Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.

X-Men Apocalypse

Bryan Singer traz-nos a história de Apocalypse, o primeiro mutante da História e quiçá o mais poderoso de todos. Após um longo período em que esteve aprisionado nos destroços de uma pirâmide, En Sabah Nur desperta, iniciando a sua missão de purificar o Mundo, começando por o destruir.

Para o ajudar na tarefa, vai recrutar quatro aliados (Angel,  Magneto, Psylocke e Storm), amplificando os seus poderes, com o intuito de lhe garantirem a protecção necessária para levar os seus planos até ao fim. Do outro lado, temos o Professor Xavier, que conta com a ajuda de uma equipa de jovens X-Men (Mystique, Jean Grey, NightCrawler, Cyclops e Beast).

Gostei imenso da primeira metade do filme, que tem uma narrativa fluida e focada no desenvolvimento de personagens, ficando a acção para o segundo acto (coincidiu com o intervalo). É muito interessante assistir à transformação de Magneto, após a morte da sua família, assim como a mudança de perspectiva do Professor Xavier, após a batalha com Apocalypse. As cenas de acção estão muito bem conseguidas e claro, temos uma curta aparição de Wolverine, que dá sempre aquele toque extra de classe.

Sem colocar spoilers, fiquei agradado com quase todos os pormenores, excepção feita à batalha final, que me pareceu algo fraca, em comparação com resto do filme. Michael Fassbender, na minha opinião, é a grande figura em termos de interpretação, embora tenha gostado imenso da presença de McAvoy e o humor de Evan Peters.

No global, estamos perante mais um bom filme da Marvel, que fecha esta trilogia numa nota alta, ao contrário do original. Resta saber se teremos mais aventura desta nova “geração de actores”.

Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos, dado que temos um teaser ao próximo filme de Wolverine, que deverá ter Nathaniel Essex como vilão.

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.