Batman vs The Joker 1/10

A minha colecção tem evoluído de forma sustentada ao longo dos anos. O que começou nos bobbleheads rapidamente se converteu em figuras e estátuas de resina até atingir o ponto em que foco a minha atenção em peças muito específicas.

Apesar de inicialmente ter uma outra estátua do Batman em vista, o cancelamento por parte da Yamato forçou-me a seguir noutra direcção. A minha escolha final recaiu neste produto da DC Collectibles, que retrata uma batalha épica entre o Dark Knight e o seu maior inimigo, o Joker.

Gosto imenso do detalhe, que consegue passar a dinâmica de movimento e batalha entre os dois inimigos. Trata-se de uma edição limitada a 5000 unidades e que tem aproximadamente 30 cm de altura. Destaque igualmente para a excelente qualidade da base, que retrata com precisão o topo da Laff Co.

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Aquaman

Os mais recentes projetos da DC foram bastante decepcionantes, com excepção de Wonder Woman, que aliou narrativa, desenvolvimento de personagens a um casting de qualidade. Essas premissas foram mantidas em Aquaman e o resultado é francamente positivo, algo que parecia impensável há cerca de um ano atrás, aquando da estreia de Justice League.

Vamos acompanhar a história de Arthur Curry, filho da Rainha Atlanna e de um humano, que terá a dura tarefa de evitar a guerra entre a Humanidade e os reinos de Atlântida. Para tal, vai necessitar de localizar o Tridente de Atlan, que lhe permitirá dominar todas as criaturas marinhas e unificar os vários reinos.

O primeiro acto é francamente interessante, com destaque para a interpretação de Nicole Kidman, que confere um dinamismo e sentido de grandiosidade em todas as cenas em que participa. Vamos igualmente conhecer Atlântida, mais concretamente a Princesa Mera e o Rei Orm, irmão de Arthur, que tem motivações muito específicas para detestar a Humanidade.

Aquaman tem uma entrada triunfante, com uma cena inicial no submarino, que consegue ser épica e apresentar-nos a génese da criação de Black Manta, um dos seus arqui-inimigos. As cenas de CGI estão espectaculares, conferindo um sentido de escala significativo ao Reino de Atlântida, assim como as coreografias de luta, que são de altíssimo nível.

A narrativa leva os nossos heróis a locais remotos, dos quais destaco Malta e a Fossa das Marianas, onde se localiza o tridente. Ao longo das quase duas horas e meia de filme existe a preocupação de contar uma história, sem esquecer o humor, o que contribui decididamente para que Aquaman seja o (segundo) melhor filme da DC.

O casting foi igualmente muito bem conseguido, apresentando um vilão convincente (Patrick Wilson), duas personagens secundárias altamente relevantes (Dolph Lungdren e Willem Dafoe) e uma química extraordinária entre Jason Momoa e Amber Heard.

Aquaman foi uma excelente forma de terminar o ano de 2018, fazendo crer que a DC pode ter franchises de qualidade, desde que seja exigente nos seus padrões. E agora sim, estou entusiasmado com o potencial da DC em termos cinematográficos.

The Flash T.4

A grande virtude desta quarta temporada foi o facto de termos evoluído para um vilão que deixou de ser “speedster”. DeVoe é sem dúvida um oponente de respeito, que tem a capacidade de antecipar todos os cenários possíveis, fruto da sua inteligência superior.

A narrativa retoma os eventos que ocorreram no final da terceira temporada, em que a prioridade é libertar Barry da Speed Force. Uma série de acontecimentos, aparentemente aleatórios vai permiti-lo, originando no entanto uma série de meta-humanos com poderes invulgares. Escusado será dizer que a missão da equipa será capturar e conter esta ameaça, assim como lidar com inúmeros desafios pessoais.

Temos uma nova adição à equipa, Ralph Dibny, assim como alguns vilões recorrentes (Samuroid e Amunet) que irão alternar um pouco o ritmo da temporada, com aventuras paralelas. No geral, os 23 episódios estão bem conseguidos, embora discorde de algumas decisões que foram tomadas.

Não vou entrar em pormenores, precisamente para evitar spoilers mas digamos que acabaram por cair nalguns erros que já foram cometidos em temporadas anteriores. O derradeiro episódio pareceu-me igualmente muito forçado, com explicações pouco conseguidas e que levantam questões muito pertinentes.

O ponto mais forte é sem dúvida a escolha do vilão, que consegue emanar invencibilidade, embora seja derrotado de forma algo previsível. Diria que esta temporada de Flash é uma montanha russa de emoções, com várias decisões erradas mas que consegue ser francamente superior à anterior, muito por responsabilidade de DeVoe, o melhor vilão das quatro temporadas.