Avenue 5 T.1

Herman Judd é um multi-milionário americano, que está a bordo do seu próprio cruzeiro espacial, denominado Avenue 5. O Capitão, Ryan Clark, vê-se numa situação peculiar, após uma avaria na gravidade artificial, que causa a morte do engenheiro principal e coloca a nave fora da sua rota original.

Esta é a premissa de Avenue 5, que acompanha o quotidiano diário da tripulação e dos milhares de passageiros que se encontram a bordo. As projecções iniciais apontam para três anos e meio de viagem, o que gera o caos a bordo do cruzeiro, colocando à prova o seu Capitão e Matt Spencer, o responsável pelo Serviço ao Cliente.

Curiosamente, as situações mais trágicas conseguem converter-se em momentos épicos de humor, que envolvem caixões e dejectos humanos a circular a órbita da nave, por motivos que irão permanecer no anonimato, de forma e evitar spoilers.

Para complicar ainda mais o cenário, nem tudo parece ser o que é, revelando uma verdade inconveniente, que será fundamental para a evolução da narrativa, ao longo destes nove episódios. Progressivamente, alguns passageiros convertem-se no porta-voz das massas, complicando ainda mais o equilíbrio interpessoal que se desenvolve ao longo da viagem.

No que diz respeito ao elenco, destaque para Hugh Laurie, Josh Gad, Zach Woods, Suzy Nakamura, Lenora Crichlow e Ethan Phillips, que convertem esta primeira temporada numa experiência muito agradável e que termina com uma alteração de dinâmica significativa.

A segunda temporada será disponibilizada em outubro de 2022 e promete elevar a fasquia no que diz respeito aos desafios de todos os tripulantes desta genial “sitcom de ficção científica”.

Avatar: The Last Airbender

Esta série de animação é, na minha opinião, um dos projetos mais fortes da Nickelodeon, em que, ao longo de três temporadas, acompanhamos as aventuras de Aang, o derradeiro Airbender.

O mundo em que a narrativa decorre tem uma clara influência asiática, em que é possível manipular de forma telepática os quatro elementos, numa clara alusão ás artes marciais chinesas. No entanto, apenas o Avatar consegue dominar os quatro elementos em simultâneo, sendo o responsável por manter a paz e criar uma ponte entre o mundo físico e espiritual.

A aventura começa na Tribo da Água, que encontra Aang congelado no gelo. Katara e Sokka são os jovens responsáveis por salvar o nosso herói e após algumas peripécias, formam uma parceria que será fundamental para o desfecho da série. Vamos igualmente conhecer Zuko, o principe exilado da Nação do Fogo, que é obcecado por encontrar o Avatar, a fim de restaurar a sua honra.

Há muita ação ao longo da história e Aang vai formando alianças e treinando o domínio dos quatro elementos, com o objetivo de derrotar o FireLord. Vão sendo introduzindo personagens, que serão relevantes na derradeira temporada, que é focada na luta entre a Nação do Fogo e as restantes, que foram conquistadas pela Princesa Azula e o seu Pai.

Como é habitual, estou a ser muito genérico, precisamente para evitar spoilers mas gostei imenso de The Last Airbender. O casting de voz é competente, a animação é fluida e o desenvolvimento de personagens é excelente, causando a empatia necessária para elevar esta série a um patamar muito elevado.

Há obviamente uma componente humorística e  uma simbiose entre a animação ocidental e oriental, que funciona de forma quase perfeita. Se procuram uma série de animação de qualidade, fica sem dúvida a recomendação. E, como sempre, endereço o convite para que partilhem o vosso feedback.

Green Lantern: Beware My Power

John Stewart é um sniper altamente decorado das Forças Especiais, que tem dificuldade em integrar-se na sociedade após passar à reserva. Ao longo do primeiro acto acompanhamos a sua faceta altruísta, culminando no momento em que uma nave, proveniente de OA se despenha.

É precisamente neste momento que um dos Guardiões entrega um anel a John Stewart, enfatizando que é a escolha certa para salvar o Green Lantern Corps . Relutantemente, o nosso herói aceita a dádiva embora tenha claras dúvidas acerca da sua capacidade para desempenhar um papel relevante no destino da Galáxia.

Existem alguns momentos hilariantes, sobretudo na forma como John Stewart aprende a controlar os seus novos poderes. É curiosa a abordagem no que fiz respeito ao anel, que é representado como uma espécie de inteligência artificial, respondendo a perguntas e dando enquadramento ao passado dos Green Lantern.

A narrativa acaba inevitavelmente por introduzir a Justice League, mais especificamente Green Arrow, Martian Manhunter e Vixen, embora apenas o primeiro tenha um papel relevante no desfecho desta aventura. O segundo acto introduz igualmente Hawkgirl e Adam Strange, que vão concluir o quarteto de heróis que vai desmascarar uma conspiração que visa destruir a civilização de Thanagar, que se encontra numa guerra sangrenta com Rann.

Não vou revelar mais detalhes da narrativa, mas contem com as habituais mudanças de fação e revelações surpreendentes. No entanto, confesso que esperava mais, sobretudo pelo nível cósmico da ameaça e das entidades envolvidas.

O casting cumpre a sua função, mas está igualmente longe de outros tempos, o que converte Beware My Power num filme mediano.

Mediano
68%