Venom: Let There Be Carnage

Cletus Kasady foi uma personagem introduzida no filme original, que se irá converter nesta sequela num dos vilões mais icónicos de Venom.

O primeiro acto foca-se no passado criminoso de Cletus, em que faz parceria com Frances Barrison (Shriek). Após determinarmos o seu perfil de serial killer e percebermos o motivo pelo qual a sua parceira se encontra internada no Instituto Ravencroft, vamos acompanhar a evolução da relação de Eddie Brock com o simbionte.

Existem algumas cenas de humor bem conseguidas, sobretudo com as personagens de Mrs Chen e Venom. A narrativa e os diálogos são extremamente básicos, o que condicionou claramente o meu nível de interesse. As cenas de ação estão maioritariamente bem conseguidas, embora em alguns momentos o CGI deixe algo a desejar.

A revolta na prisão de San Quentin acaba por ser a melhor sequência do filme, mostrando a faceta mais violenta de Kasady após ser infetado por Carnage. O terceiro acto contém a batalha entre os dois simbiontes, assim como o duelo entre Cletus e Brock. Sem divulgar spoilers, o final é pouco satisfatório e parece-me demasiado apressado.

Em conclusão, tinha expectativas moderadas para este filme, mas a realidade é que a visão de Andy Serkis não me conquistou. Faltam momentos épicos e a parte mais interessante acaba por constar nos créditos finais, em que temos uma ligação direta com o novo filme de Spider-Man.

Mediano
60%

Baki

Baseado na manga de Keisuke Itagaki, temos a oportunidade de acompanhar o anime através da Netflix. A primeira temporada foca-se em cinco condenados, que escapam de prisões de alta segurança para viajar para Tóquio, com o intuito de “conhecer o sabor da derrota”.

Ao longo dos episódios, vamos assistir a batalhas épicas, que envolvem personagens como Spec, Dorian , Hector Doyle, Kiyosumi Katou e Sikorsky, para citar alguns dos mais relevantes. A personagem principal é Baki Hanma, um jovem lutador, que é o filho do Ogre, Yujiro Hanma, a “Criatura mais Forte do Mundo”. Ao longo de duas temporadas vamos acompanhar a evolução de Baki, que aceita defrontar poderosos adversários com o intuito de derrotar o seu Pai.

Personagens como Kaioh Retsu e Doppo Orochi tornam-se aliados improváveis de Baki, que atinge o seu apogeu após conhecer Kozue Matsumoto, uma jovem que se irá converter na sua namorada. Existem alguns momento de humor mas este anime prima pela violência, apesar de existir um elevado sentido de honra e conduta por parte da maior parte dos lutadores.

A terceira temporada, ou arco narrativo, leva o nosso herói para o Grande Torneio da China, em que os principais mestres (Kaioh) vão defrontar uma equipa composta por lutadores internacionais. Os primeiros episódios demonstram a clara superioridade da equipa visitante, que é composta por Baki e Yujiro Hanma, Biscuit Oliva, Kaioh Jyaku e Mohammad Ali Jr. No entanto, o líder da equipa local, Kaioh Kaku, tem outros planos, utilizando tácticas inesperadas para guiar a sua equipa à vitória.

A batalha mais memorável é sem dúvida Kaioh Kaku vs o Ogre, que tem um final inesperado, lançando a premissa para aquela que será a derradeira temporada de Baki. Vou evitar, como habitualmente, os spoilers, mas preparem-se uma viagem brutal pelo mundo das artes marciais, com o habitual toque de exagero comum a este género de animação.

Resident Evil: Welcome to Raccoon City

A CAPCOM tem uma série de franquias altamente icónicas, das quais faz parte o universo Resident Evil. Em seguimento dos filme originais, que são para mim uma espécie de guilty pleasure, chega ao cinema Welcome to Raccoon City, um reboot que promete ser mais fiel ao material original.

O elenco conta com a participação de Kaya Scoledario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Tom Hopper, Donal Logue, Avan Jogia e Neal McDonough e traz à memória algumas das cenas icónicas do primeiro e segundo jogo. A narrativa decorre em 1998 e mostra-nos a transformação da população de Raccoon City, em resultado de décadas de experiência do Dr William Birkin.

O primeiro acto está muito bem conseguido, introduzindo o passado de Chris e Claire Redfield, como forma de ligação ás personagens. A cidade de Raccoon City é retratada como sombria, repleta de corrupção e habitada por quem perdeu a esperança, o que cria um cenário perfeito para os eventos a que vamos assistir.

O CGI está longe de ser brilhante mas convém relembrar que este filme tem um orçamento de 25 milhões. A ação cumpre os requisitos mínimos  e as interpretações são qb para um filme deste género. É interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, mais especificamente Leon e Wesker.  No entanto, diria que este filme é marginalmente mediano, acrescentando pouco ao universo de Resident Evil.

Temos uma cena pós-créditos, que introduz Ada Wong na narrativa e que pode abrir caminho para um sequela, que até ao momento ainda carece de confirmação.

Mediano
64%