Injustice: Gods Among Us Omnibus Vol.1

Em 2013 fomos presenteados com um fighting game, que combina inúmeras personagens do Universo DC com uma narrativa assente na batalha épica entre duas visões distintas, em que o Bem e Mal se confundem facilmente.

O sucesso comercial deste título originou igualmente o lançamento de BD específica, que sem surpresa, converteu-se num sucesso de vendas. Estou claro a falar de Injustice, que nos retrata uma realidade em que o Super-Homem perdeu (quase) tudo o que o humanizava, seguindo por um caminho bem diferente daquele a que estamos habituados.

Conforme referi no primeiro parágrafo, o que me agrada nesta história é o facto da linha entre o Bem e Mal ser ténue. Existem duas facções, lideradas por Batman e Super-Homem, que recorrem a tácticas pouco heróicas, mas que visam alcançar o bem maior. E é precisamente nessa contradição que ocorrem batalhas épicas, mortes sangrentas e traições constantes.

O omnibus contém os três primeiros anos de histórias, num total de 1104 páginas, em que vamos acompanhando a evolução desta guerra, que passa rapidamente de planetária a intergalática. Inevitavelmente teremos a adição do Green Lantern Corps e do inevitável Sinestro, que se alia ao Super-Homem pelos piores motivos possíveis.

Preparem-se para inúmeras mortes (de super-heróis) e jogo duplo constante de vários elementos, numa narrativa fluida, repleta de painéis vibrantes e que nos cativa a atenção muito facilmente.

Se tiverem oportunidade de encontrar um exemplar físico, recomendo vivamente a aquisição, embora esteja neste momento OOP (out of print). O segundo volume já está igualmente disponível e faz sem dúvida parte das minha recomendação em termos de omnibus.

Pacific Rim: The Black T.1

Baseado na franchise que resultou em dois filmes, Pacific Rim: The Black narra as aventuras de Taylor e Hayley Travis, dois irmãos que vivem durante cinco anos numa base abandonada, no deserto australiano,   em conjunto com uma série de adolescentes.

O primeiro episódio apresenta-nos a origem dos dois jovens, filhos de pilotos de Jaeger. Ficamos igualmente a saber que os seus pais são forçados a abandonar a base, seguindo na direção de Sydney, na esperança de encontrar ajuda e retirar as crianças da zona de batalha.

Após cinco anos sem notícias dos adultos, Hayley encontra, inadvertidamente, uma base subterrânea, em que está inactivo um modelo antigo Jaeger MK III, o Atlas Destroyer. Ao ligá-lo, chama a atenção de um Kaiju de categoria IV, Copperhead, que terá um papel fundamental no arco narrativo desta primeira temporada.

The Black significa  a ausência de qualquer tipo de comunicação no continente australiano (ou Oceania, como preferirem), que se encontra sobre o  controlo absoluto dos Kaiju e que aparenta ter sido abandonado pela Humanidade. Sem divulgar demasiados pormenores, os nossos jovens heróis vão encontrar sobreviventes, dando início a uma batalha diária pela sobrevivência. Apesar de  muita ação, o foco está claramente no desenvolvimento das personagens de Boy, Mei e Shane, para  além dos irmãos Travis.

Existem referências claras aos filmes, assim como aparições de Jaegers icónicos, tais como November Ajax, Valor Omega e Titan Redeemer, que foram parte integrante da Uprising War. Nos derradeiros dois episódios existe um desenvolvimento interessante, que diz respeito á origem de The Boy e que lança algumas ideias inovadoras para a segunda temporada, que ainda não tem confirmação oficial.

Dito isto, considero que esta série está mais direcionada para fãs desta saga, embora no global, esteja sustentada numa narrativa mediana e personagens poucos memoráveis, com exceção de The Boy e Shane. Caso tenham interesse, sugiro que invistam algum tempo nos oito episódios, que têm a duração individual de 25 minutos.

Starship Troopers: Traitor of Mars

Shinji Aramaki, Masaru Matsumoto e Edward Neumeier são os responsáveis pela adaptação, em formato de animação, do universo Starship Troopers. Traitor of Mars é o quinto filme da saga e uma sequela de Starship Troopers: Invasion, de 2012, que conta com as vozes de Casper Van Dien e Dina Meyer, dois dos principais actores do projeto original.

Johnny Rico foi despromovido a Coronel e destacado para Marte, onde é o responsável pelo treino de uma nova equipa de infantaria móvel. O talento militar não abunda no planeta vermelho, que é maioritariamente contra o Governo Terrestre e o contínuo estado de guerra. Dito isto, e sem colocar spoilers, vai existir uma invasão aracnídea em Marte, que não está minimamente preparado para um evento desta magnitude.

A Sky Marshal Amy Snapp, numa tentativa de aumentar a sua taxa de popularidade na Terra, opta por accionar um plano que implica detonar uma bomba quântica em Marte, tornando o planeta inabitável. A narrativa passa então a focar-se no General Carl Jenkins, que tenta frustar os planos da Sky Marshall, recorrendo à sua capacidade telepática para comunicar com Carmen Ibanez.

No planeta Vermelho, Rico e a sua equipa conseguem destruir alguns canhões aracnídeos mas acabam por separar-se, quando são atacados por uma horda gigantesca de inimigos. Apesar da sua equipa o considerar morto em combate, o nosso herói prossegue com a sua missão, seguindo as diretrizes telepáticas de Jenkins, que utiliza uma projeção de Dizzy Flores para comunicar com Rico.

O terceiro e derradeiro acto de Traitor of Mars volta a reunir a equipa de Space Marines com o seu Coronel, numa batalha épica contra o inimigo. Na Terra, o General Carl Jenkins tenta frustar os planos da Sky Marshal Amy Snapp, tentando impedir a detonação da Q-Bomb.

Sem colocar spoilers sobre o final, posso adiantar que é satisfatório, mantendo em aberto a possibilidade de novas aventuras para Rico e a sua equipa, The Lost Patrol. Para concluir, quero destacar a fluidez da animação e o competente elenco de voze, que converte  Traitor of Mars numa experiência agradável, apesar de suportada numa narrativa bastante previsível.

Mediano
70%