The Expendables III

Há cerca de dois anos atrás Barney Ross e a sua equipa conseguiram derrotar os seus inimigos mas a vida de um mercenário não tem períodos mortos. Desta vez o vilão é Conrad Stonebanks, um dos fundadores dos Expendables e a missão promete ser ainda mais complexa. Para esta aventura vamos contar com Harrison Ford, Kelsey Kramer, Wesley Snipes, Banderas e Mel Gibson, que interpretam Drummer, Bonaparte, Doc, Galgo e Stonebanks respectivamente.

Estamos perante mais um elenco de luxo, que perde apenas a presença de Bruce Willis, tornando The Expendables 3 numa trilogia. É de longe o filme que apresenta mais enredo (embora fraco) e mais períodos sem balas a voar incessantemente. Existem as pausas cómicas e os momentos em que actores gozam com as suas vidas pessoais (à semelhança dos primeiros filmes). É absolutamente hilariante a personagem de Banderas e há que destacar a prestação de Gibson e Ford, com a sua presença inconfundível no écran.

O enredo é simples: Barney vai tentar derrotar o seu rival Stonebanks, co-fundador dos Expendables e que sabe todos os truques. Para tal, acaba por recrutar uma nova equipa (composta por elementos novos e com novas competências). Tudo corre mal, sendo necessário montar uma operação de salvamento com a velha equipa, que irá culminar numa batalha épica num edifício em ruína prestes a ser demolido.

Destaque para as inclusões de Victor Ortiz (pugilista) e Ronda Rousey (UFC) , que dão aquele toque especial ás cenas de acção. Schwarzenegger tem o seu momento com a frase “get to the choppa”, imortalizada pelo Predador mas no global considero este o filme mais fraco da trilogia. Há uma tentativa clara de criar um enredo mais sólido mas as próprias cenas de acção são menos espectaculares do que nas aventuras anteriores. Pessoalmente confesso que fiquei desiludido com a luta final entre Ross e Stonebanks, dado que tinha tudo para ser épica mas acaba por ser curta e previsível.

Vale no entanto a ida ao cinema, dado que The Expendables 3 é uma homenagem fantástica ao cinema dos anos 80 e 90. Fica apenas a mágoa de não ter visto Steven Seagal num destes filmes. Seria certamente a cereja no topo do bolo.

Sierra is back!

A Activision anunciou que vai ressuscitar a Sierra, um dos grandes ícones dos jogos no início dos anos 80 e 90 e que nos trouxe pérolas como Kings Quest, Leisure Suit Larry e Ultima, entre muitos outros. Apesar de terem criado títulos de qualidade nos últimos anos o mais importante para mim são os primórdios da empresa, em que lançaram verdadeiras pérolas. Por esse motivo só posso estar entusiasmado com a confirmação de uma nova aventura de Kings Quest. Espero sinceramente que seja um grande sucesso e que possa trazer de volta os tempos de Glória da Sierra.

Os leitores mais frequentes deste espaço sabem que sou um fã de jogos, sobretudo indie e retro, o que justifica o meu entusiasmo. Para ser justo a Sierra não estava totalmente parada e arriscou com o Geometry Wars, que foi um verdadeiro sucesso, o que fica provado com a confirmação do terceiro título da saga ainda no decorrer deste ano.

Mas para quem começou a jogar tão cedo como eu, nomes como Sierra, Konami e Sega são sinónimos de memórias de infância e aquece-me sempre o coração (sim, eu tenho um) quando sou confrontado com estas notícias. Agora peço-vos que não me desiludam Sierra… conto com um grande jogo em 2015.

E voçês? Conhecem a Sierra? São fãs de Kings Quest? Estão entusiasmado com esta notícia? Digam de vossa justiça na caixa de comentários.

Guardians of the Galaxy Vol.1

Desde o anúncio oficial da Marvel que tenho sido muito céptico em relação ao projecto dos Guardiões da Galáxia. Confesso que não sou um grande fã dessa BD o que pode ter ajudado a aumentar a desconfiança. Os trailers deixaram-me mais entusiasmado, assim como as críticas iniciais. Ontem (dia 9 Agosto) foi altura de ir ao cinema ver a versão 2D e posso afirmar com convicção que fiquei tudo menos desiludido.

A química entre personagens é excelente, os efeitos especiais soberbos e claro o humor é simplesmente arrebatador. Peter Quill é um terrestre que tem passado a vida a pilhar tesouros pela melhor oferta mas uma série de eventos inesperados vão colocá-lo a liderar uma equipa composta por Gamora (a assassina mais perigosa da Galáxia), Rocket (um guaxinim modificado geneticamente), Groot (um ser semelhante a uma árvore) e Drax (um condenado com sede de vingança por Ronan), que tem como missão evitar que a Infinity Stone cai nas mãos de Thanos.

O vilão principal é Ronan, um Kree que pretende destruir mundos com a sua justiça cega e sem equilíbrio. Para tornar a situação ainda mais complexa, Quill tem de manter a coesão da equipa e escapar a Korath, Nebula e Yondu, entre muitos outros inimigos. A necessidade cria uma trégua entre Yondu e a equipa, que irão unir esforços para derrotar Ronan, que acaba por obter o poder da Infinity Stone. E para evitar spoilers vou ficar por aqui em termos de enredo.

O casting está muito bem conseguido, com destaque para a voz de Bradley Cooper e Vin Diesel nas personagens de Rocket e Groot, que conseguem encher o écran e arrancar gargalhadas constantes. No global o filme é muito bom,  com 120 minutos muito bem equilibrados entre narrativa, acção e humor. Está confirmada a sequela e da minha parte posso garantir que estarei presente na estreia. Mais uma vez a Marvel não desilude, elevando a fasquia e tornando cada vez a vida mais complicada à DC, que terá de lançar uma Justice League  e um SuperMan vs Batman à altura.

No final, podem assistir a uma cena de 30 segundos, que nada tem a ver com os projectos futuros da Marvel. É essencialmente uma gag muito peculiar… mas vale a pena.