Shang-Chi and The Legend of the Ten Rings

A quarta fase da MCU será focada na componente cósmica, o que é francamente do meu agrado. Shang-Chi aborda a Ordem dos Dez Anéis e a sua agenda política secreta ao longo dos séculos. Após uma breve introdução, a narrativa foca-se em 1996, mais especificamente na busca por Ta Lo, uma cidade mítica que possui segredos mágicos. A sua guardiã é Ying Li, que tem uma ligação direta ao nosso herói, algo extremamente relevante para o desfecho desta primeira aventura.

Uma sequência de eventos leva Shang-Chi a abandonar sua família, iniciando uma nova vida como arrumador de carros. A sua melhor amiga, Katy, desconhece o seu passado até ao dia em que são atacados por um grupo de mercenários, originando a primeira sequência épica de luta. O objetivo é roubar o pendente utilizado pelo nosso herói, que em conjunto com a da sua irmã permitirá localizar a cidade perdida de Ta Lo.

Vamos ter o reencontro com Xialing, a irmã mais nova de Shang-Chi, que guarda rancor profundo pela sua fuga. Segue-se uma nova cena de ação, brilhantemente coreografada, que acaba com a captura do nosso trio de heróis, e a consequente deslocação para a base da Ordem dos Dez Anéis. O seu pai, Xu Wenwu tem como objetivo abrir os portões de Ta Lo e libertar a sua esposa, que aparenta ter sobrevivido ao ataque do Iron Gang.

Gostei particularmente da forma como a Marvel lida com o tema de Mandarim, introduzindo Trevor Slattery na narrativa. Adicionalmente, há uma ligação ao próximo filme de Doctor Strange, com a integração de Wong e uma cameo de Abomination, algo que já tinha sido revelado no trailer inicial. Contem igualmente com muito humor e a inevitável utilização da magia, algo que será recorrente nesta quarta fase da MCU.

O acto final introduz Fin Fang Foom e desenvolve a terceira grande batalha, que opõe os nossos heróis ao Dweller-in-Darkness. Conforme referi, as cenas de ação estão excepcionais, complementando a narrativa e a solidez das personagens principais. Contem com duas cenas pós créditos, que vão incluir Carol Danvers, Bruce Banner e um (in)esperado novo líder da Ordem dos Dez Anéis.

Bom
82%

His Dark Materials T.2

A narrativa retoma os eventos que levam Lyra e Pam a transpor o portal,  acedendo à cidade de Cittàgazze, que aparenta estar desabitada. Mas, rapidamente, somos confrontados com a existência dos Espectros, estranhas criaturas que se alimentam da energia vital dos adultos, por motivos que não serão abordados nesta segunda temporada.

Will Parry encontra Lyra e o seu daemon na cidade, iniciando uma parceria que fomenta a maior parte da narrativa. Com base nas respostas do Aletiómetro, os nossos heróis decidem regressar a Oxford, no mundo de Will, em busca de respostas.

Esta decisão irá ter consequências importantes na sua viagem, colocando-os no caminho de Charles Latrom, mais conhecido por Lord Boreal. Paralelamente, Lyra encontra uma aliada improvável em Mary Malone, uma ex-freira que se converteu numa física teórica e que estuda a Matéria Negra.

É precisamente através desta cientista que ficamos a saber que o Pó assume diversas designações em cada um dos mundos, tornando-se evidente uma ligação que vou manter em segredo, para evitar spoilers. A meio da temporada, que tem apenas sete episódios, Mrs Coulter, com a ajuda de Lord Boreal,  transpõe igualmente o portal, entrando na realidade em que Lyra se encontra, dando início a uma perseguição sem tréguas.

É nesta altura que voltamos à realidade da temporada original, acompanhando a viagem do aeronauta Lee Scoresby, que tenta encontrar Lyra, de forma a manter a sua promessa. No decorrer da sua viagem, é convocado por um estranho Xamã, que se revela como o Pai de Will Parry, invocando a necessidade de encontrar a Æsahættr, uma arma que pode cortar a realidade e que será essencial para proteger Lyra e vencer a guerra iminente que se avizinha.

Paralelamente, temos uma parte da narrativa dedicada à guerra do Magisterium, liderada pelo Cardeal MacPhail, que pretende eliminar as Bruxas, lideradas por Serafina e Ruta Skadi. Tomamos igualmente conhecimento da profecia em redor de Lyra e o seu verdadeiro nome, assim como o papel que lhe aparenta estar reservado.

A minha principal crítica a esta temporada é o facto de não existir tempo suficiente para explorar de forma detalhada os eventos e conceitos que nos são apresentados. O ritmo é frenético, deixando de parte detalhes que seriam importantes para enquadrar algumas das decisões tomadas. Como tal, a narrativa não flui da melhor forma, sendo um exemplo claro, o último episódio, em que são lançadas premissas relevantes, envolvendo Lord Asriel, Lyra e a inevitável guerra.

Confesso que esta temporada ficou aquém das expectativas mas opto por dar o benefício da dúvida para a terceira temporada, que deverá estrear em 2022 e que será focada em Amber Spyglass,o terceiro livro da saga.

The Bad Batch T.1

Um dos pontos mais altos das últimas temporadas de Clone Wars foi a introdução da Clone Force 99, que nos apresentou uma equipa de soldados alterados geneticamente e que são utilizados para as missões com menor probabilidade de sucesso.

Ao longo de dezoito episódios, vamos acompanhar os eventos que ocorrem após a ordem 66, com a consequente dissolução da República e a desmobilização do exército de clones.

Sem divulgar demasiado sobre a narrativa, temos a adição de Omega, uma criança que vai fazer parte da equipa composta por Hunter, Wrecker, Tech e Echo. Destaco a presença de personagens clássicas como Cad Bane, Caleb Dume, Hera Syndulla, Capitão Rex, Chopper, Rafa e Trace Martez, assim como a introdução de elementos comuns a The Mandalorian, o que é bastante interessante.

Ao longo desta primeira temporada, vamos acompanhar a odisseia da equipa, que pretende obter informações acerca da investigação científica realizada em Kamino, assim como o motivo pelo qual Omega se tornou numa obsessão para Nala Se. Há igualmente muita ação, complementada com episódios mais focados no desenvolvimento das personagens e da narrativa, o que torna esta primeira temporada numa experiência agradável.

Em 2022 teremos a segunda temporada, que deixa em aberto vários cenários. Pessoalmente, gostaria que o foco assentasse na implementação do Império, o impacto na Galáxia e a inevitável criação da Resistência, que poderá ter o contributo decisivo da nossa equipa preferida de clones.