Ant-Man and the Wasp

O envolvimento de Scott Lang em Civil War teve duras consequências a nível pessoal e o primeiro acto mostra-nos precisamente essa realidade. Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym são foragidos da Lei, perseguidos pela SHIELD e o nosso herói tenta equilibrar a sua vida familiar e profissional, sem a preciosa ajuda do seu fato.

No entanto, Scott permanece ligado à Quantum Realm, existindo a possibilidade de Janet Van Dyne estar ainda viva nessa dimensão. Esta é a premissa inicial do filme, que vai juntar novamente a equipa, na busca pela mãe de Hope. Ainda no primeiro acto, vai aparecer um novo vilão, de nome Ghost, que parece conseguir mover-se entre várias dimensões, tornando-se numa ameaça muito real, complementada com Sonny Burch, um criminoso interessado em vender tecnologia no mercado negro.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com perseguições épicas (Micromachines ftw) e coreografias de luta soberbas, sempre com muito humor, algo que se tornou numa característica de Ant-Man. Gostei particularmente da Quantum Realm, que vai ser importante na narrativa de Avengers: Endgame.

A dinâmica de Ruud e Lilly é evidente e contribui para que a narrativa seja mais fluída, sendo igualmente relevante destacar as interpretações de Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, David Peña e Walter Goggins. Numa nota menos positiva, esperava mais de Hannah John-Kamen e Laurence Fishburne.

Em conclusão, esta segunda aventura de Ant-Man é superior ao original, embora permaneça num patamar inferior aos mais recentes projetos da Marvel (Ragnarok, GOTG2, Infinity Wars e Black Panther).

Mas se procuram entretenimento puro, com alguma comédia à mistura, este pode ser o filme ideal para começar o ano de 2019.

Mediano
70%

Venom

Após uma aparição em 2007, no terceiro filme do Homem-Aranha, a Marvel resolveu dedicar um filme inteiro a Eddie Brock e Venom. A narrativa vai acompanhar a saga da Life Foundation, uma empresa dedicada à colonização do espaço, que numa das suas missões de exploração consegue recolher formas de vida alienígena presentes num meteorito.

A viagem de regresso termina em tragédia, com uma violenta queda, em que um dos simbiotes (Riot) consegue fugir para uma zona populacional. Os restantes são levados para laboratório, onde começam a ser estudados, com o intuito de os integrar com um hospedeiro humano.

É nesta fase que somos apresentados a Eddie Brock, um jornalista especializado em desvendar escândalos, que vai investigar os misteriosos testes humanos realizados por Carlton Drake, o CEO da Life Foundation. Escusado será dizer que os acontecimentos que ocorrem levam a que Eddie se una a Venom, criando uma entidade dupla, que começa a aprender a lidar com os seus super poderes.

Essencialmente, Brock tenta ajudar Venom a regressar a casa, algo que é igualmente pretendido por Riot, mas que Drake tenta evitar a todo o custo, por entender que a evolução da Humanidade passa pela união simbiótica com estas criaturas. Sem colocar spoilers, ficamos a saber que existem motivações extra, o que origina uma luta titânica entre estas três fações.

Pessoalmente, considero que este filme é mediano, sobretudo quando comparado com os mais recentes projetos da Marvel. As interpretações são pouco memoráveis e a narrativa tem várias incongruências que condicionam a qualidade e fluidez da história.

Pelos motivos indicados, não posso recomendar Venom aos meus estimados leitores, que recebe a seguinte pontuação na escala que vou passar a utilizar em 2019.

Mediano
65%

Black Panther

Após uma curta aparição em Civil War, vamos conhecer a história do Príncipe T’Challa e a sua ascensão ao trono. A narrativa retoma o atentado que vitimou o seu Pai, o rei T’Chaka e apresenta-nos Wakanda em todo o seu esplendor.

Confesso que sempre considerei fascinante o conceito da nação mais poderosa e tecnologicamente mais evoluída do Mundo optar por se “camuflar” no continente africano, como um país de agricultores.

Mas passemos à minha opinião. Black Panther consegue ter quatro actos bem definidos, que nos apresentam na perfeição os heróis e vilões, assim como as suas motivações. Como é habitual, vou manter este texto livre de spoilers, mas realço uma narrativa muito dinâmica, com fortes referências culturais, que aposta numa banda sonora apropriada e no humor típico que tem marcado os últimos projectos da Marvel.

Paralelamente, vamos conhecer a “fonte” do poder de Black Panther, mais concretamente as ervas em formato de coração, que terão um papel relevante no desfecho desta primeira aventura. O casting é francamente soberbo, com destaque para Michael B Jordan, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Letitia Wright e Danai Gurira.

A simbiose entre a componente tecnológica e ancestral é alcançada na perfeição, fazendo de Black Panther um dos melhores filmes da Marvel dos últimos anos. Nota de destaque para os efeitos especiais e para as excelentes coreografias de luta.

Para terminar, recomendo vivamente a ida ao cinema e, como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca deste tema.