Extraction

Chris Hemsworth interpreta a personagem de Tyler Rake, um ex-militar que se especializou em operações secretas. O enredo foi escrito por Joe Russo e retira inspiração da novela gráfica Ciudad, de Ande Parks.

A narrativa é simples e coloca-nos no Bangladesh, para uma missão de resgate que visa libertar Ovi Mahajan, o filho de um traficante de droga.

Sem desvendar muito, a missão vai complicar-se rapidamente, dado que a equipa de Rake é atacada, deixando-o por conta própria na perigosa cidade de Dhaka, que é comandada pelo impiedoso líder criminoso Asif. O objetivo desta fação rival é assassinar Ovi e enviar uma mensagem ao seu Pai, o grande rival de Asif, que se encontra aprisionado.

As cenas de ação são frenéticas, repletas de violência e conferem um realismo que torna Extraction numa experiência diferente do que estamos habituados.  Apesar de tudo, a premissa é simples a e consiste na necessidade de escapar da cidade. Destaque para as personagens secundárias de Saju Rav, Farhad, Nik Khan e Gaspar (interpretado por David Harbour), que são cruciais no desfecho final desta aventura.

O terceiro acto é particularmente interessante, culminando na épica batalha final, que ocorre numa ponte repleta de inimigos. Extraction tem ação, personagens cativantes e um ritmo frenético, que complementam a escassez de profundidade narrativa.

E, sinceramente, com base no desfecho final, estou muito curioso para saber qual o caminho a seguir na sequela, que foi entretanto confirmada.

Mediano
71%

Futurama T.2

A segunda temporada continua a criar momentos hilariantes mas tem um foco considerável no desenvolvimento das personagens.

Zapp Brannigan, Zoidberg, Farnsworth e Lela acabam por ter episódios específicos dedicados a dar a conhecer a sua história. Por outro lado, a relação de amizade entre Bender e Fry continua a evoluir, o que resulta em episódios francamente apelativos.

O meu preferido é The Cryonic Woman mas diria que esta temporada consegue ser superior à original, levantando algumas premissas interessantes para o futuro.

Sugiro que evitem comparações aos Simpsons e dêem uma oportunidade a Futurama, que tem potencial para converter-se numa agradável surpresa.

O Lakeshow está de regresso!

Sou um adepto dos Lakers desde o mítico showtime dos anos 80 e rejubilei com chegada do Zen Master, Phil Jackson, que nos permitiu um three-peat na era Shaq/Kobe e mais tarde, um repeat com o quarteto Bynum, Odom, Pau e Kobe.

Mas a seguir ao sucesso, acumularam-se falhanços, com destaque para a equipa  composta por Steve Nash, Dwight Howard, Pau e Kobe, que abriu caminho para cinco temporadas consecutivas em que não conseguimos sequer alcançar os playoff, algo inédito na gloriosa história dos Los Angeles Lakers. Pelo meio, duas lesões graves afastaram Kobe Bryant da equipa, culminando com a sua despedida da competição em 2016.

Em 2019, Lebron James assinou por quatro temporadas e o futuro parecia brilhante, com inúmeros jovens de qualidade a fazer parte da equipa. Mas uma vez mais, as lesões acabaram com qualquer ilusão, originando a sexta temporada sem alcançar os playoff e colocando uma pressão imensa sobre Rob Pelinka, o GM da equipa. Os Lakers investiram fortemente, com a troca do seu núcleo jovem e a aquisição de Anthony Davis, possivelmente o melhor PF da Liga. Adicionalmente, a equipa tentou até ao ultimo minuto garantir o concurso de Kawhi Leonard, que acabou por assinar pelos rivais Los Angeles Clippers.

Nasce assim uma rivalidade extrema, com Pelinka a recorrer ao plano B, recrutando jogadores como Danny Green, Dwight Howard, Avery Bradley e Quinn Cook, para criar uma equipa veterana e em que poucos acreditaram. O ano de 2020 começou com o desaparecimento inesperado de Kobe e da sua filha Gigi e o Mundo começou a sofrer os efeitos  de uma pandemia global.

A NBA retoma a atividade em Orlando, num formato de bolha, em que ocorrem alguns jogos para definir as equipas que iriam integrar os playoff. A competição arranca finalmente e os Lakers começam lentamente a demonstrar a sua qualidade, derrotando Portland, Houston e Denver, no caminho para as Finais da NBA.

Pelo meio, ocorrem inúmeras surpresas, com o afastamento precoce dos favoritos Bucks e Clippers, abrindo caminho para uma final inédita entre os Miami Heat e os Los Angeles Lakers. A solidez defensiva da equipa foi uma constante, com excelentes contribuições dos role players Morris, Rondo, Caruso e KCP, que complementaram a excelência de Lebron James e Anthony Davis.

Os Lakers conquistam o décimo sétimo título da sua história, igualando os Celtics no topo da hierarquia e recuperando o estatuto e respeito perdido. James é considerado o MVP das finais,  Anthony Davis alcança o seu primeiro título no ano de estreia na equipa e Jeannie Buss, a accionista maioritária da equipa,  converte-se na primeira mulher a conquistar um título da NBA.

Permitam-me destacar o exemplo trabalho de Rob Pelinka, na construção da equipa e claro, de Frank Vogel, um treinador competente, que conseguiu transmitir a sua ideia de jogo, assente numa defesa asfixiante e  que permitiu terminar os playoff com um record de 16V – 5 D.

Seguem-se alguns meses de pausa, em que vamos certamente melhorar a qualidade global da equipa, no sentido de defender este título e lutar pelo repeat.