The Last Kids on Earth T.3

Após os eventos da segunda temporada (ou livro, como preferirem)  os nossos jovens sobreviventes coexistem em harmonia com os monstros. No entanto, existem necessidades básicas que necessitam de ser acauteladas, o que cria a necessidade de uma missão para encontrar uma fonte de energia viável.

No decorrer da aventura, Jack vai deparar-se com Rezzoch, que habita o corpo de um Wretch, uma criatura voadora semelhante a um dragão. Apesar de escapar com vida ao seu ataque, o nosso jovem herói passa a ser monitorizado pela entidade, que aparenta ter um plano para conseguir recuperar a sua forma física.

Quint continua a ser o génio criativo que suporta a equipa e Dirk lida com a sua necessidade de ser aceite pelos monstros. No que diz respeito a June, o seu foco altera radicalmente a partir do momento em que encontra um rádio transmissor, que tem estado a difundir uma mensagem de alguns sobreviventes.

Ao longo dos dez episódios desta terceira temporada, a equipa vai tentando recolher componentes eletrónicos que permitam responder ás mensagens de rádio e Jack embarca numa missão solitária para derrotar Rezzoch . Os derradeiros dois episódios estão repletos de ação e requerem a entrada num reino paralelo, onde tudo é possível.

Com a ajuda de Bardle, Skaelka e Rover, a batalha final termina com sucesso, sendo possível salvar Jack e mantê-lo fora do controlo da maléfica Rezzoch. Sem colocar spoilers, é evidente que é lançada  premissa para a temporada 4, que ainda não tem data de lançamento confirmada.

The Amazing Spider-Man Omnibus Vol.1

A minha introdução à banda desenhada começou na minha adolescência, mais especificamente nas bancas do passadiço da Costa da Caparica, onde comprava livros usados de Spider-Man, X-Men e Avengers. Com o avançar dos anos regressou algum saudosismo, que, em conjunto com a minha faceta de colecionador criou as condições necessárias para adquirir omnibus, que são essencialmente edições de coleccionador que compilam dezenas de capítulos de BD.

Hoje vou falar-vos do primeiro volume de Spider-Man, de 1962, que foi criado pelo fantástico trio de Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko. Estamos perante 1088 páginas, que abrangem os primeiros 38 capítulos  e algumas histórias complementares. A arte é excelente, como seria de esperar mas fica desde já o alerta para a densidade de texto, que pode afastar os leitores que estão mais habituados a livros modernos.

Dito isto, é uma experiência interessante, sobretudo para quem é fã de Peter Parker. Contem com a dificuldade de conciliar a vida pessoal com a de super-herói, o que afecta irreversivelmente a  sua relação com Betty Bryant. Para além disso, há um foco inicial na rivalidade com Flash Thompson e a saúde debilitada de Aunt May.

Como seria expectável, este omnibus compila inúmeras primeiras aparições de vilões, com destaque para The Vulture, Tinkerer, Doc Octopus, Sandman, Lizard, The Living Brain, Green Goblin, Scorpion, Kraven e os Sinister Six. Acompanhamos igualmente a transição de Peter para a Universidade, que serve de ponte para a introdução de Gwen Stacy na narrativa.

Outro ponto interessante é o facto de Mary Jane Watson ter a sua primeira aparição neste omnibus, embora nunca seja visível a sua face. A parte mais cómica é a sucessão de eventos, que impossibilita Peter de conhecer aquela que será a personagem mais marcante da sua vida amorosa. Para terminar, quero destacar a presença de JJ Jameson, outra referência incontornável desta série e que consegue estabelecer uma relação de amor-ódio com o leitor.

Em conclusão, diria que esta é uma coleção direcionada aos fãs da origem de Spider- Man. Conforme mencionei, há muito diálogo, em que obtemos a informação detalhada dos planos dos vilões, ao bom estilo dos anos 60 e 70. Pessoalmente, gostei da experiência, embora tenha noção que os primeiros capítulos são lentos e repetitivos. Mas convido-vos a experimenter a leitura em formato digital e formar a vossa opinião. Garanto que a partir do capítulo 15 a ação melhora significativamente e vão ficar agradavelmente surpreendidos com a qualidade deste omnibus.

Greenland

O cenário de pandemia vai certamente originar muito cinema relacionado com este tema, mas confesso que estava com saudades de um “disaster movie”.  Greenland é realizado por Ric Waugh e conta a história da família Garrity, que se vê forçada a abandonar abruptamente a sua residência, após a queda de fragmentos de um meteorito.

Contem com os habituais clichés, inserido numa lógica de família disfuncional e que envolve John, Allison e Nathan numa luta contra o tempo, na tentativa de alcançar uma base militar. A premissa é simples: a família Garrity foi seleccionada para sobreviver a um evento de extinção, que lhes dá acesso a um bunker militar, para onde serão redirecionadas milhares de cidadãos.

A partir desse momento, sem colocar spoilers, sucedem-se eventos que irão colocar à prova a resiliência dos principais intervenientes. Como seria expectável, num cenário desta gravidade, a Humanidade mostra a sua pior faceta, o que terá um efeito negativo em John Garrity, que se vê forçado a lutar literalmente pela sua sobrevivência.

As cenas de CGI estão bem conseguidas, mas a narrativa é extremamente previsível e repleta de decisões que fazem muito pouco sentido. No entanto, Greenland é um filme que cumpre a função de entretenimento, estando prevista uma sequela. A nível de elenco, temos a participação de Gerard Butler, Morena Baccarin e Scott Glenn, que ajudam a minimizar as principais falhas narrativas, que mencionei anteriormente.

O terceiro ato decorre na Gronelândia e lança as principais premissas para a sequela, após o embate do asteróide Clarke. Aparentemente, existem vários sobreviventes espalhados pelo Planeta, o que abre uma panóplia de opções muito interessante. Para terminar, parece-me que este filme vai agradar a entusiastas do género, mas para os restantes, sugiro que encarem este projeto com uma expetativa mediana.

Mediano
67%