Black Adam

O décimo primeiro filme da DCEU introduz Teth-Adam, o herói de Kahndaq. O primeiro acto transporta-nos para 2600 AC, uma era controlada pelo Rei Ahk-Ton, que ambicionava criar a Coroa de Sabbac, com o objetivo de controlar o planeta. Os seus planos acabam por ser frustrados, graças a uma revolta, liderada por um jovem escravo, que irá converter-se numa arma do Concílio dos Deuses, à semelhança de Shazam.

Após esta introdução, a narrativa regressa aos tempos modernos, permitindo-nos acompanhar Adrianna Tomaz, uma arqueóloga e lutadora pela liberdade, que pretende localizar a coroa e desvendar os seus segredos. O seu irmão Karim, com a ajuda de Samir e Ishmael, localizam o artefacto, mas, são facilmente capturados pelo Intergang, a organização terrorista que controla a zona. Quando tudo parece perdido, Adrianna consegue libertar Teth-Adam, que facilmente derrota os mercenários.

O segundo acto traz-nos a Justice Society, que é incumbida de capturar Adam, a pedido de Amanda Waller. Adicionalmente, vamos obter mais informação do passado do nosso herói, que começa a criar uma ligação estreita com Amon, o filho de Adrianna. Sem colocar spoilers, posso adiantar que a maior parte dos eventos é terrivelmente previsível, o que diminui a experiência global associada a este filme.

No entanto, parece-me relevante destacar as cenas de ação, que estão repletas de humor, assim como a presença carismática de Hawkman e Doctor Fate. O vilão desta narrativa está longe de ser épico mas cumpre a sua função, à semelhança de Cyclone e Atom Smasher, que são os membros secundários desta equipa da Justice Society.

O derradeiro acto garante a redenção necessária de Teth-Adam, que se converte no herói que Kahndaq necessita. É igualmente explicado o motivo para a designação de Black Adam e, no final, temos a mítica cena pós-créditos com o Super-Homem, representado por Henry Cavill.

No global, estamos perante um filme mediano, que garante entretenimento, embora acrescente pouco a este universo. A recente contratação de James Gunn, com a consequente reestruturação implica o cancelamento deste e vários outros projetos, o que me deixa algo apreensivo pelo futuro imediato do universo cinematográfico da DC.

Mediano
70%

Sky Sharks

Recordo-me de ter partilhado este projeto em 2016, acreditando que existia potencial para converter-se em algo especial, dentro do género, à semelhança do que aconteceu com a saga Sharknado.

A primeira sequência do filme é absolutamente épica, introduzindo nazis zombies, a voar montados em tubarões alterados geneticamente. Lamento informar que tudo o que ocorre a partir desse momento é medíocre. Sky Sharks falha em conseguir atingir aquele patamar de “tão mau que se converte em algo bom”. Existem cenas ridículas e que vão arrancar uma gargalhada mas não é algo que consiga recomendar, mesmo para os fãs do género.

De qualquer forma, vou partilhar a premissa, que consiste na descoberta de um laboratório nazi, na Antártida. Acidentalmente, os cientistas libertam uma arma química, que tem o poder de alterar geneticamente os soldados e tubarões que se encontram a bordo de um navio de guerra.

A família Richter, que tem fortes ligações ao Governo é encarregue de resolver esta questão, lançando Angelique e Diabla numa batalha épica contra estes nazis, que pretendem cumprir o seu propósito e conquistar o Mundo. As interpretações são terríveis e em termos de elenco tenho de destacar a presença de Tony Todd, no papel (secundário) de Major General Frost.

Conforme mencionei, o potencial existe mas este projeto vai cair facilmente no esquecimento. Não percam 102 minutos da vossa existência com este filme.

Mau
30%

The Gray Man

A obra literária de Mark Greaney foi adaptada ao cinema, com a colaboração dos irmãos Russo. O elenco é de peso, com destaque para Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Jessica Henwick, Regé-Jean Page, Wagner Moura, Julia Butters e  Billy Bob Thornton.

A premissa narrativa está longe de ser inovadora, mas introduz uma equipa secreta da CIA, denominada como Programa Sierra. O perfil dos agentes contratados é assente em  ex-condenados, com poucas raízes familiares e susceptíveis ao treino militar implementado.

Após uma breve introdução, temos um salto cronológico de 18 anos, que introduz uma missão em Banguecoque, que não corre de acordo com o planeado. O alvo é um agente (Sierra Four) que antes de ser assassinado, entrega a Ryan Gosling (Sierra Six) uma pen drive que contém segredos acerca do responsável do programa.

A partir deste momento tem início uma verdadeira caça ao homem, que é liderada por Margaret Cahill, da CIA e Lloyd Hansen, um mercenário com claras tendências sociopatas. A ação ocorre a ritmo frenético, complementado com explosões, colisões de veículos e batalhas nos locais mais improváveis.

Adicionalmente, temos a componente emocional, que forcará “Six” a arriscar tudo, na tentativa de resgatar o seu mentor Fitzroy e a sua filha, Claire. Tenho de destacar as interpretações de Chris Evans, Ana de Armas e Dhanush, que são as personagens mais cativantes, na minha opinião.

A narrativa é francamente previsível mas, no global, The Gray Man foi uma agradável surpresa, recebendo o meu selo de recomendação. Para terminar, apenas salientar que a popularidade deste projeto no Netflix garantiu uma sequela e um spin-off, cujas datas ainda estão por definir.

Bom
75%