Venom: Last Dance

A trilogia de Venom chega ao fim com The Last Dance, introduzindo um dos vilões (modernos) mais relevantes da Marvel. Relembro que Eddie Brock e Venom, em seguimento dos eventos de No Way Home, são transportados para a Terra-616, em que decorre a linha temporal da MCU.

Esta aventura vai explorar Knull, o criador dos simbiontes, que se encontra encarcerado no planeta Klyntar. Ficamos a saber que a fusão entre o simbionte e o seu hóspede desbloqueia o Codex, que é essencialmente um chip que fica ligado de forma automática ao colectivo. Assim sendo, e de forma pouco clara, somos igualmente informados que este chip é a chave para libertar Knull da sua prisão, criando a premissa narrativa que sustenta esta derradeira aventura.

É nesta fase que entram em cena os Xenophage, criaturas alienigenas que são enviadas para localizar e recuperar o Codex. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o humor característico de Venom está de regresso. A batalha final, de forma muito simbólica, vai ocorrer nas instalações da Area 51. contando com a participação de inúmeros simbiontes, que tentam a todo o custo, evitar a libertação de Knull.

Destaque para as personagens de Martin Moon, Rex Strickland, Dr Teddy Paine e Sadie “Christmas”, que garantem, de forma distinta, referências dos comics e os inevitáveis momentos de humor. Em suma, The Last Dance é, na minha opinião, superior a Let there be Carnage, mas apresenta muitas limitações, nomeadamente ao nível da narrativa, que é terrivelmente básica e sem grande consequência.

Como é habitual, não vou revelar detalhes acerca do desfecho mas confirmo que é uma experiência agradável, repleta de ação e humor, mas que no final, pouco acrescenta ao SSU.

Mediano
65%

Severance T.1

A Apple+, para minha surpresa, tem sido um repositório incrível para séries de ficção científica. A primeira temporada de Severance é francamente impressionante, introduzido o conceito de uma intervencão cirúrgica, em que são criadas duas personalidades completamente distintas, com memórias individuais e únicas.

A Lumon Industries é uma empresa de biotecnologia, que utiliza este sistema para manter os seus segredos corporativos. Com a separação de mentes, toda a actividade do funcionário é 100% confidencial, dado que as suas memórias ficam inactivas a partir do momento em que abandonam o edifício.

No entanto, o desaparecimento de Peter Kilmer, o responsável da equipa Macrodata Refinement (MDR), vai criar as condições necessárias para a promoção de Mark Scout. Lentamente, vamos tomando conhecimento que existe algo de muito errado na empresa, o que origina uma investigação por parte de Mark, que conta com a colaboração de Helly R, Dylan e Irving, os restantes membros da equipa.

Torna-se desafiante abordar esta série sem colocar spoilers, mas preparem-se para revelações interessantes, que vão lançar a premissa para a segunda temporada, que já se encontra disponível. Termino com o destaque óbvio para o elenco, em que se destacam nomes como Adam Scott, Tramell Tillman, Britt Lower, Zach Cherry, John Turturro, Christopher Walken, Michael Chemus e Patricia Arquette.

Severance é produzido e realizado por Ben Stiller e, na minha opinião, é uma das melhores séries dos últimos anos, quer pela sua originalidade, como pela narrativa envolvente e que nos deixa ávidos de saber mais sobre a Lumon Industries.

Doctor Stone T.1

Esta série tem uma premissa diferente e que me cativou desde os momentos iniciais. Senku Ishigami é um jovem brilhante, que se vê petrificado, à semelhança de toda a Humanidade, acordando 3700 anos no futuro. O seu melhor amigo, Taiju Oki, junta-se a ele, para iniciarem a restauração da raça humana. Tomamos igualmente conhecimento que este evento apenas colocou os habitantes num estado de hibernação, o que cria as condições necessárias para poderem iniciar a complicada tarefa de reverter a petrificação.

No entanto, o mundo regrediu para uma sociedade ao nível da Idade da Pedra, em que não existe tecnologia e o conhecimento foi perdido. Senku toma a decisão de reanimar Yuzuriha Ogawa, uma jovem por quem o seu amigo Taiju tem uma paixão secreta. No entanto, acabam por ser perseguidos por um leão, o que leva a uma decisão inesperada, em que libertam Tsukasa Shishio, um jovem que detém uma força sobre-humana mas que tem ideais opostos aos de Senku.

Esta diferença vai criar uma rivalidade, que sustenta a narrativa de Doctor Stone. Tsukasa pretende criar um mundo em que apenas os mais fortes são reanimados, com o intuito de evitar a proliferação da tecnologia e criar um mundo puro, de acordo com os seus valores. Senku pretende restaurar a glória da Humanidade e viajar para as estrelas, naquele que entende ser o destino da nossa espécie.

Assim sendo, e com muito humor à mistura, vamos acompanhar esta batalha. Pelo caminho, são forjadas alianças e são realizados sacrifícios, no sentido de derrotar o exército de Tsukasa Shishio. Confesso que gostei imenso desta primeira temporada, que é composta por 24 episódios. A abordagem científica, em que é explicado como obter determinados materiais, é extremamente cativante e ajuda a dinamizar uma narrativa, que é muito fluida e repleta de ação.

As personagens introduzidas são excelentes, com destaque para Gen, Chrome, Kaseki e Taiju. Em suma, se procuram um anime divertido, com desenvolvimento de personagens e uma componente de mistério, esta é, na minha opinião, uma escolha acertada.