Mais um título europeu!

Uma das minhas modalidades preferidas é sem dúvida o hóquei em patins, muito por “culpa” das enormes selecções que apresentámos nos anos 90. Nomes como Paulo Alves, Pedro Alves, Vítor Fortunado, Paulo Almeida, Rui Lopes, Filipe Santos e Luís Ferreira, para citar alguns, elevaram Portugal ao topo do hóquei mundial.

Seguiu-se um vazio de dezoito anos em termos de Europeu e de treze (até ao momento) relativamente a Mundiais, em que apresentámos bons jogadores mas falhámos enquanto equipa. Com a grande aposta na formação da última década, em que temos vindo a ganhar títulos em quase todos os escalões, tinha toda a confiança que seria apenas uma questão de tempo até voltarmos ás grandes conquistas.

Ontem conseguimos levantar o troféu em Oliveira de Azeméis, sob o comando de Luís Sénica, que apostou numa convocatória assente na juventude e experiência do duo Ricardo Barreiros/ Reinaldo Ventura. Foi um título justo, sendo que acrescentou o bónus de termos goleado por 6×2 o Campeão da Europa (Itália) e a rival Espanha.

2016 está a revelar-se um ano de ouro para o desporto português, mas com particular destaque para o hóquei, onde conseguimos o título europeu em selecções e clubes (SL Benfica). E para esta temporada, o campeonato português promete, com quatro equipas a apresentar plantéis fortíssimos.

Agora que estamos no caminho certo, estou confiante que podemos conquistar à Argentina o título mundial.

Euro 2016

Temos apresentado selecções de elevado nível nos últimos anos, embora sem resultados dignos de assinalar. Por esse motivo, as escolhas de Fernando Santos não me inspiraram particular confiança, pelos motivos que descrevi no artigo em questão.

Ficámos inseridos num grupo acessível, mas que nos causou muitas dificuldades, resultando em três empates, com exibições muito pouco convincentes. O futebol apresentado era defensivo e muito dependente de iniciativas individuais dos jogadores mais criativos, o que não antevia nada de positivo para o embate com a Croácia.

A realidade é que ultrapassámos os croatas, os polacos e os galeses, atingindo a final de Paris, frente à anfitriã França. E foi nessa altura que a selecção escreveu a sua página mais importante até à data. Num jogo épico, sofremos uma pressão asfixiante durante 70 minutos, perdemos CR7 ainda na primeira meia hora e sofremos um remate ao poste nos descontos do tempo regulamentar. A entrada de Éder para o lugar de Renato Sanches revela-se decisiva, com um golo aos 109 minutos, num remate fantástica a mais de 20 metros da baliza.

Portugal sagra-se campeão europeu, pela primeira vez, com o futebol menos atractivo dos últimos 20 anos. Fernando Santos foi o grande mentor de algo em que poucos acreditaram mas merece todo o meu respeito. Enquanto equipa, fomos quase perfeitos, mas parece-me justo destacar Raphael Guerreiro, Rui Patrício, Pepe e Renato Sanches, que foram absolutamente decisivos em determinados jogos.

A recepção foi apoteótica e merecida para esta selecção. No entanto, continuo a acreditar que podemos jogar mais e melhor, sobretudo com a enorme qualidade nos jovens que estão a despontar nos clubes portugueses. Dito isto, força Portugal e obrigado por este título inesquecível.

O Pedido de Perdão

O jogo de futebol entre Portugal e Inglaterra ficou marcado pela entrada (duríssima) de Bruno Alves, que podia ter criado o fim da Aliança Inglesa.

O curioso foi que no preciso momento de tal ocorrência, surgiu o anúncio do Licor Beirão como pano de fundo no placard publicitário. Há que dar os parabéns à equipa de marketing por detrás desta campanha. Absolutamente genial.