Star Wars: Rebels

Uma das prioridades para este ano passa por eliminar uma parte significativa do meu backlog. Optei por retomar o universo Star Wars, que foi tão bem representado por The Clone Wars e diria que foi uma escolha acertada.

Ao longo de quatro temporadas, vamos acompanhar a evolução de Ezra Bridger, um jovem habitante de Lothal, com uma forte ligação à Força e que irá ser treinado por Kanan Jarrus, um dos Padawan sobreviventes da Ordem 66.

A primeira temporada foca-se na tripulação da Ghost, uma nave pilotada por Hera, filha de Cham Syndulla, um dos libertadores de Ryloth, cuja história é revelada em The Clone Wars. Sabine Wren, de Mandalor, é outro dos membros da equipa, assim como Zeb Orrelios, um antigo capitão da Guarda Real de Lasat. O derradeiro elemento é Chopper, um astromech que é uma das minhas personagens favoritas da série.

Após o foco inicial no desenvolvimento dos heróis, somos apresentados aos vilões, que, nas primeiras das temporadas, são maioritariamente The Inquisitors, uma força criada especificamente para localizar e eliminar os Jedi sobreviventes. O Agente Kallus e Grand Admiral Thrawn são fundamentais para a narrativa, que reintegra personagens icónicas tais como o Capitão Rex, Ahsoka Tano e Hondo Ohnaka. Existem obviamente outras participações, que vou manter no anonimato, mas que estão ligados ás duas primeiras trilogias e que acrescentam continuidade a Rebels.

A terceira temporada explora em maior detalhe o passado das principais personagens, lançando igualmente a premissa para os eventos da derradeira temporada, que irá opor os Rebeldes a Grand Admiral Thrawn, numa luta brutal que visa a libertação de Lothal.

Sem colocar spoilers, recomendo vivamente que invistam nesta série, que complementa de forma quase perfeita os eventos de Clone Wars, lançando algumas premissas relevantes para o futuro de algumas das personagens participantes nesta quatro fantásticas temporadas.

Eternals

A quarta fase da MCU come?a ?lentamente a tomar forma, introduzindo os Eternals. Baseado na obra do lend?rio Jack Kirby, a narrativa aborda a miss?o dos escolhidos de Arishem para o Planeta Terra. O primeiro acto tem in?cio em 5000 AC, com a chegada de Ajak e da sua equipa, para combater e eliminar os Deviants. Somos transportados para diversos pontos chave da civiliza??o humana, at? ao ano de 1521, altura em que os Eternals finalmente alcan?am o seu objetivo.

Vou manter a premissa principal em segredo, precisamente para evitar spoilers, mas iremos assistir ao regresso dos Deviants, que for?am a equipa a reagrupar-se, no sentido de defender novamente o Planeta e vingar a perda de um dos seus membros. O desenvolvimento de personagens ? aceit?vel, no entanto o elevado n?mero de intervenientes acaba por deixar v?rias quest?es por responder, o que retira alguma qualidade ao produto final.

Ajak, Sersi, Ikaris, Sprite, Phastos, Makkari, Druig, Gilgamesh e Thena formam uma equipa disfuncional e que come?a a duvidar dos verdadeiros motivos da miss?o. Gosto do constante conflito de ideologia, que explora a t?nue fronteira entre conceitos subjetivos e que lan?am a narrativa para algumas disserta??es filos?ficas. As cenas de ac??o est?o bem coreografadas e apresentam de forma competente os poderes dos intervenientes, mas o segundo acto falha nalguns pontos importantes.

A narrativa torna-se progressivamente previs?vel e v?rios membros dos Eternals acabam por tomar decis?es que fazem pouco sentido face ao seu comportamento pr?vio. O casting da Marvel continua a ser um dos pontos fortes e neste filme destaco Gemma Chan, Richard Madden, Kumail Nanjiani e Barry Keoghan.

Contem com duas cenas p?s-cr?ditos, que lan?am a sequela de Eternals e sugerem a personagem de The Black Knight, que ? interpretada por Kit Harrington. J? agora, reconhecem a voz que o interpela nesse cena? Posso dar a dica que est? relacionado com B….

Mediano
70%

Harley Quinn T.1

Se procuram uma adaptação da DC que seja politicamente incorreta e repleta de violência, a minha recomendação vai para esta série. A premissa é simples mas envolve a separação de Joker e Harley, que acaba por ter consequências desastrosas para Gotham.

A primeira metade da temporada introduz as personagens de Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman, que irão integrar a equipa de Harley Quinn. A sua melhor amiga, Poison Ivy, tem igualmente um papel relevante, servindo de consciência e voz da razão para as constantes tentativas falhadas de entrar na Legion of Doom.

O mais interessante para mim é o facto da narrativa abordar temas sérios, num tom satírico e repleto de momentos cómicos. Adicionalmente, temos a presença de Batman e do Comissário Gordon, numa versão completamente disfuncional e que complementa de forma competente a loucura que vai ocorrendo nos diversos episódios.

Contem igualmente com a presença de vilões secundários, tais como Kiteman e Queen of Fables, que terão um papel relevante no desfecho da primeira temporada. O casting de voz é fabuloso, com destaque para Kaley Cuoco, Jason Alexander, Alan Tudyk e Lake Bell.

Esta é uma série que recomendo vivamente e que vai crescendo exponencialmente em termos de qualidade e momentos épicos. O melhor exemplo são os derradeiros dois episódios, em que o Joker consegue (finalmente) alcançar o seu objetivo de conquistar Gotham City.