The Walking Dead T.5

Rick e o grupo decidem realizar a viagem para Washington, na perspectiva de ajudar Eugene a salvar o Mundo do apocalipse zombie. No entanto, as dificuldades serão muitas, com particular destaque para um ataque dos sobreviventes de Terminus. Vão existir mortes e adições ao grupo, como tem sido frequente ao longo das temporadas, mas parece-me importante destacar o Padre Gabriel Stokes, uma personagem enigmática e que traz algo novo para o enredo.

Quando o cenário aparenta ser o mais negro possível, com escassez de comida e água, um inesperado visitante faz-lhes a proposta de integrar a comunidade de Alexandria, uma cidade fortificada e que apresenta os recursos necessários para garantir a sobrevivência do grupo.

Como sempre, surgem os problemas pessoais, os dilemas morais e criam-se facções, que podem levar à quebra da estabilidade nesta pacata cidade. Essencialmente, somos confrontados com o facto de os habitantes de Alexandria não estarem preparados para o mundo actual, sobretudo com a necessidade de tomar decisões em função do que é melhor para o todo.

A temporada conclui com a chegada de Morgan à cidade e com a mudança de atitude nos líderes de Alexandria, antevendo grandes alterações na narrativa. E confesso que estou curioso para saber como Michonne e Sasha vão superar alguns dos dilemas morais e psicológicos que enfrentam.

The Walking Dead T.2

A segunda temporada traz de volta a luta pela sobrevivência deste grupo, que se foca inicialmente no desaparecimento de Sophia na floresta. Temendo o pior, Rick conduz as buscas e numa das incursões, Carl acaba por ser atingido involuntariamente por Otis, um residente local que andava a caçar veados.

Um dos pontos fortes de Walking Dead é a narrativa, pelo que Hershel se torna fundamental, representando uma nova esperança para Rick e restantes sobreviventes. A quinta está praticamente imaculada, permitindo refúgio, descanso e alguma paz. No entanto, a permanência do grupo não é uma opção para Hershel, que aguarda pela recuperação de Carl.

Paralelamente, vão decorrendo as buscas por Sophia e Shane começa a debater-se com alguns demónios pessoais (sem spoilers). É extremamente interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, nomeadamente Daryl e Glenn, que passam a ter uma importância maior no seio do grupo.

Dale continua a ser a consciência colectiva e Shane parece mais agressivo que nunca, sobretudo após saber que Lori está grávida. Como não podia deixar de ser, vão existir mortes, traições e um gigantesco ataque de zombies, que resultam no abandono da quinta no final da temporada. O grupo vai reorganizar-se, com algumas baixas e segue em frente, com a liderança de Rick, que começa lentamente a mudar o seu comportamento após um evento que permanecerá em segredo, para evitar spoilers.

Para terminar, esta segunda temporada foi muito interessante e termina com muitas variáveis por determinar. Qual será o pano de fundo para a terceira temporada? Como irão lidar com as perdas? E sobretudo, como vai ser a liderança de Rick? Todas estas questões serão abordadas por mim nos próximos meses, pelo que fiquem atentos.

World War Z

Considero Brad Pitt um bom actor mas confesso ter ficado surpreendido com a sua escolha para este filme. Afinal de contas, World War Z faz parte da minha lista de 2013 mas não deixa de ser uma adaptação da obra de Max Brooks, focando especificamente o apocalipse zombie. Esta produção deveria ter estreado em 2012 mas devido a sessões de screening com resultados desastrados, foi adiado e reformulado, com novas cenas.

Um dos pontos que me aguçavam a curiosidade era precisamente a forma como seria conduzido o enredo, dado que a novela gráfica não tem um herói específico, sendo uma espécie de documentário, narrado por diversas pessoas, de países diferentes. No fundo, acabamos por ter uma ideia da invasão zombie, de perspectivas religiosas e políticas completamente antagónicas, algo que não foi duplicado neste filme.

Confesso que gostei de World War Z, que apesar de não ser brilhante, é sólido e tem um bom enredo. Existe apenas uma personagem principal, cuja missão é identificar a origem da epidemia zombie,  percorrendo zonas dos EUA, Coreia, Israel, Escócia e Gales. O equilíbrio entre acção e narrativa é muito bom, evitando alguns dos habituais clichés neste tipo de filmes. Nota-se que existiu a preocupação de demonstrar a dimensão da “tragédia”, humanizando bastante o “herói” e os constantes obstáculos. É evidente que existem algumas cenas “impossíveis”, típicas de Hollywood mas no geral é um filme que tenta retratar de forma real e honesta um possível apocalipse.

Penso que não é um filme para todos, apesar de estar numa sala repleta, o que demonstra o interesse que o tópico suscita (Walking Dead fez maravilhas pelo género), dado que esta abordagem é completamente diferente. Mas gostei de World War Z, refutando algumas das críticas que li, que o consideravam “medíocre e sem interesse”.

Para terminar, apenas um pequeno spoiler: quanto terão pago a Matthew Fox para interpretar esta personagem secundária? É que entra talvez em 3, 4 minutos do filme, repartido por meia dúzia de cenas.