Final Space T.2

Atrevo a dizer-me que Final Space foi a maior surpresa de séries de animação dos últimos anos. Claro que esse hype colocou uma responsabilidade enorme na segunda temporada, que apesar de ter muitos pontos positivos, é claramente inferior.

A narrativa retoma os eventos que resultaram no desaparecimento de Quinn e colocam o nosso herói numa corrida intergaláctica, com o objetivo de conquistar a sua liberdade (hummm, algo me soa a familiar).

Existem inúmeras alterações na equipa, com a adição de uma nova IA (Ava), a bordo da nave Crimson Light, que é tripulada por Clarence, Fox, e Ash. De regresso estão Little Cato, HUE, KVN, Mooncake e Nightfall, que irão ajudar Gary nas inúmeras aventuras desta temporada.

Preparem-se para novos inimigos, assim como para a redescoberta do passado de Gary, com revelações bombásticas e que serão relevantes para a narrativa. Os momentos cómicos continuam a cargo de Tribore, KVN e HUE, que são sublimes nessa tarefa mas a realidade é que a confusão narrativa dos primeiros episódios acaba por retirar alguma qualidade à temporada.

No entanto, parece-me importante ressalvar que os últimos episódios são muito bons, lançando a premissa para a inevitável batalha que irá ocorrer na terceira temporada, que deverá estrear em setembro de 2020.

Para concluir, recomendo que não desistam de Final Space nos primeiros episódios, dado que a segunda metade é francamente melhor e lança uma série de ideias que serão relevantes para os eventos futuros.

E claro, Gary continua a ser hilariante, embora num tom mais sério em alguns momentos.

Glass

Dezanove anos depois, chega finalmente ao fim a trilogia da autoria de M. Nigh Shyamalan. Unbreakable foi uma agradável surpresa, em que fomos apresentados a Elijah Price e David Dunn, que se converteram em vilão e herói respetivamente.

Split saiu em 2016, adicionando á narrativa Wendell Crumb, a peça em falta para criar o triângulo necessário para esta verdadeira batalha de titãs.

Em termos cronológicos, Glass ocorre três semanas após os eventos do filme anterior. David, que agora é conhecido como The Overseer, encontra-se em patrulha pelo bairro, quando encontra Wendell Crumb. Ao segui-lo, encontra um grupo de quatro cheerleaders, que acaba por salvar, antes de iniciar uma batalha épica com The Beast.

Ambos acabam por ser capturados pela Dra Ellie Staple, que os leva para o Instituto de Raven Hill. O diagnóstico é um distúrbio de “complexo de grandeza”, algo que pode ser curado, caso ambos os pacientes admitam essa possibilidade. Coincidência, ou não, Elijah Price é outro dos pacientes ao cargo da Dra Staple, que aparenta ter uma agenda oculta.

Os quartos onde David e Kevin estão detidos apresentam medidas de segurança que utilizam o ponto fraco de ambos, como forma de controlo. Paralelamente, a mãe de Elijah, o filho de David e Casey, a sobrevivente de Split, juntam esforços no sentido de convencer a Dra Staple que os super-heróis existem.

Com o decorrer da narrativa, depreendemos que Elijah não está catatónico mas sim a elaborar um plano de fuga, em que necessita da colaboração de The Beast. Em termos de detalhe, fico por aqui, de forma a evitar spoilers.

Glass tem um potencial enorme mas o terceiro acto está longe de me convencer, apesar de ter algumas boas ideias. Esperava mais da batalha final entre The Overseer e The Beast, mas tenho noção que o orçamento (20 milhões) coloca limitações claras em termos de impacto visual.

O filme termina com o Mundo a tomar conhecimento que os super-heróis existem, mas no geral, é o pontos mais baixo da trilogia. Para os fãs de Unbreakable e Split, a recomendação é evidente mas preparem-se para alguma desilusão, apesar da premissa ser absolutamente fantástica.

Mediano
69%