Sharknado II

Fin Shepard está de volta para a aguardada sequela de Sharknado, que desta vez tem como pano de fundo a cidade de Nova Iorque. O enredo (se é que existe) coloca os nossos heróis numa visita à cidade que nunca dorme, com o intuito de divulgar o livro que conta a saga de Los Angeles. É evidente que a desgraça nunca vem só, sendo apenas uma questão de minutos para o écran estar repleto de tubarões sedentos de sangue.

O início é francamente prometedor, antevendo que será tão mau ao ponto de se tornar ÉPICO, tal como o primeiro filme. Não faltam os cameo (Will Wheaton, Al Roker, Daymond John, Billy Ray Cyrs, Kelly Osbourne, etc), assim como referências a filmes como Aeroplano (Robert Hays é o piloto da cena inicial) e a símbolos desportivos da própria cidade.

O elenco conta com Ian Ziering e Tara Reid mas adiciona nomes como Vivica A. Fox e Mark McGrath, num filme que é melhor do que o primeiro, na minha modesta opinião. Agora a grande questão que se coloca é se tal facto é positivo ou não.

O grande sucesso de Sharknado foi a sua condição de filme over the top, low budget e sem qualquer tipo de credibilidade. Na sequela, a premissa inicial mantém-se e o orçamento é superior, tornando a experiência mais agradável mas fica a sensação de que podia ser pior e consequentemente melhor.

Destaque para a cena inicial do avião e do táxi, que são incríveis em termos de filmes do género. Confesso que há algum tempo que não dava gargalhadas tão sonoras…

Recomendo vivamente a quem gosta de filmes de série B a ver estas duas aventuras de Fin Shepard e estou curioso para saber se teremos ainda um terceiro filme. Afinal de contas uma trilogia de Sharknado poderia ser francamente brutal.

O Futuro

Este ano tem-se revelado complexo a nível pessoal, o que tem afectado claramente a disponibilização de conteúdos neste espaço. Quem me conhece reconhece certamente a persistência e podem estar tranquilos que o Portal Pessoal vai manter-se online.

Dito isto, existem vários projectos que pretendo realizar, sendo importante destacar o seguinte:

  • Terminar a série Cave Story
  • Terminar a série Jamestown
  • Opinião pessoal acerca do livro o Silo
  • Comparação entre o livro e filme de Ender´s Game
  • Iniciar uma nova série, em que farei voiceover e comentários

Para além do acima mencionado, estou sempre disponível para sugestões e conto com o vosso feedback como é apanágio. Existe algum tipo de conteúdos que gostariam de acompanhar neste espaço?

Dawn of The Planet of the Apes

Esta sequela tinha uma missão complexa para cumprir, dado que o seu predecessor foi de enorme qualidade mas optei por me deslocar pessoalmente ao cinema para constatar e poder escrever este breve artigo. Andy Serkis está de regresso para interpretar a personagem de Caesar, o líder dos macacos que povoa uma zona do globo livre da Humanidade (ou assim se pensa).

A premissa define que a Humanidade está à beira da extinção, fruto das experiências médicas realizadas (vou evitar spoilers, sobretudo para quem não viu o primeiro filme). Os poucos humanos que resistem juntam-se em grupo e tentam sobreviver à custa de fontes de energia pouco fiáveis. A descoberta de uma barragem junto à cidade revela-se fundamental para a sobrevivência, sendo que o grande entrave é o facto de estar situada em território povoados pelos macacos.

Dawn of the Planet of the Apes é um filme interessante do ponto de vista antropológico, nomeadamente na parte do choque de culturas. Humanos e Macacos vão necessitar de chegar a acordo e trabalhar em conjunto de forma a evitar a guerra. É fascinante a vertente de traição e condição humana que este filme apresenta, tentando sempre mostrar que mesmo nas condições mais adversas o instinto pela sobrevivência é sempre mais forte.

A narrativa é sólida, os efeitos especiais e o CGI estão bem conseguidos, embora não existam grandes interpretações (mesmo com Gary Oldman no elenco). Pessoalmente considero o filme longo demais, sendo possível manter o espectador atento sem necessidade de tantos adornos. Mas no global é uma sequela bem conseguida, embora inferior ao original. Caso pretendam a minha sugestão é ir ao cinema ver este filme.