Castlevania T.3

Após a morte de Drácula, o nosso trio de heróis tenta encontrar um novo propósito para a vida. Alucard opta por permanecer no castelo, com o objetivo de o reconstruir. Adicionalmente, fica responsável pelo espólio da família Belmont, no sentido de preservar e transmitir conhecimento ás gerações futuras.

Trevor e Sypha decidem ajudar o que resta da humanidade, ajudando na reconstrução das cidades e eliminando demónios e monstros que continuam a subjugar os mais fracos. Adicionalmente, continuamos a acompanhar o arco narrativo de Hector, que permanece prisioneiro de Carmilla, que tem planos arrojados para a raça vampira.

Isaac continua na sua missão de vingança, embora comece a ter uma perspectiva diferente, mais focada na reconstrução e na perspectiva de criar um Mundo mais justo. Na minha opinião, uma boa história necessita de evolução nas personagens e é precisamente isso a que vamos assistir nesta terceira temporada.

A introdução de Lenore, uma das irmãs vampiras de Carmilla e Saint Germain, um alquimista, são uma lufada de ar fresco, acrescentando qualidade e complexidade narrativa. Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha épica entre Isaac e o seu exército e outra em Lindenfeld, que visa ressuscitar Drácula.

Esta é provavelmente a minha temporada preferida até ao momento e lança uma premissa fabulosa para a derradeira temporada, que irá opor Isaac a Hector, para além do derradeiro desafio para o trio composto por Alucard, Trevor e Sypha.

Free Guy

Ready Player One foi uma das melhores leituras dos últimos anos, no entanto o filme ficou aquém das minhas expectativas. Esta introdução pode fazer pouco sentido, à primeira vista, mas Shawn Levy conseguiu criar um universo fantástico, que em certos momentos me fez lembrar alguns momentos épicos da obra de Ernest Cline.

Estamos perante uma comédia de ação, que nos transporta para um mundo digital, em que acompanhamos a vida de Guy, um bancário que descobre ser uma personagem de um MMO. Existem cenas hilariantes, associadas ao comportamento tóxico dos jogadores, assim como a completa desvalorização dos NPC.

A narrativa do “mundo real” assenta numa premissa básica: recuperar ficheiros que comprovem que Antwan Hovachelik, o CEO da Soonami, roubou o código fonte dum jogo que estava a ser desenvolvido por Millie Rusk e Walter McKey. Como é apanágio nestes artigos, vou evitar os spoilers, mas contem com muita ação over the top e inúmeros cameos, dos quais destaco Ninja, Dwayne Johnson, John Krasinski, Chris Evans, Lara Spencer, Alex Trebek e Tina Fey.

Ryan Reynolds é a escolha óbvia para Free Guy, sendo bem complementado por Taika Waititi e Lil Rel Howery.  A série de eventos que origina a criação de Blue Shirt Guy é sublime, garantindo ação e humor, que converte este filme numa experiência divertida e que recomendo sem hesitação.

Existem inúmeras referências a cultura pop e ao universo dos videojogos, mas que estão longe de retirar interesse a quem tiver menos conhecimento sobre estes tópicos. Na minha opinião, são 115 minutos de pura diversão, assentes numa narrativa simples mas que tem um final satisfatório.

Apesar de ainda não existir confirmação oficial, é bastante provável uma sequela, que retomará os eventos que ocorrem após a destruição de Free City.

Bom
75%

Os Filmes de 2022

O cenário pandémico continua bem presente, o que tem limitado as deslocações ao cinema. No entanto, tenho mantido a tradição de partilhar os projetos que me entusiasmam para 2022.

Janeiro arranca com The 355, um filme de ação que conta com Jessica Chastain, Lupita Nyong’o, Diane Kruger, Penélope Cruz e Fan Bingbing. Contem com muito girl power e uma espécie de simbiose entre os filmes de Jason Bourne e The Expendables. Temos igualmente o regresso a Woodsboro, para mais uma aventura de Neve Campbell, David Arquette, e Courteney Cox. Estou relutantemente optimista para mais um filme de Scream mas após alguma reflexão, resolvi incluí-lo na lista.

