Black Panther

Após uma curta aparição em Civil War, vamos conhecer a história do Príncipe T’Challa e a sua ascensão ao trono. A narrativa retoma o atentado que vitimou o seu Pai, o rei T’Chaka e apresenta-nos Wakanda em todo o seu esplendor.

Confesso que sempre considerei fascinante o conceito da nação mais poderosa e tecnologicamente mais evoluída do Mundo optar por se “camuflar” no continente africano, como um país de agricultores.

Mas passemos à minha opinião. Black Panther consegue ter quatro actos bem definidos, que nos apresentam na perfeição os heróis e vilões, assim como as suas motivações. Como é habitual, vou manter este texto livre de spoilers, mas realço uma narrativa muito dinâmica, com fortes referências culturais, que aposta numa banda sonora apropriada e no humor típico que tem marcado os últimos projectos da Marvel.

Paralelamente, vamos conhecer a “fonte” do poder de Black Panther, mais concretamente as ervas em formato de coração, que terão um papel relevante no desfecho desta primeira aventura. O casting é francamente soberbo, com destaque para Michael B Jordan, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Letitia Wright e Danai Gurira.

A simbiose entre a componente tecnológica e ancestral é alcançada na perfeição, fazendo de Black Panther um dos melhores filmes da Marvel dos últimos anos. Nota de destaque para os efeitos especiais e para as excelentes coreografias de luta.

Para terminar, recomendo vivamente a ida ao cinema e, como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca deste tema.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.4

Os eventos da temporada anterior, com a perda de Lincoln na batalha contra Hive, deixaram marcas profundas. Coulson regressa à SHIELD como agente, fazendo parelha com Mack, com o objetivo de capturar Daisy, que é considerada uma terrorista.

Os acordos de Sokovia permitem que a organização volte a ser reconhecida pelo Governo, sendo liderada por Jeffrey Mace, que parece ter um modus operandi completamente diferente do seu antecessor. O Professor Radcliffe regressa igualmente na quarta temporada, tendo um papel importante em toda a narrativa (sem spoilers). Mas o grande destaque vai para Robbie Reyes, um mecânico hispânico que alberga uma entidade, que podem conhecer como Ghost Rider.

Sim, esta temporada está repleta de novidades, sendo esta uma das principais. Preparem-se para mudanças constantes, com as habituais traições e agendas escondidas, tendo como pano de fundo o Darkhold, um livro que fornece conhecimento paranormal e que abrange outras dimensões.

Gostei francamente das personagens de Aida, Reyes e Mace, que conferem uma dinâmica distinta à narratia. Como habitualmente, o ultimo episódio aguça o apetite para a aventura seguinte, prometendo uma escala ainda superior a esta quarta temporada. Diria que falta apenas interligar a série com a timeline cinematográfica da Marvel.

Recomendo que acompanhem esta série, que na realidade tem vindo a melhorar substancialmente nas duas últimas temporadas.

Spider-Man: Homecoming

Os leitores mais atentos do blog conhecem o meu desagrado com a escolha de Tobey Maguire para Homem-Aranha. Seguiu-se Andrew Garfield, que fez um trabalho admirável, apesar do segundo filme ser uma desilusão em termos de vilões.

A Marvel resolveu regressar ás origens neste reboot, escolhendo Tom Holland para o papel de um adolescente, que se encontra nas nuvens após a sua pequena contribuição ao lado dos Avengers, em Civil War. Peter acredita que será o novo protegido de Tony Stark, fazendo quase tudo para o impressionar. Homecoming mostra-nos a génese do nosso herói, que irá cometer vários erros e colocar sucessivamente as suas escolhas em causa.

Temos igualmente os dramas e a vida normal de um jovem de 14 anos em pleno liceu, que tenta ser popular e conquistar Liz, a sua primeira paixão. O filme está repleto de cenas cómicas e conta com o inevitável cameo de Stan Lee. Peter vai ter como antagonista Adrian Toomes, mais conhecido por Vulture, que está longe de ser um vilão comum, provando ser um adversário digno de respeito.

Destaque para a participação de Happy e a forma como Tony Stark encarna a figura paternal de Peter, substituindo Ben Parker, com conselhos repletos de sabedoria. Confesso que gostei bastante deste filme, que nos apresenta um Spider-Man muito próximo á BD com que cresci, conseguindo equilibrar acção e narrativa. No global, são 130 minutos de grande qualidade e que apresentam duas cenas pós-créditos finais, que não devem perder.