Murder Mystery

Adam Sandler e Jennifer Aniston são o duo improvável que lidera o elenco de Murder Mistery, uma comédia policial em que o casal Spitz tenha descobrir o responsável pelo assassinato do milionário Malcolm Quince.

A narrativa começa por nos apresentar Nick, um polícia que tenta desesperadamente chegar a detective e Audrey, uma cabeleireira que aspira a uma vida com mais glamour. No aniversário de casamento e de forma a satisfazer os desejos da sua esposa, Nick opta por realizar uma viagem pela Europa.

A bordo do voo, Audrey conhece o Visconde Charles Cavendish, que os convida para o iate da família, no sentido de conhecerem a sua disfuncional família. Na primeira noite a bordo, Malcom Quince informa os familiares que vai alterar o seu testamento, deixando a totalidade da fortuna à sua jovem esposa.

Escusado será dizer que o assassinato ocorre nesse momento, convertendo o casal Spitz nos principais suspeitos. A partir dessa altura os crimes sucedem-se, envoltos em mistério e alguma comédia, o que proporciona situações caricatas e algumas gargalhadas.

Existem obviamente vários clichés mas a realidade é que Murder Mistery foi uma agradável surpresa, estando prevista uma sequela.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas convido-vos a investir 97 minutos nesta produção Netflix , que tem um elenco secundário muito interessante, com destaque para Luke Evans, Gemma Artenton, Adell Akhtar e Danny Boon.

Mediano
65%

Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.

Locke & Key T.1

Baseado na obra de Joe Hill e Gabriel Rodriguez, Locke & Key conta-nos a história de uma família que tenta ultrapassar a perda de Rendell Locke, que foi assassinado por um dos seus alunos, Sam Lesser.

De forma subtil, vamos conhecendo os membros da família e a forma como escolheram lidar com a dor. Nina Locke, a mãe, resolve mudar-se de Seattle para Matheson, para recuperar a casa de família dos Locke e vender, para obter o lucro necessário para recomeçar noutro local.

Bode, o filho mais novo, vai explorar a mansão e começa a encontrar uma série de chaves, que aparentam ter propriedades mágicas. Para tornar a narrativa ainda mais interessante, surge uma mulher (Dodge) no poço da casa, que aparenta ter uma agenda própria no que diz respeito a estas chaves.

Bode explica aos seus irmãos, Tyler e Kinsey, a utilidade das chaves encontradas e mais tarde, também a sua mãe acaba por ter conhecimento. O facto mais curioso é que os adultos não conseguem manter qualquer lembrança sobre as chaves, por motivos que acabam por não ser revelados nesta primeira temporada.

Ao longo dos episódios seguintes, vão sendo encontradas mais chaves, com propriedades perigosas e Dodge consegue libertar-se do poço, ficando com a grande maioria dessas chaves para si. Com a ajuda da chave da mente e das lembranças, os jovens Locke conseguem criar contexto para os eventos do passado e decidem lutar contra esta estranha entidade, que pretende obter a Omega Key, que lhe permite abrir um portal para uma dimensão paralela, habitada por demónios.

Em termos de personagens, a narrativa está bem conseguida, com alguns momentos repletos de humor. Gostei francamente do grupo de fãs de Savini e a sua interação com Kinsey Locke, que será relevante para o desfecho da temporada. Adicionalmente, discordo de algumas decisões tomadas, mas vou manter este artigo livre de spoilers. No derradeiro episódio, ficamos num gigantesco impasse, como deve ser, que lança uma premissa interessante para os eventos futuros.