Cowboy Bebop

Cinquenta anos após um incidente relacionado com uma ponte hiperespacial, o planeta Terra encontra-se inabitável. A raça humana optou por colonizar outros planetas do sistema solar e tem vindo a lidar com um aumento na criminalidade. Com o intuito de inverter essa tendência, o ISSP (Inter Solar System Police) legaliza os caçadores de recompensas, que passam a ser designados por Cowboys, em troca de soma monetárias.

A narrativa acompanha as aventuras da nave Bebop, cuja tripulação é composta por Spike e Jet Black, ambos com um passado obscuro, que será explorado ao longo de 26 sessões (episódios). Sem divulgar spoilers, posso adiantar que será relevante o Sindicato Red Dragon, mais especificamente o seu líder, Vicious, que tem uma ligação a Spike.

Há uma simbiose de humor e ação, que é complementado por uma fabulosa banda sonora, da autoria de Yoko Kanno. Os episódios são ricos em desenvolvimento de personagens, que vão lentamente complementando a equipa da Bebop. Faye Valentine é na minha opinião, o grande destaque, introduzindo uma componente empática, em resultado da sua amnésia.

O universo deste anime é bem explorado, com episódios que se interligam e nos fazem investir nas personagens de Spike, Jet, Faye, Ein e Edward. Cowboy Bebop é uma viagem alucinante, com fronteiras bem definidas e que tem um desfecho para cada uma dos membros da tripulação.

Caso ainda não tenham assistido a esta referência do anime, fica a minha recomendação.

Kate

Mary Elizabeth Winstead é uma assassina profissional a soldo. Na cidade de Osaka, elimina um membro de topo da Yakuza, iniciando uma série de eventos que irão sustentar a narrativa. Na sua derradeira missão, Kate é envenenada com doses letais de radiação Polônio-204, dando início a uma saga épica de destruição.

O objetivo passa a ser vingar-se de Kijima, o líder da organização criminosa, o que leva Kate a dizimar dezenas de membros, num estilo que faz lembrar filmes como John Wick ou mesmo Kill Bill. Pelo meio da ação frenética, é introduzida a personagem de Ani, a filha do membro da Yakuza que é assassinado por Kate e que irá ser relevante para o desfecho final desta aventura.

O argumento é previsível e não introduz elementos inovadores ao género, mas se procuram 106 minutos de ação, este é um filme que não devem perder. As coreografias de luta estão bem conseguidas e a presença de Woody Harrelson e Tadanobu Satō são uma mais valia para a (fraca) narrativa, que é sustentada pela evolução da cumplicidade entre Ani e Kate. Adicionalmente, considero genial a humanização da personagem com base na sua obsessão por uma bebida gaseificada, de nome Boom Boom Lemon.

Em conclusão, o projeto realizado por Cedric Nicolas-Troya tinha potencial mas falha nalguns pontos que convertem Kate numa experiência interessante, embora pouco memorável. No entanto, para uma tarde de Inverno, este pode ser aquele filme “guilty pleasure” que cumpre a sua função de entretenimento.

Mediano
67%

Attack on Titan T.2

A segunda temporada fica marcada por uma perspectiva completamente distinta no que diz respeito aos Titãs. Ange Zoe e a sua equipa fazem uma descoberta revolucionária acerca da muralha, o que levanta uma série de questões que podem ser respondidas com a colaboração de Pastor Nick, do Culto da Muralha.

Erwin fica com a missão complicada de recuperar a Muralha Rosa. Para tal, conta com o apoio do Corpo de Exploração e de Eren. Vamos ter uma batalha épica entre o Armored Titan e Eren, que acaba por ser interrompida pelo Titã Colossal. Após uma decisão inesperada, Eren e Ymir acabam por ser capturados, sendo desvendado um espião infiltrado do próprio Corpo de Exploração.

Há um foco evidente no desenvolvimento das personagens, com muita informação acerca do seu passado, na tentativa de explicar as motivações. Pelo meio, Eren acaba por ser resgatado por Mikasa, seguindo-se uma série de acontecimentos imprevistos, que coloca o Smiling Titan no caminho dos nossos heróis. É precisamente no calor dessa batalha que Eren descobre mais um poder: a capacidade de controlar outros Titãs.

No final da temporada, constatamos o real motivo pelo qual Eren é tão valioso para o inimigo, que o tentou raptar. O poder de controlar outros Titãs (Coordinate) é considerado fundamental para derrotar a Humanidade e lança um enorme desafio para Levi, Dot Pyxis e Erwin, que estão determinados a descobrir a verdade acerca da origem dos Titãs.

Dito isto, a derradeira cena marca o aparecimento de um misterioso homem com óculos, que surge na companhia do Beast Titan e profere as palavras “Not Just Yet”.