Fallout

A qualidade das adaptaçóes de videojogos tem deixado muito a desejar, no que diz respeito a filmes e séries. No entanto, o sucesso de The Last of Us fez-me ter alguma esperança neste projecto da Amazon Video.

Apesar de ter jogado os dois títulos iniciais, o meu conhecimento do IP era relativamente limitado, mas o primeiro episódio consegue envolver-nos neste universo, criando empatia pelas personagens introduzidas. Graham Wagner e Geneva Robertson-Dworet fornecem uma narrativa fluída, que vai dando contexto ao status quo actual, retratando uma sociedade em que os recursos sáo fundamentais para a sobrevivència.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que a narrativa decorre num futuro apocalíptico, em que a tecnologia aparenta ser proveniente da década de 50 ou 60. Existem duas façóes, que tentam localizar um cientista, que tem em sua posse algo que pode mudar o curso da História e que será revelado no final desta temporada.

As personagens principais são Lucy MacLean, uma habitante do Vault 33 , que tenta resgatar o seu Pai, Thaddeus, um escudeiro da Brotherhood of Steel e The Ghoul, um invulgar caçador de recompensas. Apesar de existirem outras narrativas relevantes, é a viagem destes três personagens que alimenta os primeiros oito episódios, que culmina numa batalha sangrenta e que lança os elementos necessários para a próxima etapa desta aventura.

O desenvolvimento das personagens é realizado em paralelo com o desvendar de momentos relevantes do passado, que vão acrescentando peças ao puzzle que compoe a narrativa de Fallout. Em termos de interpretaçoes, destaque para o fantástico Walter Goggins, sem esquecer Ella Purnell, que tem uma interpretação muito competente no papel de Lucy.

Aguardo ansiosamente pela segunda temporada, que terá a dificil missão de superar os primeiros oito episódios. Na minha opinião, este projecto pode vir a converter’se numa sẽrie de culto, se conseguir manter a qualidade demonstrada até ao momento.

Mission Impossible: Fallout

Três anos após a estreia de Rogue Nation, Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta para mais uma missão. Desta vez, a CIA vai estar envolvida na operação, com a inclusão forçada de August Walker (Henry Cavill).

A narrativa assenta na necessidade de recuperar ogivas nucleares, que estão na posse dos Apóstolos, uma organização criminosa criada após a queda de The Syndicate.

A acção é non-stop, como é apanágio da franchise e começa por levar-nos ao centro de Paris, onde vamos conhecer a White Widow, uma das partes envolvidas na transação das ogivas. Para complicar ainda mais a situação, Ilsa Faust tem ordens do Mi6 para eliminar Solomon Lane, levando a inúmeras perseguições de carro e motas, com uma fuga audaz de Hunt e Lane.

Benji e Luther complementam a equipa de forma soberba, com alguns apontamentos humorísticos, num filme que nos leva numa viagem alucinante de quase duas horas e meia. No segundo acto, Londres é a capital escolhida, com mais tiroteios e os clássicos exemplos de dissimulação, com stand offs dignos de um western dos anos 60.

O ritmo frenético permanece constante ao longo do filme, com o terceiro acto a levar-nos para a Índia, onde uma vez mais temos um twist, com a (inesperada) aparição de Julia, a ex-mulher de Hunt. É nesta altura que somos presenteados com a “típica” cena final, numa batalha que desafia as leis da gravidade, a bordo de um helicóptero. Como seria de esperar, o nosso herói acaba por prevalecer, embora sofra diversas mazelas, salvando uma vez mais o Mundo da aniquilação total.

Em conclusão, MI Fallout é um excelente filme de acção e mantém-se fiel à sua origem. E o mais inesperado é que consegue reinventar-se e aumentar a fasquia em cada aventura, o que não é fácil nos dias que correm.

Bom
75%