The Mandalorian T.2

A primeira temporada foi uma extraordinária surpresa, elevando a fasquia e a exigência dos fãs. Jon Favreau e Dave Filoni aceitaram o desafio e criaram uma segunda temporada que conseguiu superar todas as minhas expectativas.

O primeiro episódio coloca o nosso bounty hunter preferido numa batalha (épica) contra um Krayt Dragon, que culmina na obtenção de um item que moldará os eventos futuros da narrativa. Sem colocar spoilers, posso adiantar que a Razor Crest vai sofrer imenso nos episódios seguintes, especialmente numa missão em que Din Djarin terá de garantir a sobrevivência dos descendentes de Frog Lady.

A interligação entre as diversas séries do universo Star Wars continua a ser uma realidade, com a participação de Bo-Katan e Ahsoka Tano, para além de outros, que vou manter no anonimato. Tomamos igualmente conhecimento que Moff Gideon pretende estudar o sangue de The Child, alegadamente pelas suas propriedades únicas e a contagem rara de midi-chlorians que ostenta.

Ahsoka consegue estabelecer uma ligação à Força com a criança, revelando que o seu nome é Grogu e instrui Mando a deslocar-se ao tempo Jedi de Tython, para que possa encontrar um mestre disposto a treiná-lo. É nesta fase que uma série de eventos culmina numa batalha entre as forças de Gideon e Mando, que irá contar com a preciosa (e inesperada) ajuda de dois aliados poderosos.

Grogu acaba por ser raptado pelos Dark Troopers, uma unidade especial de dróides criados pelo Dr. Pershing e que são praticamente indestrutíveis. Os dois derradeiros episódios desta temporada abordam a preparação da missão de resgate, em que Mando recruta a ajuda de Bo-Katan, Koska Reeves, Cara Dune e os dois aliados que referi anteriormente.

Após um confronto brutal a bordo do cruzador imperial, os nossos heróis conseguem prevalecer, graças a uma ajuda inesperada, que muito possivelmente conclui o arco narrativo que envolve Grogu. A temporada termina num impasse, mas com claros indícios que irá focar-se na recuperação do planeta Mandalore. Confesso que gostaria imenso que o caminho seguido envolvesse a Death Watch e alguns dos eventos que ocorrem em Clone Wars.

Esta série é, sem dúvida, uma lufada de ar fresco, trazendo de volta a emoção ao universo Star Wars, após duas trilogias menos conseguidas. À data, temos confirmação de que a terceira temporada estreia em dezembro de 2021, embora estejam planeados inúmeros projectos para os próximos anos.

The Mandalorian T.1

No início de setembro subscrevi a Disney+, com o intuito de rever muito do catálogo da Pixar e Marvel, mas com o objetivo principal de acompanhar The Mandalorian, o mais recente projeto do Universo Star Wars, que cronologicamente situa-se cinco anos após os eventos de Return of the Jedi.

A narrativa é simples e descreve as aventuras de Din Djarin, mais conhecido como Mando, um caçador de recompensas que é confrontado com um dilema profissional, convertendo-o no guardião de The Child, uma criatura muito semelhante a Yoda e que aparenta ter ligação à Força.

Ao longo dos episódios vamos conhecendo a cultura dos Mandalorian e acompanhando as aventuras de Djarin, que é forçado a aceitar missões secundárias, como forma de sobrevivência. O que mais aprecio é o feeling de western espacial, em que o herói solitário vai superando desafios e encontrando aliados para uma batalha final, que ocorre nos dois últimos episódios da primeira temporada.

As personagens de Greef Karga, Kuiil, IG-11 e Cara Dure são essenciais para o desfecho final, assim como para lançar a premissa para a segunda temporada, que irá estrear no próximo mês de novembro. E como em qualquer narrativa que se preze, o vilão (Moff Gideon) é simplesmente soberbo.

A Disney tem acertado pouco nos últimos anos, no que diz respeito ao universo Star Wars (com excepção de Rogue One e The Clone Wars) mas tem nesta série um diamante por lapidar, que pode vir a converter-se numa referência essencial. Jon Favreau faz um trabalho extraordinário, conseguindo que o espectador crie laços de proximidade com as personagens, o que é essencial para o sucesso de qualquer projeto.

Recomendo sem hesitação que invistam tempo nos oito episódios de The Mandalorian, independentemente de serem fãs de Star Wars. Acreditem quando vos digo que não vão sentir-se desapontados.

Star Wars – The Rise of Skywalker

Três anos após a estreia da nova trilogia, este arco da narrativa chega à sua conclusão. O caminho seguido por Rian Johnson, em The Last Jedi foi tudo menos consensual, o que acabou, na minha opinião, por condicionar as decisões de Rise of Skywalker.

Começo por dizer que há muito fan service, com alguns regressos da trilogia clássica e uma participação especial, numa cena com Kylo Ren. A minha maior dificuldade com esta trilogia é o facto de pouco ou nada acrescentar ao universo em questão, embora a Disney tente (desesperadamente) fazer-nos acreditar que representa o final de uma saga épica.

Como sempre, vou evitar os spoilers mas posso adiantar-vos que não fiquei convencido com a decisão de converter (novamente) Palpatine no vilão principal, em detrimento de Snoke, que é das mais personagens mais enigmáticas desta nova trilogia. O caminho seguido para Rey e Kylo Ren é igualmente extraordinariamente previsível, com clichés e uma narrativa que evitar dar grandes explicações sobre temas relevantes.

Temos a adição de algumas personagens com carisma (Babu Frik, D-O e Zorii Bliss) e a presença esporádica dos clássicos (Lando, Leia e mesmo Luke) que conseguem elevar claramente a qualidade do filme. Confesso que fiquei preocupado com o primeiro acto, que é sustentado unicamente por cenas de ação e a necessidade de explicar o que aconteceu após The Last Jedi.

O segundo acto melhora substancialmente, influenciado pela presença de Poe e Finn, que são claramente as minhas personagens preferidas desta trilogia. Volto a frisar que aprecio o fan service e as pequenas pérolas que vão estando presentes, mas fico com a nítida sensação que JJ Abrams utiliza este filme para corrigir muitos dos erros cometidos no anterior, limitando os caminhos que poderiam e deveriam ter sido seguidos.

Como fã de Star Wars, anseio pela expansão da narrativas e dos arcos mas esta nova trilogia não me convence minimamente. Aliás, sou da opinião que sem a presença das personagens clássicas, estes filmes seriam uma desilusão completa, o que nunca é positivo. Kylo Ren consegue ser um vilão fantástico, sempre que tem o capacete colocado e Rey é uma personagem interessante mas que não consegue elevar o filme ao patamar seguinte.

Como referi, ficam inúmeras questões por responder mas no acto final, The Rise of Skywalker consegue ser competente. Mas ao analisar a trilogia, como um todo, torna-se difícil encontrar uma consistência de narrativa, ficando claramente a sensação de três filmes distintos, o que me leva a dar uma nota final bem mais baixa do que gostaria.

Espero que exista um hiato no universo Star Wars, no que diz respeito a filmes. Acredito que as séries serão o futuro imediato da saga, o que me leva a crer que existirá tempo e vontade para criar novas narrativas, que complementem este arco, como sucede à data com The Mandalorian.

Para terminar, convido-vos a partilhar a opinião. Qual é o vosso feedback acerca do filme?

Mediano
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