Watchmen

Na minha opinião, Alan Moore e Dave Gibbons são os responsáveis por uma das melhores novelas gráficas de sempre. Onze anos após a estreia da adaptação cinematográfica, o universo de Watchmen está de regresso para a derradeira aventura.

A narrativa retoma 34 anos após os eventos que levam ao desaparecimento de Rorschach. O local escolhido é Tulsa, onde encontramos uma sociedade em que a força policial utiliza máscaras, para proteger a sua identidade e garantir a segurança das suas famílias.

O primeiro episódio faz a introdução de temas como o racismo e a supremacia caucasiana, na figura da Sétima Cavalaria, mostrando uma sociedade violenta e que pouco aprendeu com a sua História mais recente. De forma a evitar spoilers, vou abordar muito superficialmente a narrativa mas posso adiantar que vamos acompanhar a investigação da Detective Angela Abar à morte do Chefe da Polícia, Judd Crawford.

À medida que vamos avançando na história, surgem detalhes curiosos, que envolvem o avô de Angela e a Trieu Industries, que adquiriu a Veidt, após o aparente falecimento de Ozymandias. Vamos igualmente conhecer em pormenor a génese dos Minutemen  e a estranha odisseia que ocorre numa das luas de Júpiter.

Todos os eventos estão intrinsecamente interligados, culminado num desfecho inesperado e que deixa (deliberadamente) algumas questões por responder. Destaque para o fantástico casting, em que sobressaem  Regina King, Don Johnson, Tim Blake Nelson, Tom Mison, Jeremy Irons, Jean Smart e Louis Gosset Jr.

Esta minisérie de nove episódios complementa de forma muito interessante os eventos do filme, fechando o arco narrativo associado a personagens como Dr Manhattan, Silk Spectre e Ozymandias. Existe uma ritmo saudável entre ação e história, que converte este projeto num dos grandes destaques deste género. Na minha opinião, é claramente uma série a não perder.

Kotobukiya Storm 1/6

A linha Fine Art da Kotobukiya continua a ser uma das minhas preferidas, sobretudo no que diz respeito à linha Danger Room Sessions, da clássica série de animação dos X-Men. Há largos meses que contemplava adicionar a Storm à coleção, mas a minha prioridade consiste na busca por uma Psylocke ou Gambit, algo que parece cada vez mais improvável, face ao valor absolutamente proibitivo.

Após a venda de duas estátuas, tomei a decisão de avançar com esta aquisição, através da Hyper-Toys e estou francamente satisfeito. Para além de complementar as restantes peças da Detolf (Wolverine e Rogue), valorizo imenso a pose dinâmica, com alguns elementos do Sentinela na base e uma semelhança evidente com a personagem criada por Len Wein e Dave Cockrum.

A estátua mede aproximadamente 36 cm de altura e pesa cerca de 3kg. No que diz respeito a anatomia, a Kotobukiya fez um excelente trabalho, com linhas bem definidas e que representam quase na perfeição a personagem de Ororo Munroe. Gosto igualmente da opção de utilizar uma face secundária, com o mohawk característico de X-Men #173, da autoria de Chris Claremont.

Como habitualmente, partilho uma galeria de fotos e convido-vos a acompanhar os próximos artigos, dado que vou receber brevemente algo que pensava ser inalcançável para a minha coleção.

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Monsters and Love

Um asteróide encontra-se na direção do planeta, forçando a Humanidade a utilizar armas nucleares como forma de defesa. No entanto, a escolha revela-se trágica, dado que os fragmentos criam uma raça de animais mutantes, que passam a ocupar o topo da cadeia alimentar. Esta é a premissa para Monsters and Love, que combina humor, ação e uma história de amor.

A narrativa arranca sete anos após os eventos acima descritos, num bunker onde alguns dos derradeiros resistentes tentam sobreviver aos perigos deste novo ecossistema. O nosso “herói” tem pouca aptidão para o combate, por motivos que iremos descobrindo no decorrer do filme. Após perder a comunicação rádio com outra colónia, em que se encontra a sua antiga namorada, Joel decide ir para a superfície e percorrer a distância necessária para alcançar Aimee.

A maior parte do filme aborda precisamente esta aventura, em que vamos assistindo à evolução de Joel, que se torna num sobrevivente, com a ajuda de Boy, Clyde Dutton e Minnow. Existem cenas francamente cómicas, em que a abordagem do nosso herói acaba por criar cenários inesperados, que combinam bem com os momentos mais sérios em que temos de ligar com a desilusão e dúvida que afectam Joel.

Vou evitar, como sempre, entram em grandes pormenores, mas Monsters and Love é um filme positivo, que permite 109 minutos de diversão. É provável que venha a existir uma sequela, dado que o final é deliberadamente ambíguo, embora à data ainda não exista confirmação oficial.

Caso sejam subscritores de Netflix, este é um filme que sugiro para o final de uma tarde de fim de semana.

Mediano
65%