Severance T.1

A Apple+, para minha surpresa, tem sido um repositório incrível para séries de ficção científica. A primeira temporada de Severance é francamente impressionante, introduzido o conceito de uma intervencão cirúrgica, em que são criadas duas personalidades completamente distintas, com memórias individuais e únicas.

A Lumon Industries é uma empresa de biotecnologia, que utiliza este sistema para manter os seus segredos corporativos. Com a separação de mentes, toda a actividade do funcionário é 100% confidencial, dado que as suas memórias ficam inactivas a partir do momento em que abandonam o edifício.

No entanto, o desaparecimento de Peter Kilmer, o responsável da equipa Macrodata Refinement (MDR), vai criar as condições necessárias para a promoção de Mark Scout. Lentamente, vamos tomando conhecimento que existe algo de muito errado na empresa, o que origina uma investigação por parte de Mark, que conta com a colaboração de Helly R, Dylan e Irving, os restantes membros da equipa.

Torna-se desafiante abordar esta série sem colocar spoilers, mas preparem-se para revelações interessantes, que vão lançar a premissa para a segunda temporada, que já se encontra disponível. Termino com o destaque óbvio para o elenco, em que se destacam nomes como Adam Scott, Tramell Tillman, Britt Lower, Zach Cherry, John Turturro, Christopher Walken, Michael Chemus e Patricia Arquette.

Severance é produzido e realizado por Ben Stiller e, na minha opinião, é uma das melhores séries dos últimos anos, quer pela sua originalidade, como pela narrativa envolvente e que nos deixa ávidos de saber mais sobre a Lumon Industries.

Doctor Stone T.1

Esta série tem uma premissa diferente e que me cativou desde os momentos iniciais. Senku Ishigami é um jovem brilhante, que se vê petrificado, à semelhança de toda a Humanidade, acordando 3700 anos no futuro. O seu melhor amigo, Taiju Oki, junta-se a ele, para iniciarem a restauração da raça humana. Tomamos igualmente conhecimento que este evento apenas colocou os habitantes num estado de hibernação, o que cria as condições necessárias para poderem iniciar a complicada tarefa de reverter a petrificação.

No entanto, o mundo regrediu para uma sociedade ao nível da Idade da Pedra, em que não existe tecnologia e o conhecimento foi perdido. Senku toma a decisão de reanimar Yuzuriha Ogawa, uma jovem por quem o seu amigo Taiju tem uma paixão secreta. No entanto, acabam por ser perseguidos por um leão, o que leva a uma decisão inesperada, em que libertam Tsukasa Shishio, um jovem que detém uma força sobre-humana mas que tem ideais opostos aos de Senku.

Esta diferença vai criar uma rivalidade, que sustenta a narrativa de Doctor Stone. Tsukasa pretende criar um mundo em que apenas os mais fortes são reanimados, com o intuito de evitar a proliferação da tecnologia e criar um mundo puro, de acordo com os seus valores. Senku pretende restaurar a glória da Humanidade e viajar para as estrelas, naquele que entende ser o destino da nossa espécie.

Assim sendo, e com muito humor à mistura, vamos acompanhar esta batalha. Pelo caminho, são forjadas alianças e são realizados sacrifícios, no sentido de derrotar o exército de Tsukasa Shishio. Confesso que gostei imenso desta primeira temporada, que é composta por 24 episódios. A abordagem científica, em que é explicado como obter determinados materiais, é extremamente cativante e ajuda a dinamizar uma narrativa, que é muito fluida e repleta de ação.

As personagens introduzidas são excelentes, com destaque para Gen, Chrome, Kaseki e Taiju. Em suma, se procuram um anime divertido, com desenvolvimento de personagens e uma componente de mistério, esta é, na minha opinião, uma escolha acertada.

Predator: Killer of Killers

Dan Trachtenberg continua a revitalizar uma franquia que, na minha opinião, caminhava para o esquecimento. Após o sucesso de Prey, temos uma nova abordagem, utilizando a animação como meio para narrar três histórias, que se complementam.

Apesar de ser uma narrativa contínua, Killer Of Killers conta com 1 hora e 25 minutos de duração, dividido em quatro actos. The Shield ocorre no ano 841, levando-nos para a era dos Vikings. Vamos conhecer a história de Ursa, uma guerreira que procura vingar-se da tribo Krivich, mais especificamente do seu líder, Zoran, por motivos que vou manter no anonimato. Após uma batalha brutal, um Predador entra em cena, semeando o caos e destruição, levando a nossa protagonista a recorrer a métodos pouco convencionais, para o derrotar.

The Sword leva-nos para o Japão feudal, em 1609, introduzido Kenji e Kiyoshi, dois irmãos que terão de lutar pelo ttulo de Shogun. Após uma deciso inesperada, a narrativa avança 20 anos, para uma era em que as acções de Kenji o converteram num Shinobi. Ao confrontar o seu irmão, voltamos a ter o aparecimento de um Predador, que gera uma aliança inesperada , no sentido de garantir a sobrevivência.

O terceiro acto, The Bullet, transporta-nos para 1942, acompanhando a história de John Torres, um cadete que aspira converter-se num piloto de Wildcat. Durante uma missão, o esquadrão depara-se com uma misteriosa aeronave, que utiliza armas pouco convencionais para destruir todos os  aviões que ousem atravessar o seu caminho. John, fruto de uma abordagem corajosa, acaba por conseguir derrotar este Predador.

É nesta fase que temos finalmente algum contextol, que justifica a presença dos três heris no mesmo espaço. Ficamos a saber que os Yautja colocam em animação suspensa todos os humanos que conseguem derrotar um Predador, no sentido de os acordar para um embate no seu planeta, que visa definir o Killer Of Killers. Assim sendo, o acto final coloca os nossos três heróis num cenário quase impossível, em que necessitam de trabalhar em equipa para tentar escapar do planeta. Esta a primeira vez que temos um vislumbre da cultura Yautja, que tem a sua base numa casta guerreira, com uma vertente tecnológica. As cenas de ação estão fabulosas e as personagens são muito interessantes, causando uma relação de proximidade com o espectador.

Uma das derradeiras cenas confirma a presença de Naru, a personagem principal de Prey (1719) , numa das cápsulas, garantindo a continuidade da narrativa num único universo, o que abre perspectivas muito interessantes para o futuro da franquia, que ter o próximo lançamento em Badlands, que dever estrear no final deste ano.

Killer of Killers tem, sem qualquer margem para dúvida, o “prestigiado” selo de qualidade do Portal Pessoal. Em território nacional, podem fazer o stream através da Disney+.

Bom
75%