Army of Thieves

Após os eventos do filme original, vamos conhecer em pormenor a origem de Sebastian Schlencht-Wöhnert, mais conhecido por Ludwig Dieter. Estamos perante uma prequela, que tem início em Potsdam, com uma abordagem de Gwendoline, que propõe três assaltos, que implicam arrombar os míticos cofres de Hans Wagner.

Sebastian é um admirador e estudioso da obra de Hans Wagner, motivo pelo qual aceita sem hesitação. Somos igualmente introduzidos aos restantes elementos da equipa, mais especificamente Korina (hacker), Rolph (condutor) e Brad Cage (o braço armado). A narrativa incorpora alguns momentos humorísticos, mas é bem complementado com cenas de ação e desenvolvimento de personagens. Adicionalmente, temos menção ao surto zombie no Nevada e ao milionário Bly Tanaka, que são parte fundamental do primeiro filme.

A primeira missão ocorre em Paris, com o cofre mais acessível (The Rheingold), passando para Praga, com um nível de dificuldade acrescido com The Valkyrie, culminando em St. Moritz, com o lendário The Siegfried. O antagonista desta narrativa é o agente Delacroix, da Interpol, que por motivos pessoais, tem uma obsessão pela equipa.

O derradeiro acto, que irá terminar na cidade de Hallstatt, Austria, é o mais satisfatório, dando conclusão à aventura de Dieter, abrindo igualmente caminho para os eventos que irão ocorrer em Army of the Dead.

Saliento que esta aventura  é essencialmente focada nos assaltos, partilhando uma narrativa fluida, com personagens interessantes e que em ponto algum se foca no surto zombie.

Existe no entanto uma cena pós-créditos, que faz a ponte com o início da missão em Las Vegas.

Mediano
70%

Army of the Dead

Após o mítico Dawn of the Dead, Zack Snyder está de regresso ao universo zombie. O primeiro acto apresenta a génese da infestação, que tem o seu epicentro na cidade de Las Vegas. O Governo coloca toda a área em quarentena e face ao descontrolo da situação, opta por lançar uma ogiva nuclear táctica no prazo de 72 horas.

É nesse altura que Bly Tanaka, o dono de um dos casinos, aborda Scott Ward, um antigo mercenário, no sentido de aceitar uma missão, que implica infiltrar-se em Las Vegas e recuperar 200 milhões de dólares. O nosso herói aceita o trabalho, passando de imediato à angariação de talento para a sua equipa. As escolhas recaem em Maria Cruz, Vanderhoe, Marianne Peters, Luwdig Dieter e Mikey Guzman, que terão a função de suporte no terreno, pilotar o helicóptero e arrombar o cofre.

A narrativa, apesar de simples, tenta desenvolver as personagens, mostrando as motivações que levam Ward a aceitar uma missão que muitos considerariam suicida, como forma de redenção pelos erros do passado. A equipa original acaba por receber novos elementos, com a adição de Kate, a filha de Scott, assim como de Lily the Coyote e Burt Cummings, que terão um papel importante a cumprir no desfecho final da aventura.

Tomamos igualmente conhecimento que os zombies estão divididos em classes, cabendo aos Alfas a liderança do exército, sob a supervisão direta de Zeus, o líder supremo dos Zombies. Sem entrar em pormenores, posso adiantar que vamos ter muitas cenas de ação, alguma comédia e os inevitáveis slow motion de Snyder, acompanhados de forma deliciosa por uma banda sonora muito competente.

No que diz respeito a interpretações, nada de particularmente relevante, embora o elenco conte com nomes conhecidos, tais como Dave Bautista, Tig Notaro, Theo Rossi e Hiroyuki Sanada. A narrativa acaba por ser previsível, mas termina de forma a ser viável uma sequela.

Aliás, de acordo com o próprio Zack Snyder, estão previstas duas prequelas, que irão expandir o universo de Army Of The Dead e que irão focar-se nalgumas dos membros da equipa de Scott Ward.

Caso sejam subscritores do Netflix, fica a sugestão. Está longe de ser brilhante mas é uma experiência positiva e que, no meu caso, fica sempre associada a um género que representa um dos meus guilty pleasures.

Mediano
68%