Street Fighter II: The Animated Movie

O anime original de Street Fighter, de 1994, na minha opinião, permanece como uma referência do género. Há alguns dias tive a oportunidade de rever a versão inglesa e parece-me importante divulgar este projeto aos leitores do blog.

A sequência inicial é verdadeiramente épica, com uma batalha entre Sagat e Ryu, que termina com um combo de Shoryuken e Hadouken. A narrativa avança alguns anos, acompanhando o assassinato do Ministro da Justiça, por Cammy, uma ex-agente do MI6, que aparenta ter sido hipnotizada por M.Bison, líder da organização criminosa Shadowlaw.

A premissa principal do filme assenta em duas vertentes: a missão de missão de Guile a Chun-Li, que pretendem capturar M.Bison e a perseguição da Shadowlaw a Ryu, no sentido de utilizar o seu Ki. Ao longo da história, contem com aparições de Fei-Long, Dhalsim e Honda e até um cameo (oculto) de Akuma.

A banda sonora da versão inglesa é fabulosa, com bandas como os Korn, Alice in Chains e Silverchair a complementar a ação frenética do anime. Como habitualmente, vou evitar estragar-vos a experiência com demasiados pormenores mas convido-vos a investir 102 minutos neste filme.

Destaque para a batalha épica entre Chun-Li e Vega, assim como para o terceiro acto, em que Ken, Ryu, Guile, Bison, Honda e Balrog vão envolver-se numa batalha fenomenal.

Para quem é fã deste clássico da Capcom, há efetivamente muito de positivo a retirar, no que diz respeito a fan service. Mas sinceramente, acredito que possa ser igualmente uma experiência agradável para quem desconhece este projeto, que é realizado por Gisaburō Sugii.

Alita: Battle Angel

A adaptação da série de manga Gunnm ao cinema ficou a cargo da duplo composta por Robert Rodriguez (realizador) e James Cameron (produtor). Este projeto conta igualmente com a participação de Rosa Salazar, Cristopher Waltz, Jennifer Connelly, Jackie Earle Haley, Ed Skrein e Mahershala Ali, nos papéis principais.

A narrativa decorre em 2653, num futuro cyberpunk, em que o Homem pode fundir (literalmente) a sua cabeça com uma máquina, criando o que vulgarmente conhecemos como cyborg. Alita é encontrada pelo Professor Dyson Ido numa sucata proveniente de Zalem, uma cidade flutuante que resistiu a um guerra interestelar cataclísmica, denominada como The Fall.

Após receber um novo corpo robótico, Alita começa lentamente a interagir com o mundo que a rodeia, sem qualquer memória do passado, até serem atacado por um grupo de cyborgs assassinos, liderados por Grewishka. Durante a batalha, Alita utiliza movimentos de Panzer Kunst, uma arte marcial perdida que era utilizada pelo URM (United Republics of Mars) e que levanta uma série de questões.

Com a preciosa ajuda do seu novo amigo Hugo, Alita acaba por encontrar uma nave da URM e um corpo cibernético com tecnologia antiga, conseguindo finalmente recordar-se que a sua missão é derrotar Nova, o tenocrata responsável pela cidade de Zalem.

Esta é a premissa principal de Alita, um filme que tem as suas virtudes, embora esteja longe de ser brilhante. As coreografias de batalha estão muito bem conseguidas e o CGI consegue ser bastante convincente, o que ajuda na imersão neste universo cyberpunk, onde quase tudo pode acontecer.

Resta saber se as receitas de bilheteira obtidas serão suficientes para garantir potencialmente uma sequela num futuro próximo.

Mediano
71%

Hero Mask T.1

O Netflix tem sido o meu repositório mais frequente em termos de conteúdo anime. Recentemente, tive oportunidade de ver a primeira temporada de Hero Mask e resolvi partilhar a minha experiência convosco.

A narrativa decorre numa versão alternativa de Londres, em que vamos acompanhar James Blood, um agente da divisão SSC (Special Service of Crime), que investiga casos de crime organizado extremo. A série é escrita e realizada por Hiroyasu Aoki e retira inspiração clara da personagem de James Bond, assim como dos clichés dos heróis de ação dos anos 90.

Tudo começa com o assassinato de Monica Campbell, que coincide com a sua investigação à LIVE Corporation. Posteriormente, a esquadra das forças policiais é atacada por um inimigo de James Blood, que deveria estar morto mas que ostenta uma estranha máscara, que lhe fornece resistência às balas e uma força sobrenatural.

Esta premissa vai lançar uma investigação acerca desta máscara, que se revela uma peça de tecnologia altamente evoluída e que tem ligações evidentes com a LIVE. Blood une esforços a Sarah Sinclair, a protegida de Monica Campbell, que jura levar os responsáveis à justiça.

A série está bem conseguida, resultado de uma história envolvente e que se foca bastante no desenvolvimento de personagens. O ritmo nem sempre é o ideal, mas Hero Mask brilha na forma como consegue envolver-nos na busca da verdade. Não sendo brilhante, diria que foi positivo o suficiente para me convencer a investir na segunda temporada, que estreia a 23 de Agosto de 2019.