada após a queda de The Syndicate.

A acção é non-stop, como é apanágio da franchise e começa por levar-nos ao centro de Paris, onde vamos conhecer a White Widow, uma das partes envolvidas na transação das ogivas. Para complicar ainda mais a situação, Ilsa Faust tem ordens do Mi6 para eliminar Solomon Lane, levando a inúmeras perseguições de carro e motas, com uma fuga audaz de Hunt e Lane.

Benji e Luther complementam a equipa de forma soberba, com alguns apontamentos humorísticos, num filme que nos leva numa viagem alucinante de quase duas horas e meia. No segundo acto, Londres é a capital escolhida, com mais tiroteios e os clássicos exemplos de dissimulação, com stand offs dignos de um western dos anos 60.

O ritmo frenético permanece constante ao longo do filme, com o terceiro acto a levar-nos para a Índia, onde uma vez mais temos um twist, com a (inesperada) aparição de Julia, a ex-mulher de Hunt. É nesta altura que somos presenteados com a “típica” cena final, numa batalha que desafia as leis da gravidade, a bordo de um helicóptero. Como seria de esperar, o nosso herói acaba por prevalecer, embora sofra diversas mazelas, salvando uma vez mais o Mundo da aniquilação total.

Em conclusão, MI Fallout é um excelente filme de acção e mantém-se fiel à sua origem. E o mais inesperado é que consegue reinventar-se e aumentar a fasquia em cada aventura, o que não é fácil nos dias que correm.

Bom
75%

The Incredibles 2

Catorze anos após a estreia do original, a família Parr está de regresso. O filme começa com uma perseguição brutal, que termina com inúmeros danos materiais na cidade, forçando o Governo a dar como terminado o Programa de Realocação de Super-Heróis.

No entanto, o magnata das telecomunicações, Winston Deavor, em conjunto com a sua irmã Evelyn, propõe que Helen Parr seja a nova imagem dos super-heróis, mostrando o seu lado mais humano e evitando que se tornem novamente ilegais.

Para que tal suceda, cabe a Bob ficar em casa e tentar gerir as tarefas diárias da família. Existem momentos francamente cómicos, com a necessidade de ajudar Dash com os seus trabalhos de casa, ao mesmo tempo que Jack-Jack´s começa a demonstrar (vários) poderes. Para piorar ainda mais o cenário Violet começa a lidar com sentimentos amorosos típicos de um adolescente, algo que deixa Bob à beira de um colapso nervoso.

Helen começa a ter sucesso na sua missão, granjeando simpatia da população em geral, mesmo com o aparecimento de Screenslaver, um mega vilão, que consegue controlar a mente com imagens provenientes de qualquer écran.

Seguem-se batalha épicas, em que Dash e Violet serão fundamentais, dado que Screenslaver consegue controlar a grande maioria dos heróis, levando-os a colaborar num plano que visa destruir a imagem pública dos mesmos, com a premissa de os ilegalizar.

Gostei imenso desta sequela, apesar da narrativa não ser muito distinta do original. Mas a realidade é que funciona muito bem, sobretudo a inversão de papéis, que confere uma dinâmica diferente, com a pitada de humor certa.

Uma vez mais a Pixar conseguiu apresentar um produto final de qualidade e como tal, só tenho a recomendar The Incredibles 2.

Mediano
72%