Avengers: Earth´s Mightiest Heroes

Tive a oportunidade de subscrever recentemente o serviço de stream da Disney, o que aumentou exponencialmente a minha lista de pendentes. Dito isto, comecei por esta série de animação, que contempla apenas duas temporadas e que narra as aventuras dos Avengers.

Há muito fan service ao longo destes 52 episódios, em que os vilões principais são Red Skull, Ultron, Kang, Loki e os inevitáveis Skrull. No que diz respeito aos heróis, para além da equipa clássica, destaque para a presença de Ant-Man e Wasp, na sua versão original, assim como Hawkeye, Black Panther, Vision e Miss Marvel.

O humor é recorrente, embora exista igualmente um desafio constante aos nossos heróis, que acabam por ter momentos de vulnerabilidade e impotência. Gosto imenso da diversidade em termos de ação, com episódios focados em Asgard, batalhas cósmicas e até a presença de Adam Warlock e dos Guardiões da Galáxia.

Existe igualmente um desenvolvimento de personagens, com particular relevância na narrativa de Ultron e Yellowjacket, o que converte esta série numa recomendação essencial da minha parte.

Para fãs da Marvel e sobretudo dos Avengers, este é definitivamente um projecto a acompanhar.

The Clone Wars

Em 2008, foi lançado um filme de animação acerca do universo Star Wars, que narra as aventuras dos Jedi, nos três anos que antecedem o Episódio III das prequelas. Pessoalmente, sou um grande fã deste projeto, que durante sete temporadas apresenta de forma detalhada a guerra dos Clones, introduzindo detalhadamente as diversas fações envolvidas.

Nas primeiras temporadas, o maior foco está na batalha entre a República e os Separatistas mas, é precisamente nesse período, que são introduzidas duas personagens particularmente marcantes, por motivos distintos: Hondo Ohnaka, o líder dos piratas de Outer Rim e Cad Bane, o caçador de recompensas mais feroz da Galáxia.

A narrativa explora igualmente os bastidores da política no Senado, e as ligações aos sindicatos do crime, liderados pelo clã Hutt. Mandalor é igualmente um pólo relevante, sobretudo pela posição neutral, em conformidade com as crença de Satine Kryze. Existe uma evolução progressiva na narrativa, com ações que resultam em consequência trágicas para algumas das personagens e muita informação sobre a origem de Anakin, Obi-Wan e da Ordem Jedi.

No que diz respeito a vilões, temos igualmente várias sub-narrativas, que se focam em Nute Gunray, Death Watch, Asajj Ventress, Mother Talzin e Savage Opress, com informação relevante, que complementa e contextualiza alguns eventos que culminam na derradeira temporada, com a ordem 66.

Vou evitar os habituais spoilers, deixando deliberadamente uma personagem fora deste artigo, que é bastante relevante nas prequelas. Na minha opinião, Clone Wars é um dos melhores produtos do novo Universo Star Wars, proporcionando cenas de ação épicas, que opõe os Jedi aos Sith, para além de introduzir Ahsoka Tano, a padawan de Anakin Skywalker.

Pessoalmente, a grande vantagem da animação é a capacidade de nos mostrar, sem restrições, a verdadeira escala da “Galáxia Distante” onde decorre esta narrativa. Caso tenham oportunidade, invistam tempo nesta série, que é fundamental para os fãs de Star Wars, na minha modesta opinião.

Street Fighter: The Animated Series

A InVision Entertainment foi o estúdio responsável pela adaptação de Street Fighter enquanto série televisiva. A narrativa é no mínimo questionável mas detalha as aventuras do Coronel Guile, o líder duma taskforce internacional, que tem o objetivo de derrotar a organização criminosa de Shadaloo.

A equipa, como já devem ter adivinhado,  tem o nome de Street Fighter e é composta por Blanka, Ryu, Ken, Chun-Li, Honda e Cammy. Ao longo de duas temporadas,  os nossos heróis vão envolver-se em batalhas constantes com Sagat, Vega, Zangief e o seu líder, General M. Bison. Ao bom estilo dos anos 90, existe um código de honra pelo qual os nossos heróis se regem: disciplina, justiça e compromisso, algo que nos é relembrado de forma constante.

A narrativa tenta explorar algumas ligações ao jogo e ao filme, mais especificamente a transformação de Blanka e a busca de vingança por parte de Chun-Li, embora falhe redondamente nessa perspectiva. A inclusão de Dhalsim acaba por ser interessante, assim como o humor presente na relação (pouco) profissional entre  Cammy e Guile, embora insuficiente para transformar esta série em algo memorável.

O meu episódio preferido da primeira temporada  é “Strange Bedfellows”, com a participação de Akuma, que resulta numa parceria improvável entre Guile e M.Bison. Os argumentistas sentiram uma clara necessidade de aumentar o nível na temporada seguinte, introduzindo personagens adicionais, das quais destaco Dee Jay, Fei Long, T-Hawk, Satin Hammer e a equipa Delta Red, a antiga unidade de Cammy.

A qualidade individual dos episódios é superior, com particular relevância para um crossover com o universo de Final Fight, também da CAPCOM, no episódio 25, em que Ken e Ryu unem esforços com o Mayor Haggar, Guy e Cody, para resgatar Jessica das garras do terrível gangue Mad Gear.

No global, considero esta série mediana, embora ganhe alguns pontos no factor nostalgia. A animação está longe de ser brilhante e a narrativa é redutora, bem ao estilo dos anos 90. Mas confesso que há algo majestoso em ouvir “Sonic Boom”, “Shoryuken”, “Hurricane Kick” ou “Spinning Bird Kick”.