Hero Mask T.1

O Netflix tem sido o meu repositório mais frequente em termos de conteúdo anime. Recentemente, tive oportunidade de ver a primeira temporada de Hero Mask e resolvi partilhar a minha experiência convosco.

A narrativa decorre numa versão alternativa de Londres, em que vamos acompanhar James Blood, um agente da divisão SSC (Special Service of Crime), que investiga casos de crime organizado extremo. A série é escrita e realizada por Hiroyasu Aoki e retira inspiração clara da personagem de James Bond, assim como dos clichés dos heróis de ação dos anos 90.

Tudo começa com o assassinato de Monica Campbell, que coincide com a sua investigação à LIVE Corporation. Posteriormente, a esquadra das forças policiais é atacada por um inimigo de James Blood, que deveria estar morto mas que ostenta uma estranha máscara, que lhe fornece resistência às balas e uma força sobrenatural.

Esta premissa vai lançar uma investigação acerca desta máscara, que se revela uma peça de tecnologia altamente evoluída e que tem ligações evidentes com a LIVE. Blood une esforços a Sarah Sinclair, a protegida de Monica Campbell, que jura levar os responsáveis à justiça.

A série está bem conseguida, resultado de uma história envolvente e que se foca bastante no desenvolvimento de personagens. O ritmo nem sempre é o ideal, mas Hero Mask brilha na forma como consegue envolver-nos na busca da verdade. Não sendo brilhante, diria que foi positivo o suficiente para me convencer a investir na segunda temporada, que estreia a 23 de Agosto de 2019.

The Defenders

O universo Marvel que foi criado na Netflix é fascinante e The Defenders continua a explorar a temática da organização criminosa The Hand, levando-nos finalmente a conhecer as suas verdadeiras intenções. Os primeiros episódios são dedicados a enquadrar a narrativa, envolvendo inicialmente de forma indireta todos os heróis, que acabam por formar uma equipa disfuncional mas focada em salvar a cidade de Nova Iorque.

Vamos igualmente conhecer os cinco dedos da Mão, que é liderada por Alexandra (Sigourney Weaver), assim como os segredos para a aparente imortalidade dos seus membros. A narrativa central assenta na necessidade de capturar Danny Rand, que aparenta ser a chave necessária para desbloquear algo místico que The Hand pretende obter.

Com o objetivo comum de travar a destruição de Nova Iorque, Jessica Jones, Luke Cage, Daredevil e Iron Fist juntam forças, com a ajuda de Stik, o velho mestre de Matthew, que está infimamente ligado à história de K´un Lun e Danny Rand.

Pessoalmente, gostei bastante desta série, dado que combina múltiplas personagens das séries da Marvel, num puzzle que lentamente vai sendo construído e que, de forma inteligente, lança algumas premissas interessantes  para a terceira temporada de Daredevil e a segunda de Luke Cage e Iron Fist.

Vou evitar os spoilers mas posso adiantar que o antagonista principal é uma personagem importante do universo Marvel, infimamente ligado a Daredevil e que as coreografias de luta estão extremamente bem conseguidas. Por último, salientar o quão bem funciona a disfuncionalidade entre os membros da equipa, que apresentam visões e princípios opostos, mas que no final acabam por unir esforços para derrotar a Mão, após uma batalha épica nas catacumbas de Midland Circle.

Supergirl T.4

A quarta temporada vai introduzir uma panóplia de novas personagens, assim como tomar algumas decisões que pouco acrescentam à narrativa. O DEO está a passar por profundas mudanças e o receio da Humanidade para com os extra-terrestres atinge um máximo histórico, o que fomenta o aparecimento de movimentos radicais.

É nesse contexto que vamos acompanhar a subida ao poder de Ben Lockwood, um modesto professor de História que se vai converter no líder da organização Sons of Liberty. Kara vai lidar com problemas pessoais, que a forçam a tomar decisões complexas para defender a sua identidade secreta.

Em termos de narrativa, o enredo é francamente mais complexo nesta temporada, o que faz sentido tendo em conta os desenvolvimentos dos últimos seis episódios. Contem com o aparecimento de Otis e Mercy Graves, assim como de Manchester Black, que acabam por ser os catalisadores de mudanças que afectarão Supergirl e o Martian Manhunter.

Sensivelmente a meio desta temporada, vamos ter o aparecimento de mais uma heroína (Dreamer) que irá fazer parte da equipa e ter uma relação curiosa com Brainy. O Haruo-El acaba igualmente por ser uma componente crucial para o desfecho desta temporada, que deixa deliberadamente “pontas soltas”, sobretudo no que diz respeito a Lena Luthor, Brainy e à organização Leviathan.

Como vem sendo hábito, a última cena lança a premissa para um dos prováveis vilões, que é libertado na Terra por The Monitor. Pessoalmente, considero que esta temporada tem algumas ideias interessantes, sobretudo no que envolve a família Luthor e a Red Daughter. Gostaria de que as personagens de Manchester Black e Agent Liberty tivessem sido mais relevantes e no global diria que gostei mais da temporada anterior. Há no entanto muito potencial para recuperar o tempo perdido, ao contrário do que vi em The Flash e Green Arrow.