Ultimate Spider-Man T.3

A terceira temporada foca-se na criação dos New Warriors, a nova geração de super-heróis da SHIELD. Nick Fury delega em Spider-Man a missão de localizar e recrutar estes potenciais membros. No entanto, Taskmaster obtém essa lista, com a ajuda do improvável Deadpool, iniciando uma verdadeira corrida contra o tempo.

Peter torna-se no mentor de Agent Venom, Ka-Zar, Zabu e Amadeus Cho (Iron Spider) mas não consegue converter Cloak, Dagger e Vulture, que formam os Thunderbolts. Ao longo dos episódios seguintes, vamos assistir a confrontos constantes entre ambas as equipas, com episódios complementares dedicados à aventura de Spider-Man nos Avengers e claro, a formação dos Sinister Six.

Mas sem dúvida, que a minha preferência recai na narrativa associada ao Spider-Verse, que tem a duração de quatro episódios. Essencialmente, o Goblin decide viajar no tempo, com o auxílio do Siege Perilous, um poderoso artefacto que terá um papel fundamental no caos que irá abater-se sobre o Universo. O seu objetivo é simples: recolher DNA das várias versões de Spider-Man, de forma a criar o clone perfeito, que estará sob o seu controlo.

Contem com algum humor e muita ação, em universos paralelos. Spider-Man 2099, Spider-Girl, Spider-Man Noir, Spider-Ham, Spyder-Knight e Miles Morales vão ser os heróis que irão unir esforços com Peter Parker, na tentativa de impedir a missão de Goblin. Sem colocar spoilers, contem com a resolução desta crise, que irá apenas abrir caminho para o aparecimento de novos inimigos, mais especificamente Arnim Zola e The Collector and The Grandmaster, que irão iniciar um torneio denominado “Contest of Champions”, em que os nossos heróis terão literalmente de lutar pelo futuro do Planeta Terra.

Pessoalmente, esta é a minha temporada preferida, sobretudo pela introdução de inúmeras personagens novas e, claro, o incrível Spider-Verse. Gosto particularmente do desenvolvimento de personagens e da evolução constante de Peter Parker, que se transforma no líder dos New Warriors e num dos principais membros da SHIELD.

Ghostbusters: Afterlife

Esta franquia é sem dúvidas uma das minhas referências de infância, o que elevou o meu grau de expectativa. Mas no meu pensamento persistia o reboot de 2016, que pouco acrescentou ao Universo, pelo que decidi encarar Afterlife com cepticismo.

Os trailers recuperaram a esperança, com um feeling muito próprio do filme de 1984, com o bónus de ser realizado por Ivan Reitman e baseado num guião escrito por Dan Aykroyd e o falecido Harold Ramis. A narrativa é repleta de referências ao original, contando a história de Egon Spengler, que se mudou para Summervile, uma pequena cidade mineira de Oklahoma, onde é visto pelo locais como um velho senil. A premissa para o resto de Afterlife consiste precisamente na sua morte, ás mãos de uma estranha entidade.

O primeiro acto apresenta-nos igualmente Callie, a filha de Egon e a sua família, composta por Trevor e Phoebe, que irão deslocar-se para esta cidade, para tomar conhecimento do testamento. A quinta encontra-se num estado de degradação elevado, repleta de sucata e sem aparente cultivo de frutas ou legumes, apesar da terra ser cuidadosamente lavrada.

O ambiente de pequena cidade está muito bem conseguido e as personagens são cativantes. O desenvolvimento da narrativa é competente e a introdução de Podcast e Gary Grooberson são fundamentais para garantir os momentos de humor. Temos igualmente muito fan service, com a (curta) participação de Dan Aykroyd, Ernie Hudson, Annie Potts, Bill Murray e Sigourney Weaver. Não vou dar spoilers acerca do desfecho mas o antagonista principal é o clássico Gozer, que conta novamente com a ajuda de Zuul e Vinz Clortho. 

Afterlife é um exercício de nostalgia e um tributo incrível a Harold Ramis. Estamos perante um bom filme, que é sem dúvida criado para os fãs originais mas acredito que existem motivos de interesse para quem desconhece por completo o universo de Ghostbusters. Existem duas cenas pós-créditos que lançam uma potencial sequela, que permanece sem confirmação.

Bom
75%

Devil May Cry

Em 2007, a CAPCOM criou uma parceria com a Madhouse, para criar o anime de Devil May Cry, uma das suas principais franchises.

Dante é um híbrido humano/demónio que tem uma predileção por ingerir pizza e sundaes de morango em doses industriais. Mas o seu principal vício é caçar demónios ou aceitar trabalhos que envolvam lutar contra o supernatural. Os doze episódios desta série apresentam-nos várias personagens, com destaque para JD Morrison, Patty Lowell, Lady, Trish e Sid.

A ação decorre entre o primeiro e segundo jogo desta franchise e é composta por diversos episódios one-shot, aliados a um arco narrativo que engloba os episódios 1, 11 e 12. A personagem de Dante sofre um desenvolvimento significativo, mostrando a sua faceta humana e de preocupação com os seus amigos, bem complementado com momentos humorísticos.

Torna-se complexo falar desta série sem partilhar detalhes, mas contem com uma narrativa fluída, assente em elementos sobrenaturais, mas que consegue criar uma ligação com o espectador. As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com a dose qb de violência, tornando esta série numa experiência agradável e que tem um final satisfatório, embora aberto.

Caso pretendam investir tempo, recomendo a sua visualização através do Netflix.