Ultimate Spider-Man T.4

A derradeira temporada de Ultimate Spider-Man é repleta de eventos que levarão o nosso herói ao extremo. Um tema recorrente desta série é a obsessão de Doctor Octopus, que volta a formar o Sinister Six, com o auxílio de tecnologia da HYDRA.

Ao longo dos 26 episódios, vamos ter oportunidade de assistir a aventuras épicas que implicam encontros com Anti-Venom, o regresso do Spider-Verse, o aparecimento dos Inhumans, a Saga Symbiote e a conclusão do treino na SHIELD, que colocará o maior desafio de sempre a Spider-Man, que vê a sua identidade secreta comprometida.

Preparem-se igualmente para uma revelação importante, expondo a traição de um dos membros da equipa, que terá consequências inesperadas. Paralelamente, Mary Jane torna-se num novo membro da equipa, graças à sua interação com Carnage. Para quebrar o tom mais negro desta temporada, temos dois episódios mais divertidos, que incluem Doctor Strange e Moon Knight.

O ritmo é frenético e Spider-Man mais do que nunca, tem necessidade de confiar nas suas equipas, no sentido de ultrapassar as dificuldades colocadas por Doc Ock, Kraven, The Goblin e Arnim Zola, para citar os mais relevantes. Pessoalmente, esta é a minha temporada preferida, conjugando de forma quase perfeita a ação e narrativa, retirando inspiração de algumas das minhas histórias preferidas da Marvel.

Esta é sem dúvida uma série que recomendo, que em território nacional, está disponível através da plataforma de streaming da Disney.

Monster Hunter

Um dos meus dark horse para 2021 foi esta adaptação de mais um clássico da CAPCOM. Tendo em conta o género e a sua fraca taxa de sucesso, optei por entrar com expectativas muito baixas para este projeto.

A adaptação é extremamente livre e foca-se na Capitã Artemis, uma capitã dos Rangers que está numa missão de salvamento das Nações Unidas. Uma estranha tempestade transporta a sua equipa para outro planeta ou dimensão, apelidada de New World, em que estranhas criaturas estão no topo da cadeia alimentar.

O primeiro acto é repleto de ação e mostra a dizimação dos Rangers, cujos sobreviventes acabam por ser aprisionados por uma clã Nerscylla, que são essencialmente gigantescas aranhas. Paralelamente, somos introduzidos a outro sobrevivente deste planeta, que, de forma relutante, acaba por formar uma parceria improvável com a Capitã Artemis, no sentido de derrotar Diablos, um estranho monstro que habita nas areias do planeta.

Monster Hunter, na minha opinião, não consegue ocupar aquela posição de guilty pleasure, apesar do terceiro acto estar repleto de ação. Diria que a adaptação não favorece a narrativa, tornando a experiência algo monótona e com poucos momentos em que nos identificamos com as personagens. Adicionalmente, o CGI em alguns pontos é francamente terrível, o que faz pouco sentido face ao orçamento de 60 milhões.

O acto final introduz Gore Magala e Wyvern, numa batalha épica na Sky Tower, em que os nossos heróis tentam derrotar o monstro e garantir que a Capitã Artemis regressa ao seu planeta.

Existem algumas cenas “típicas” de Paul W.S. Anderson, que tentam lançar a premissa para uma sequela, que não vai garantidamente ocorrer, face ao terrível resultado de bilheteira. Milla Jovovich, Ron Pearlman e Tony Jaa não são motivo suficiente para tornar este filme numa experiência agradável e que consiga recomendar. Confesso que as minhas apostas para 2021 se revelaram verdadeiras desilusões, mas acredito que este mês o cenário pode ser bem diferente.

Mediano
60%

Harley Quinn T.2

A segunda temporada aborda o quotidiano da cidade de Gotham, que se encontra totalmente sob o controlo dos vilões. Os territórios encontram-se divididos e Harley decide eliminar Bane, Two Face, The Riddle e Penguin, convertendo-se na líder do crime.

O tom politicamente incorrecto é uma constante, assim como a violência, que permanece numa harmoniosa simbiose com o humor. O casamento de Ivy e Kite Man continua a ser um ponto fundamental da narrativa, por motivos que não vou divulgar e teremos o inevitável desenvolvimento de personagens, com episódios parcialmente focados em Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman.

Pelo meio, existirão alianças inesperadas, uma viagem a Apokolips e uma despedida de solteira em Themyscira. Mas o ponto mais alto é sem dúvida a personagem de Joker, que irá sofrer uma mudança significativa, num arco narrativo que irá dar origem a uma batalha épica, que envolverá a Justice League e os Parademons.

Torna-se complexo falar da série sem partilhar spoilers, pelo que termino com a recomendação de investirem tempo em Harley Quinn. São apenas doze episódios de 20 minutos, que conseguem inserir no vosso calendário e o resultado final são inúmeras gargalhadas e uma série que aborda temas sérios de uma forma politicamente incorrecta.

A terceira temporada está confirmada, embora ainda sem data específica.