Carry On

Ethan Kopek é um funcionário da TSA, a empresa responsável pela segurança no aeroporto de Los Angeles. A narrativa decorre na véspera de Natal, que é , naturalmente, uma altura crítica para passageiros e funcionários. Kopek é introduzido como alguém totalmente desmotivado e sem ambições profissionais, por motivos que serão revelados ao longo do filme.

Por um acaso do destino, acaba por ser alocado a uma função que vai suportar toda a narrativa de Carry On. Ethan é contactado por um estranho, que lhe pede para deixar passar uma bagagem de mão, sem realizar qualquer inspecção. Em contrapartida, a sua namorada Nora permanece viva e tudo decorre na normalidade de uma véspera de natal. Como seria de esperar, o nosso “herói” não consegue ter a sua consciência tranquila, dando início a uma série de eventos, que o irão colocar à prova.

O viláo é designado como The Traveller e é claramente o ponto mais forte deste filme, que tem uma premissa muito interessante mas que, na minha opinião, acaba por extender demasiado o terceiro acto. No entanto, estamos perante um filme de qualidade, que retira alguma inspiração de Die Hard, embora se foque maioritariamente no suspense.

No que diz respeito a interpretações, Jason Bateman é absolutamente soberbo, elevando a qualidade do produto final. Existem obviamente alguns pontos que são poucos credíveis, nomeadamente nas habilidades demostradas por Ethan no acto final, mas este é um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
69%

Lisbon Film Orchestra 2025

A primeira vez que tomei conhecimento deste projecto foi numa Comic Con, no Porto. A partir desse momento, tenho acompanhado de forma atenta e assisti ao primeiro concerto no MEO Arena, no ano transacto. Fiz a promessa de regressar e, no passado dia 11 janeiro, vivi mais uma experiência incrível, que teve a adição de novos temas, com destaque para o Fantasma da Ópera, Senhor dos Anéis,Titanic, Inception e Wicked.

O humor continua a ser uma constante, numa orquestra magistralmente liderada pelo Maestro Nuno Sá e que terminou com o épico tema dos Piratas das Caraíbas. Aguardo confirmação das novas datas no Meo Arena, mas, no imediato podem contar com o espectáculo dedicado exclusivamente à Disney e tributo aos Beatles.

Para mais detalhes, sugiro a consulta à página oficial da Orquestra.

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La Palma

A narrativa retira inspiração da teoria de Cumbre Vieja, que prevê o risco de uma derrocada nas ilhas Canárias, que causaria um tsunami no Oceano Atlântico. Nesta produção da Netflix, vamos acompanhar uma família norueguesa, que tenta reequilibrar a sua relação, assim como a Dra Marie Ekdal, que é a cientista responsável por detectar a ameaça.

Ao longo dos quatro episódios, há uma clara tentativa de humanizar as personagens, desenvolvendo os seus receios e limitações individuais. À medida que a situação vai evoluindo, torna-se evidente que uma catástrofe deste género causaria o pânico e levaria à tomada de decisões eticamente questionáveis.

Na minha opinião, muitos dos cenários estão retratados de forma plausível, sobretudo no que diz respeito ao secretismo do Governo e à inevitável sobrevivência do mais forte, que consegue expor o pior da Humanidade.

Dito isto, é evidente que não deixa de ser uma visão optimista de algo que poderá ocorrer no futuro. O ritmo da narrativa é apropriado, deixando as cenas de ação para o derradeiro episódio, em que ocorre a erupção vulcânica. Se procuram uma série que aborde cenários catastróficos, sem aquela visão típica de Hollywood, La Palma é uma escolha sólida.

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