Morbius deveria ser lançado no final de janeiro mas perante mais um adiamento (talvez 1 abril), começo seriamente a ficar preocupado com um projeto que no papel, tem tudo para ser um sucesso. Para fevereiro, destaco Death on the Nile, um remake do clássico de Agatha Christie, que conta com o regresso de Kenneth Branagh no papel de Poirot. O elenco conta ainda com a presença de Tom Bateman, Annette Bening, Russell Brand, e Gal Gadot, o que me deixa francamente entusiasmado. Adicionalmente, teremos a primeira adaptação de Uncharted à sétima arte. O elenco composto por Tom Holland, Mark Wahlberg, Antonio Banderas, Sophia Taylor Ali e Tati Gabriell é impressionante mas será suficiente para quebrar a maldição dos filmes baseados em videojogos?

Em março chega ao cinema “The Batman”, que pode vir a ser o meu filme do ano. Os trailers estão fantásticos e o casting de Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell é tão over the top, que me faz acreditar no início de algo muito especial. Em termos cinematográficos segue-se um hiato, que será quebrado em maio com Doctor Strange in the Multiverse of Madness e o quarto capítulo de John Wick. Vale a pena acrescentar algo? Serão certamente dois filmes memoráveis e que muito provavelmente acabarão no meu TOP de 2022.

Jurassic World: Dominion deverá estrear em junho, concluindo a trilogia com a presença (ou cameo) do Dr Allan Grant e Ian Malcolm. Confesso que estou ansioso por acompanhar o desfecho desta saga, que conta com dois filmes muito sólidos e personagens extremamente cativantes.

Julho traz mais um filme da Marvel, mais especificamente Thor: Love and Thunder, que é inspirado na obra de Jason Aaron, apresentando um cenário em que Jane Foster assume os poderes de Thor. O vilão desta história é God Butcher, representado por Christian Bale, o que torna este projeto num patamar de expectativa muito elevado.

Alegadamente em setembro, teremos a sequela de Black Panther, Wakanda Forever, que está envolto em mistério, após o desaparecimento de Chadwick Boseman. Seria sempre complexo superar o primeiro filme, mas acredito que serei agradavelmente surpreendido com o destino escolhido pela Marvel. Em outubro, temos a esperada sequela do Spider-Verse, que volta a contar com Miles Morales, Gwen Stacy e Spider-Man 2099, entre outras participações. E o mais interessante é que foi confirmado que esta é apenas a primeira parte da saga, o que deixa claramente em aberto a criação de mais filmes acerca deste fabuloso universo.

Entre outubro e novembro, temos igualmente algumas pérolas da DC, com destaque para The Flash, que me deixa entusiasmado pelo regresso de Michael Keaton, assim como a sequela de Aquaman, que reúne Ocean Master, Mera e Black Manta, para mais uma aventura do agora Rei de Atlântida, Arthur Curry.

Para concluir o ano, teremos finalmente a sequela de Avatar. Confesso que passou demasiado tempo mas estou disposto a dar uma oportunidade a James Cameron, que nos irá transportar novamente para Pandora, de forma a acompanharmos as novas aventuras de Jake Sully e Neytiri. No que diz respeito ao elenco, estão confirmadas as presenças de Kate Winslet, Michelle Yeoh e Edie Falco.

Como é tradição, costumo igualmente partilhar alguns dark horses. Mas antes de o fazer, quero apenas deixar claro que se trata da minha lista, motivo pelo qual excluí filmes como Maverick, Missão Impossível 7 e Lightyear. O motivo é simples: completa falta de interesse, embora seja possível que acabe por visioná-los em datas posteriores.

Para 2022, lamento informar que tenho apenas uma aposta obscura, que diz respeito a Black Adam. Acredito que existe potencial na história deste anti-herói, que pode acrescentar muito valor a uma DCEU, que precisa desesperadamente de mais filmes de qualidade.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa lista e termino com desejos de um fantástico ano cinematográfico para todos.