Artfx Capitão America 1/10

Como sabem, sou um modesto e moderado coleccionador de action figures, cujo espólio tem sofrido várias alterações com o passar dos vários anos. Dado que estou a planear realizar vários updates a médio prazo, resolvi partilhar convosco a mais recente aquisição: Capitão America da Artfx.

Gosto bastante do detalhe e dos pormenores da pintura, aliás a Kotobukiya é de longe a maior fornecedora da minha colecção, dado que alia qualidade a um preço bastante razoável. Sem mais demoras, deixo-vos algumas fotos. caso tenham dúvidas e questões utilizem a caixa de comentários.

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Ant-Man

Desde a primeira aventura dos Avengers que ficou claro que a personagem de Hank Pym seria uma figura secundária nesta apresentação de Ant-Man, o que pode desiludir os fãs mais puristas da BD. Michael Douglas interpreta um Dr Pym na sua fase descendente, em que tenta esconder os segredos da sua fórmula e manter o Mundo mais seguro. Porém, o seu protegido Darren Cross consegue desvendar parte do enigma e cria um fato militar, de nome Yellow Jacket.

Perseguido pela morte da sua esposa, Wasp, o Dr Hank vai recrutar e treinar Scott Lang, um ex-condenado responsável por roubos a grandes empresas, sempre numa perspectiva digna de Robin Hood. Pelo meio, temos Hope Van Dyne, a filha de Pym, que vive amargurada com a morte da Mãe e consequente relação de distância com o Pai, agravado pelo facto de discordar dos seus métodos, mais concretamente da escolha de Lang.

Ant-Man tem um bom enredo, com desenvolvimento de personagens e um humor fantástico. A relação que se cria entre Lang e Pym ajuda a elevar a qualidade da narrativa, que é bem complementada com acção e muitas ligações ao Universo Marvel. Darren Cross é um vilão consistente e Luis, Dave e Kurt dão o toque de comédia constante e que assenta que nem uma luva. A minha única insatisfação é referente à batalha final, que é curta, apesar de apresentar momentos únicos.

Paul Ruud entra muito bem no papel de Scott Lang, humanizando bastante a personagem, o que confesso ter sido inesperado. No global, fiquei agradado com o filme e recomendo a ida ao cinema. Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas curtas com ligação ao próximo Capitão America.

Avengers – Age of Ultron

A estreia dos Vingadores foi simplesmente épica, colocando a fasquia num patamar bastante elevado. Nesta segunda aventura, Josh Whedon traz-nos Ultron, um dos meus vilões preferidos, o que me deixou extremamente entusiasmado com o resultado final. Face à dificuldade em garantir a licença para Ant-Man (algo que levou tempo e impossibilitou a sua presença neste filme) foram obviamente realizadas algumas alterações na narrativa, o que não afecta de forma alguma a qualidade do filme mas cria claramente algumas limitações.

Age of Ultron é uma ponte para os vários filmes que se seguem (Capitão America – Civil War, Thor – Ragnarok e Avengers Infinity Wars), sendo necessário explicar alguns pontos, realizar alguns teasers e justificar a saída de algumas personagens. Como sempre, vou evitar os spoilers, mas podem contar com algumas menções a filmes como Black Panther e mensagens subtis ás lutas que se seguem, sobretudo quando Wanda Maximoff (Scarlet Witch/Red Scarlet) entra na cabeça dos membros dos Avengers.

As cenas de acção são excelentes, com destaque para a batalha inicial, a luta entre Hulk e IronMan e o combate final contra Ultron. No que diz respeito à narrativa, existem várias falhas, sobretudo porque duas horas e vinte minutos são insuficientes para condensar toda a informação necessária, na minha modesta opinião. Inicialmente Josh Whedon tinha três horas e meia de filme, que tiveram de ser editados e reduzidos para garantir o sucesso comercial nas salas de cinema e nota-se a ausência de certas cenas no produto final. Algum do humor continua a estar presente, nomeadamente nos debates entre os membros dos Vingadores, no sentido de decifrar o segredo para levantar Mjolnir. E no que diz respeito ao martelo… vai existir uma cena muito interessante no decorrer do filme.

No global, Age of Ultron cumpre o prometido mas não atinge o patamar do primeiro filme, muito provavelmente pelo facto de ser uma etapa para algo que será verdadeiramente épico (Infinity Wars). A personagem de Vision é interessante mas ainda não me convenceu por completo, apesar de me ter deixado entusiasmado para os próximos filmes. Existe uma cena final, que passa alguns minutos após os créditos e que envolve Thanos.

Segue-se Ant-Man na minha lista de filmes da Marvel e espero que seja uma agradável surpresa.