Star Trek: Strange New Worlds T.1

A décima primeira série do universo expandido de Star Trek traz-nos de volta o capitão Pike, uma figura icónica da série original , mas que foi igualmente relevante no desfecho da segunda temporada de Star Trek Discovery, dando origem a este spin-off.

Ao longo de dez episódios vamos acompanhar as aventuras da tripulação da USS-Enterprise, que irão deparar-se com ameaças constantes e que colocarão à prova a sua resiliência. O fan service é digno de registo, reintroduzindo personagens icónicas como Christine Chappel, Nyota Uhura e Joseph M’benga, que complementam as novas caras, das quais destaco La’an Noonien-Singh, Erica Ortegas e Hemmer.

Após os eventos que ocorrem a bordo da Discovery, o Capitão Pike tenta lidar com a visão que obtém no Mosteiro de Boreth. Para tal, conta com o apoio de Spock e Una Chin-Riley, que irão ajudá-lo a lidar com o peso da responsabilidade de conhecer o seu futuro.

Esta primeira temporada desenvolve de forma muito competente os principais elementos da tripulação, mais especificamente os seus receios e vulnerabilidades, criando um lanço importante para com os espectadores. A narrativa foca-se no Capitão Pike, embora tenha episódios dedicados a explorar o segredo do Dr.M’Benga e Una Chin-Riley, a relação de Spock e T’Pring e uma raça denominada como os Gorn, que está associado a um dos episódios mais icónicos da série original.

Destaco os derradeiros episódios, que são repletos de ação e introduzem duas personagens da série original, que ficarão para já no anonimato. Gostei francamente de Strange New Worlds e das premissas introduzidas, que serão exploradas em 2023, aquando do lançamento da segunda temporada. A simbiose entre personagens icónicas e novas adições é quase perfeita, conferindo uma dinâmica inovadora e que eleva o meu nível de interesse.

Estamos sem dúvida perante uma série de qualidade, que recomendo sem hesitação para todos aqueles que são fãs de Star Trek, mas igualmente para quem procura uma boa série de ficção científica.

Flash T.7

Lamentavelmente este projeto tem vindo progressivamente a perder qualidade e a sétima temporada mantém esta tendência. A narrativa continua a ser repetitiva, o que, em certas ocasiões, resulta numa espiral que nos remete para situações com que a equipa já lidou no passado.

No que diz respeito a antagonistas, temos o fecho de ciclo com a Black Hole, assim como o aparecimento de três personagens (Fuerza, Deon e Psych), que estão ligados a Barry e à Speed Force. Adicionalmente, os derradeiros episódios da temporada ficam reservadas a GodSpeed, que tem um plano para alterar o futuro.

Há uma tentativa de explorar as personagens secundárias da Team Flash, mais especificamente Cecile, Allegra e Chester P Runk, que funciona nalguns episódios, sendo no entanto insuficiente para captar a minha atenção. Contem igualmente com alguns regressos (Nora, Jay Garrick, Wells, Diggle e Sue) e a saída de mais uma personagem icônica da equipa.

Felizmente está confirmado que a oitava será a derradeira temporada desta série. Honestamente, tomei a decisão de continuar a acompanhar The Flash, mas recomendo apenas as primeiras três temporadas, que são claramente as melhores. Gostaria no entanto de obter o vosso feedback sobre este tema. Estão entusiasmado com o rumo da narrativa? Discordam por completo da minha opinião?

Pacific Rim: The Black T.2

Ao longo de sete episódios, vamos acompanhar o desfecho da aventura de Hayley, Taylor, Mei e Boy. No último episódio da primeira temporada, ficámos a conhecer o segredo de Boy, algo que será explorado de forma minuciosa.

A introdução das Sisters of the Kaiju é fundamental em termos narrativos. Essencialmente, estamos perante um culto religioso que infeta Boy com uma carraça Kaiju, com o objetivo de iniciar a destruição da Humanidade. Os nossos jovens heróis acabam por escapar, seguindo na direção de Never-Never Valley, onde pretendem solicitar a ajuda de Bunyip-man, um humano que vive em harmonia com os monstros.

Como é habitual, evito os spoilers, embora possa adiantar que teremos o regresso de Shane, assim como uma batalha épica com inúmeros Kaiju, que são controlados pela Sisters. Temos igualmente várias disputas entre os três jovens, que discordam da abordagem a adoptar, no sentido de garantir a sua sobrevivência. Adicionalmente, vamos descobrir o destino dos pais de Hayley e Taylor, numa segunda temporada repleta de ação e momentos marcantes.

Esta é a derradeira temporada de The Black, que narra a viagem dos três jovens, a bordo do Atlas Destroyer, em conjunto com The Boy, um híbrido que os ajuda a alcançar a base de Sydney. Pelo meio, teremos inúmeros sacrificios e uma batalha com um Kaiju de Categoria VI, que terá sido responsável pela destruição de inúmeros Jaegers.

Esta série foi uma adição interessante ao universo de Pacific Rim e abre a porta para que outras histórias possam ser contadas. Acredito que o género de animação possa ser a solução indicada para sabermos mais acerca da luta entre Kaiju e Humanos, embora não existam planos para um spinoff.