Batman vs Teenage Mutant Ninja Turtles

Baseado na minisérie da BD de James Tynion IV e Freddie Williams II, esta parceria entre a DC e Nickelodeon traz para Gotham o universo das Tartarugas Ninja. A narrativa tem início com Batgirl, que se encontra a investigar uma série de roubos em empresas de tecnologia. Numa das suas patrulhas, encontra e derrota alguns elementos do Foot Clan, que identifica como sendo ninjas.

Batman é informado da situação e conclui que o próximo alvo é a Wayne Enterprises, criando uma armadilha, que origina a primeira batalha com Shredder. No topo do edifício, as Tartarugas Ninja derrotam Penguin e um pouco mais tarde, temos o primeiro encontro entre os nossos heróis. Batman acredita que as Tartarugas trabalham para Shredder e vice-versa, o que leva a um confronto épico, que termina com a vitória do Dark Night.

As Tartarugas não desistem e acabam por localizar a Batcave, o que inicia uma nova batalha, desta vez com Robin, que, acrescente-se,  é absolutamente hilariante. Escusado será dizer que o mal-entendido é esclarecido e acaba por ser forjada uma aliança entre os heróis, com o objetivo de derrotar o Foot Clan e a League of Assassins, liderada por Ra´s al Ghul.

É nesta fase que vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que o humor e as batalhas épicas são uma constante. Como não podia deixar de ser, Arkham terá um papel fundamental no segundo acto deste filme, que cumpre a sua função de entretenimento.

Está longe de ser o melhor projecto da DC mas é algo que recomendo, sem hesitação, sobretudo para fãs de ambos os universos, como é o meu caso.

Mediano
74%

Suicide Squad: Hell to Pay

O trigésimo primeiro filme da DC Animated Movie Universe narra os eventos inerentes a uma missão do Suicide Squad, que é liderado por Deadshot. O primeiro acto apresenta-nos a Task Force X, composta por Deadshot, Vertigo, Punch e Jewelee, que é encarregue de recuperar dados secretos que estão na posse de Tobias Whale. Apesar de bem sucedida, a missão tem um final trágico, com algumas baixas na equipa, em resultado de uma traição.

A narrativa avança para Gotham City, com o rapto do Professor Pyg. Paralelamente, descobrimos que Amanda Waller foi diagnosticada com uma doença terminal e que a Task Force X foi reactivada, embora com novos elementos: Harley Queen, Captain Boomerang, Killer Frost, Copperhead e Bronze Tiger. A liderança permanece a cargo de Deadshot, que recebe instruções para localizar Steel Maxum e recuperar uma carta mística conhecida como “Get Out of Hell Free”.

A disfuncional equipa inicia a sua missão num clube de strip, onde localizam o seu alvo. No entanto, estão longe de ser os únicos interessados na carta, sendo atacados por Zoom, Silver Banshee e Blockbuster. Após uma batalha difícil, acabam por conseguir escapar, descobrindo mais tarde que Maxum foi em tempos possuído por Nabu, tornando-se no Doctor Fate. A carta tem uma importância significativa dado que, em caso de morte, permite ao seu portador passar diretamente para o Céu, independentemente dos actos cometidos.

Para complicar ainda mais a missão, temos uma terceira facção interessada, liderada por Vandal Savage, que conta com a sua filha Scandal e Knockout na fileiras. Segue-sem novas batalhas e algumas ações que irão ter consequências vitais na narrativa. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas preparem-se para traições, confrontos inesperados e algumas surpresas, sobretudo no que diz respeito a Zoom, Killer Frost e Bronze Tiger.

Hell to Pay tenta ser uma história de redenção, com várias personagens em busca da carta que pode “apagar” o seu passado e garantir a entrada no reino do Céu. Existem alguns momentos cómicos, quase todos da autoria de Harley Queen mas diria que a personagem principal é Deadshot, que se vê confrontado com o dilema de não cumprir o seu código de ética para ser livre.

O casting está bem conseguido, com destaque para Christian Slater, Tara Strong e Vanessa Williams. Está longe de ser um filme brilhante mas garante entretenimento e tem algum fan service.

Mediano
65%

Batman Noël

Dezembro é inequivocamente um mês de energia positiva e em que recupero parte da fé na Humanidade. É igualmente uma época em que gosto de revisitar alguns livros e filmes que se enquadram nesta temática. A nível de BD, a minha recomendação diz respeito à adaptação do clássico A Christmas Carol, de Charles Dickens.

Lee Bermejo reconverteu a obra imortal de 1843 ao universo de Gotham, fazendo de Bruce Wayne um verdadeiro Scrooge, consumido pela necessidade de derrotar o seu arqui-inimigo The Joker. A narrativa acompanha Bob, um modesto cidadão que trabalha para Joker, entregando pequenas encomendas por toda a cidade, na tentativa de proporcionar um Natal melhor ao seu filho.

Indiferente a todo este sentimentalismo, Batman vai utilizar Bob como isco, sem olhar a consequências, apesar dos avisos de Alfred e do Comissário Gordon. É neste altura que vamos ter a visita dos três fantasmas, que tentarão gerar empatia junto do nosso herói e fazê-lo reencontrar-se com a sua crença no Bem e na capacidade de redenção do ser humano.

As ilustrações de Lee Bermejo são soberbas e a narrativa, apesar de assentar na obra de Dickens, consegue ser cativante o suficiente para se converter num dos títulos clássicos de Batman.

Gosto particularmente do simbolismo inerente à tosse que assola o nosso herói ao longo da narrativa, assim como a escolha do segundo “fantasma”, que conseguem transmitir uma poderosa mensagem para esta novela gráfica de 2011.

Se são fãs da DC e particularmente do Dark Knight, não tenho dúvidas de que irão ficar amplamente satisfeitos com o resultado final de Batman Noël.