Kaiju No. 8

Esta é a história de Kafka Hibino, um membro da equipa de limpeza enviada após as batalhas de Kaiju. Após diversas tentativas falhadas de entrar para a JAKDF (Japanese Anti-Kaiju Defense Force), Kafka está prestes a desistir do seu sonho. Mas com a ajuda de Reno Ichikawa, o nosso “herói” realiza os testes de aptidão pela derradeira vez, conseguindo entrar como cadete.

No entanto, carrega consigo um segredo, que apenas foi partilhado com Ichikawa. Aquando da sua estadia no hospital, foi infectado por um parasita Kaiju, que lhe garante poderes sobrenaturais. A primeira temporada narra a ascensão de Hibino na JAKDF, em que conta com o apoio de vários elementos da equipa. Existe claramente uma ligação muito forte com o Vice-Capitão, Iharu Furuhashi, que o apoia desde o primeiro momento, apesar da sua clara incapacidade física, quando comparado com os restantes membros do pelotão.

Somos introduzidos a Kaiju No.9, que consegue absorver humanos e assumir a sua aparência, convertendo-o no principal vilão desta primeira temporada. Mas o grande destaque vai para o desenvolvimento das personagens, com destaque para Kikoru Shinomiya, Reno Ichikawa e Mina Ashiro. A ação é muito bem complementada com o típico humor nipónico, convertendo esta série numa experiência divertida e com um suporte narrativo assinalável.

Sem revelar pormenores, os três últimos episódios são fulcrais para o destino de Kafka Hibino, que pretende manter a promessa realizada enquanto criança à Capitã Mina Ashiro. Se possuem uma subscrição de Crunchyroll, esta é, sem dúvida, uma série que recomendo vivamente e que já tem a segunda temporada confirmada.

Diablo III

Os meus tempos de “PC gamer” remontam a um passado muito distante, numa era em que Unreal Tournament, Quake e Duke Nukem eram as referências principais. Com o passar do tempo, converti-me a consolas e jogos indie, dos quais vou partilhando, de forma esporádica, alguns gameplays. Esta curta introdução serve para enquadrar a minha entrada (tardia) no universo de Diablo.

No final de 2024, adquiri a Eternal Collection, que inclui a expansão Reaper of Souls e a classe Necromancer, para além da campanha original. Lentamente, fui sendo sugado para este vasto universo, que conta com sete classes distintas (Barbarian, Crusader, Demon Hunter, Monk, Necromancer, Witch Doctor e Wizard), o que aumenta significativamente a longevidade deste título.

Terminei a campanha, após derrotar Malthael, mas sinto que apenas arranhei a superfície. É um facto que apenas utilizei a classe Demon Hunter, sendo que desbloqueei o modo aventura, que permite ao jogador partir em inúmeras missões paralelas. Foi, sem dúvida, uma experiência fenomenal, que recomendo sem hesitação. A plataforma que escolhi foi a Nintendo Switch, que me permitiu explorar o jogo de forma portátil, que nesta fase da minha vida, é a solução preferida.

Graficamente, o jogo cumpre a sua função, numa perspectiva isométrica, sem qualquer dificuldade na performance, mesmo em modo “docked”. Ainda pretendo concluir algumas aventuras, com outras classes, mas, no imediato, a minha atenção vira-se para outros títulos, que em breve partilharei aquilo pelo blog.

Caso sejam fãs deste universo, qualquer dica ou sugestão é bem-vinda! Que experiência incrível, meus caros… fica a recomendação para quem ainda não cedeu a esta tentação.

Venom: Last Dance

A trilogia de Venom chega ao fim com The Last Dance, introduzindo um dos vilões (modernos) mais relevantes da Marvel. Relembro que Eddie Brock e Venom, em seguimento dos eventos de No Way Home, são transportados para a Terra-616, em que decorre a linha temporal da MCU.

Esta aventura vai explorar Knull, o criador dos simbiontes, que se encontra encarcerado no planeta Klyntar. Ficamos a saber que a fusão entre o simbionte e o seu hóspede desbloqueia o Codex, que é essencialmente um chip que fica ligado de forma automática ao colectivo. Assim sendo, e de forma pouco clara, somos igualmente informados que este chip é a chave para libertar Knull da sua prisão, criando a premissa narrativa que sustenta esta derradeira aventura.

É nesta fase que entram em cena os Xenophage, criaturas alienigenas que são enviadas para localizar e recuperar o Codex. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o humor característico de Venom está de regresso. A batalha final, de forma muito simbólica, vai ocorrer nas instalações da Area 51. contando com a participação de inúmeros simbiontes, que tentam a todo o custo, evitar a libertação de Knull.

Destaque para as personagens de Martin Moon, Rex Strickland, Dr Teddy Paine e Sadie “Christmas”, que garantem, de forma distinta, referências dos comics e os inevitáveis momentos de humor. Em suma, The Last Dance é, na minha opinião, superior a Let there be Carnage, mas apresenta muitas limitações, nomeadamente ao nível da narrativa, que é terrivelmente básica e sem grande consequência.

Como é habitual, não vou revelar detalhes acerca do desfecho mas confirmo que é uma experiência agradável, repleta de ação e humor, mas que no final, pouco acrescenta ao SSU.

Mediano
65%