Bird Box

Baseado na obra literária de Josh Malerman, Bird Box mostra-nos uma sociedade dizimada por um misterioso acontecimento apocalíptico. No que concerne a narrativa, vamos acompanhar a luta pela sobrevivência de Malorie, uma mãe solteira grávida, que se vê barricada numa residência suburbana com vários desconhecidos.

O primeiro acto serve, como habitualmente, para apresentar as várias personagens e as suas motivações. Pessoalmente, considero fascinante a evolução das personalidades, sobretudo no que diz respeito ao instinto primário de selecção natural, que se sobrepõe por completo à humanidade e sensatez inicial.

Com o desenrolar dos eventos, chegamos à conclusão que existem entidades que levam os humanos à loucura apenas com o simples olhar, o que gera a necessidade de utilizar vendas nas diversas incursões realizadas no exterior, em busca de mantimentos.

Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas posso adiantar que a narrativa inverte cronologicamente os acontecimentos, regredindo cinco anos e demonstrando a mudança drástica na situação de Marjorie, que a força a iniciar uma viagem perigosa pelo rio em busca de uma colónia de sobreviventes.

Bird Box é sem dúvida um filme interessante, com uma boa interpretação de Sandra Bullock e John Malkovich. Existem várias premissas de comportamento humano que são fascinantes, com destaque para o (inesperado) desfecho final.

Se são subscritores de Netflix, recomendo que invistam duas horas neste projeto de Susanne Bier, mas sem expectativas demasiado elevadas.

Tbee

Fui recentemente abordado pela Quidbox, uma startup portuguesa, no sentido de divulgar um dos seus produtos, algo que vou fazer sem hesitação, dado que é um dos objetivos deste espaço. Gosto de divulgar projectos de qualidade, sobretudo os nacionais, pelo que vos convido a aceder ao site oficial da Tbee e tirar as vossas próprias ilações.

Para quem preferir ler este artigo, saliento que se trata de uma box media player, assente no Kodi (o sucessor do XBMC) e que corre Android, permitindo alguns controlos por gestos e voz. O UI (user interface) apresenta dois menus principais, divididos por temas, onde podem aceder aos conteúdos que tiverem definido. Para tal, necessitam apenas de uma televisão com entrada HDMI, acesso à internet e uma conta de Gmail para poderem utilizar a Store.

Um ponto curioso é que este produto pode ser ligado a uma box das operadoras de TV actuais, servindo como complemento desse serviço. As potencialidades são enormes, dado que podem emparelhar dispositivos por bluetooth e utilizar aplicações de gestão de compromissos, entre muitas outras opções. A câmara que está incluída permite igualmente a utilização de jogos interactivos, assim como a utilização de alguns gestos, conforme mencionado.

Pessoalmente, gosto do nível de personalização da Tbee, que recebeu uma menção honrosa na categoria de “Innovations Design and Engineering Awards”, na CES. Em anexo, coloco um dos vídeos promocionais, mas podem obter ainda mais pormenores através do canal do YouTube.

No fundo, estamos perante um projecto muito interessante, que tenta ganhar o seu espaço “na guerra das salas” como lhe costumo chamar. As especificações técnicas estão igualmente disponíveis no site, mas destaco o facto de suportar 4K. Caso pretendam uma unidade, podem realizar a encomenda no site da Tbee ou em revendedores autorizados.

Sleep Box

Numa aldeia cada vez mais global, com um ritmo de vida frenético, a família e o lar começam a ficar para segundo plano. Nalguns países começou a ser implementado o conceito de “sleep-box”, ou quarto temporário, como lhe quiserem chamar. Basicamente, estamos a falar de acomodações com 2m x 1,40m x 2,30m, cujo objectivo é permitir uma boa noite de sono, com o mínimo de condições. Regra geral estão disponíveis em aeroportos, terminais de comboio TGV ou de autocarros, mas em países de clima ameno já é possível encontrar caixas em centros urbanos. Caso queiram obter informações técnicas, sugiro a consulta do site oficial da Empresa Arch.

Muitas vezes, imaginamos como será o futuro em termos de habitações, sobretudo numa era em que a tecnologia está tão em voga. Estas “sleep boxes” parecem saídas de uma série de ficção científica, mas são muito reais. Tendo em conta o seu design, parecem-me uma excelente solução para abrigar as centenas de desalojados que “vivem” pelas ruas do nosso país. É evidente que o público alvo são os viajantes frequentes, que certamente estariam na disposição de pagar pelo serviço, evitando contas de Hotel absurdas, mas fica o repto para o nosso Governo.

Pessoalmente, utilizaria sem restrições este tipo de quarto, embora coloque as minha reservas em termos de insonorização acústica, convenhamos que em pleno aeroporto poderia ser complicado ter uma boa noite de sono.