Doom Patrol T.1

Após uma curta participação em Titans, a Doom Patrol tem oportunidade de brilhar na sua própria série. Apesar das personagens de Robotman, Negative Man e Elasti-Woman serem interpretados pelos mesmos actores, esta narrativa ocorre numa realidade distinta, em que o vilão é Mr. Nobody, interpretado por Alan Tudyk.

A restante equipa é formada por Crazy Jane e Cyborg (sim, o membro da Justice League), sendo The Chief o seu líder. Preparem-se para algo completamente diferente do que estão habituados em termos de super-heróis. Estamos perante uma equipa de rejeitados, que não eram boas pessoas e que se encontram numa situação difícil em termos psicológicos.

A narrativa é completamente louca mas assenta na premissa de resgatar The Chief das garras de Mr Nobody, um poderoso inimigo que após ser alvo de experiências científicas por parte dos nazis, parece ser capaz de viajar entre dimensões e quebrar a quarta dimensão. A prioridade é claramente o desenvolvimento das personagens, contando a história de cada um dos membros da equipa e mostrando os seus erros e receios mais profundos.

Ao contrário do que é habitual, vamos lidar com insucessos constantes e situações que chegam a roçar o ridículo, mas diria que o grande encanto de Doom Patrol é precisamente o facto de pensar “fora da caixa”. Como é habitual nestes artigos, evito colocar spoilers ou divulgar pormenores que possam comprometer a vossa experiência, mas posso adiantar que considero este projeto uma lufada de ar fresco por parte da DC.

Se procuram algo diferente e que vos cative, sugiro sem hesitação esta série. Reconheço que não é para todos, pelo seu tom jocoso e por vezes a ultrapassar o ridículo mas a realidade é que funciona de uma forma que chega a ser disfuncional. Gostei francamente da prestação de Alan Tudyk, bem complementado por Timothy Dalton e Brandon Fraser, dois actores que sinceramente não esperaria ver neste tipo de papel.

A segunda temporada está confirmada e estará disponível em 2020, via HBO Max.

Doom

Estive praticamente dois meses sem tempo para ir ao cinema mas agora desforrei-me. Curiosamente acabei por ver um fime que não me apelava particularmente, talvez por isso não tenha saído desiludido.

Refiro-me claro a Doom. Quem é que não conhece esse clássico dos videojogos, repleto de violência gratuita e monstros. O filme não é mau, tem muita e boa acção, está bem realizado e tem um pormenor fantástico a partir do momento em que se dá a “transformação” de Reaper. Não vou desvendar o segredo claro.

Para os revivalistas e também para quem gosta apenas de acção este filme é a não perder.